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7486380 | ANALISE DA PERDA DE CATETER PERIFÉRICO EM UMA UNIDADE DE PEDIATRIA | Autores: Elessandra Souza Bitencourt ; Josiane Choré Ferreira ; Elizeu Machado ; Viviane S. Crestani Trevisan ; Elisiane Soares Novaes |
Resumo: Introdução: Comumente pacientes pediátricos necessitam de uma via endovenosa
durante a internação para fins diagnósticos ou terapêuticos1. Objetivo:
Quantificar e caracterizar as perdas de cateteres periféricos em uma Unidade
de Pediatria nas unidades de internação. Método: Relato de experiência sobre a
coleta de dados do indicador perda de cateter periférico em uma Unidade de
Pediatria de um hospital universitário. Os dados coletados são referentes ao
período de janeiro de 2017 a junho de 2018. O resumo foi aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Resultados: Foram notificadas 1202
perda de cateter periférico, 213 no Serviço de Emergência Pediátrica, 201 na
Clínica Pediátrica, 384 na UTI Pediátrica e 404 na UTI Neonatal. Quanto a
faixa etária 522 pacientes era lactentes, 125 pré escolar, 163 escolar e 81
adolescente. No que se refere ao local da punção 595 estavam relatados como
puncionados em membro superior, 175 membro inferior, 109 dorso da mão, 72 em
região cefálica, 34 em fossa cubital, 43 dorso do pé e 54 em jugular externa.
Quanto ao motivo da perda o mais notificado foi infiltração grau 1 com 438,
seguido de obstrução 170, em terceiro tração com 155 casos e 135 casos flebite
grau 1. O número de eventos graves como flebite e infiltração grau 2 e 3,
constituíram 88 casos, refletindo um fator positivo, já que as complicações
são detectadas precocemente. Em 748 dos eventos foi necessária repunção e a
taxa de permanência foi de 1,52. Implicações: A perda do acesso venoso
periférico ainda não é considerada por muitos profissionais como um evento
adverso, resultando em subnotificação, com a implantação do indicador foi
possível mudar este conceito e aumentar as notificações. Conclusão: O
indicador perda de cateter periférico é fundamental para melhorar a
assistência ao paciente pediátrico, necessitando maior sensibilização da
equipe de enfermagem.
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Referências: 1. Almeida TJC, et al. Acessos venosos periféricos em crianças hospitalizadas: Um estudo fotográfivo. Rev enferm UFPE on line., Recife, 10(Supl. 2):701-7, fev., 2016 |