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8693558 | CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DA SEPSE NO ESTADO DE SANTA CATARINA - BRASIL | Autores: Milena Kelner |
Resumo: Sepse é definica como uma resposta sistêmica do organismo a uma doença
infecciosa, que pode ser causa por vírus, bactérias, fungos e protozoários¹.
Considerada uma problemática mundial, em razão dos números elevados de
pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), não
cardiológicas, com desfecho desfavorável². O objetivo do presente trabalho foi
descrever as características epidemiológicas dos casos de sepse, notificados
no estado de Santa Catarina, no período de 2010 a 2017. É classificado como um
estudo epidemiológico, descritivo com abordagem quantitativa dos casos de
sepse no estado de Santa Catarina, realizado po meio dos dados obtidos do
departamento de informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde. Os dados
foram coletados em setembro de 2018 e são referentes aos anos de 2010 a 2017.
Os dados foram organizados em tabelas de planilha eletrônica (Microsoft
Excel), a partir destas foram compilados os dados em relação aos 21.311 casos
notificados no Estado. Santa Catarina apresenta uma média de 325,13 casos de
internação/mês, sendo 51,46% do sexo masculino, etnia 87,4% eram brancos e
32,26% possuiam idade entre 20 a 59 anos. Dentro desses casos observou-se
letalidade de 16,87% por sepse. A sepse é um grave problema de saúde pública,
devido ao aumento da sua incidência³. Por esse motivo, é crucial que as
equipes de saúde tomem conhecimento dos sinais e sintomas característicos da
sepse, para identificá-la rapidamente, de modo a encaminhâ-los para o
diagnóstico e tratamento adequados. Vale ressaltar que, quando detectada
precocemente, o tratamento é relativamente simples, necessintando de
administração de fluidos, antibióticos, monitorização do paciente em UTI e
análise da cultura bacteriana4. Por fim, ressalta-se a importância de investir
em atividades de educação em saúde, como campanhas de conscientização sobre a
sepse junto as pessoas leigas e capacitação dos profissionais.
Referências: 1. Instituto Latino-Americano de Sepse. Sepse: um problema de saúde pública. 2015.
2. DIAS, M. B. G. S. et al. Diagnóstico e tratamento precoce da sepse grave no adulto. Hospital Sírio Libanês. 2014.
3. Hotchkiss RS, Karl IE. The pathophysiology and treatment of sepsis. N Engl J Med. 2003 Jan 9;348(2):138-50. PubMed.
4. MACHADO, F.R. et al. The epidemiology of sepsis in Brazilian intensive care units (the Sepsis PREvalence Assessment Database, SPREAD): an observational study. Lancet Infect Dis. 2017 Nov;17(11):1180-1189. |