E-Pôster
7533778 | A TRANSDISCIPLINARIDADE E O GRUPO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE | Autores: Fernanda Karla Metelski ; Carine Vendruscolo ; Flávio Braga de Freitas ; Cristina dos Santos Padilha ; Márcia Luiza Pit Dal Magro |
Resumo: **Introdução**: O trabalho em rede pressupõem a articulação intersetorial para que as práticas de atenção à saúde contribuam com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. A Rede de Atenção à Saúde (RAS) tem a Atenção Básica como sua ordenadora, buscando reorientar o modelo assistencial por meio da implantação de equipes multidisciplinares, e, os pontos secundários de atenção, que possibilitam o desenho das linhas de cuidado centrado no usuário. **Objetivo**: Apresentar o Grupo de Desenvolvimento Humano (GDH) como uma prática transdisciplinar promotora do cuidado na RAS. **Metodologia**: Relato de experiência sobre a ação transdisciplinar do GDH no município de Chapecó/SC. **Resultados**: Atualmente, o GDH possui mais de 100 profissionais de diferentes formações que integram a RAS, Assistência Social, além da participação de Instituições de Ensino Superior. É reconhecido como um espaço de educação permanente e contempla uma proposta de inserção na psicologia social atrelada ao conceito de grupos operativos(1) e de pequenos grupos sistêmicos complexos(2-3). O GDH contempla três momentos: (I) os grupos de estudo com os profissionais de diferentes serviços; (II) os grupos interativos com usuários que são conduzidos pelos profissionais que participam dos grupos de estudo; (III) o seminário pós grupo para os profissionais(4). Estes grupos com usuários são baseados no pressuposto de que o existir humano implica em resolver problemas inerentes à vida, e estes conflitos são potencialmente adoecedores. **Considerações Finais**: O GDH contribui para a resolução dos conflitos a partir da interação, do partilhamento de conhecimentos entre participantes e profissionais, momento em que a ação transdisciplinar emerge apoiando a compreensão sobre o fenômeno grupal e a resolução da tarefa. Colabora com a promoção da saúde para os usuários. **Contribuições ou implicações para a Enfermagem**: O GDH vem contribuindo com a atuação do enfermeiro nas dimensões assistenciais, gerenciais, educativas e investigativas em diferentes serviços de saúde.
Referências: 1 - Pichon-Rivière, E. O processo grupal. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
2 - Freitas, FB. Pequenos grupos sistêmicos complexos como uma estratégia na promoção de saúde coletiva no SUS. [Dissertação]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2010. Disponível em: http://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/725/1/428890.pdf Acesso em jun 2018.
3 - Freitas, FB; Seminotti, N; Leite, JCC. Protocolo de observação: uma estratégia para capacitação em coordenação de grupos. In: O pequeno grupo como um sistema complexo: uma estratégia inovadora para a produção de saúde na Atenção Básica. SEMINOTTI, N (org). Porto Alegre: Rede Unida, 2016. Disponível em: http://historico.redeunida.org.br/editora/biblioteca-digital/serie-atencao-basica-e-educacao-na-saude/o-pequeno-grupo-como-um-sistema-complexo-epub. Acesso em jun 2018.
4 - Freitas, F., Barcala, R.; Metelski, F. Manual para a organização de grupos interativos. Material didático. Prefeitura Municipal de Chapecó, 2015. |