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9900424 | A socialidade do trabalho assistencial de Enfermagem: um ensaio sobre o papel da Enfermagem no capitalismo | Autores: Rodrigo Nogueira da Silva |
Resumo: Introdução: Em muitos países, incluindo o Brasil, trabalhadores de Enfermagem
representam metade de toda a força de trabalho da saúde. No entanto, ainda há
poucos estudos sobre o papel da Enfermagem no processo global da produção
capitalista. Objetivo: Analisar o papel da enfermagem na valorização e
realização do valor no capitalismo. Metodologia: Estudo original do tipo
ensaio teórico, realizado com base na crítica da economia política de Karl
Marx e em teóricos marxistas. Resultados: O trabalho assistencial de
Enfermagem se caracteriza como um trabalho essencialmente imaterial e,
dependendo da sua relação com o capital, pode ser produtivo ou improdutivo. A
Enfermagem, enquanto profissão do setor de serviços, têm sofrido fortes
influências do capital, especialmente desde o surgimento da crise estrutural.
Conclusões: O trabalho assistencial de Enfermagem pode realizar valor e criar
valor novo. Além disso, o trabalho assistencial de Enfermagem também é, de
forma indireta, essencial para a reprodução material e ideológica do
ordenamento social burguês. Implicações para a Enfermagem: As(os)
trabalhadoras(es) de Enfermagem precisam estar conscientes da socialidade do
seu trabalho e, por conseguinte, do seu papel na reprodução da ordem social
para determinar autonomamente os rumos da categoria em prol da sua
valorização, do fortalecimento da dimensão cuidadora e do caráter público do
seu trabalho.
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