Imprimir Resumo


70º CBEn • ISSN: 2319-0086
Resumo: 1523926

E-Pôster


1523926

VIOLÊNCIA FÍSICA CONTRA O IDOSO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS REGISTRADOS NO BRASIL, 2010 A 2014

Autores:
Marilene de Sousa Oliveira ; Daniel Josivan de Sousa ; Patrícia Rodrigues Vieira

Resumo:
Introdução: a violência contra o idoso é um grave e crescente problema de saúde pública, pois aumenta a demanda nos serviços públicos e afeta qualidade de vida da pessoa idosa trazendo consequências a curto, médio e longo prazo para o idoso, família e sociedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 1 a cada 6 idosos é vítima de algum tipo de violência. Objetivo: descrever o perfil epidemiológico dos casos de violência física contra idosos no Brasil. Método: trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo que incluiu todos os casos de violência física contra idosos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN- NET) no período de 2010 a 2014 no Brasil. Resultados: foram notificados 41.702 mil casos. Observou-se maior ocorrência de notificações no ano de 2013 (16,4%), na região sudeste (30,1%) e no estado de São Paulo (14,2%). Predominou o sexo masculino (31,5%), raça branca (30,5%), com escolaridade referente ao ensino fundamental incompleto (12,1%). A força corporal/espancamento (40,6%) foi a forma mais frequente, ocorrida principalmente na residência (39,6%), com repetição de ocorrência (19,1%), e tendo o filho como agressor (12,2%). A maioria dos idosos foram assistidos a nível ambulatorial (26,6%) e tiveram alta (45,5%). Conclusão: A proporção de idosos que sofreram violência física é maior que a esperada pela OMS, configurando importante problema de Saúde Pública no Brasil. É necessário que uma rede de proteção eficiente que envolva profissionais de saúde, delegacias de proteção ao idoso em situação de violência e conselho do idoso para identificar, atender, acompanhar e prevenir a ocorrência da violência.


Referências:
Santana IO, Vasconcelos DC, Coutinho MPL. Prevalência da violência contra o idoso no Brasil: revisão analítica. Arq. Bras. Psicol. 2016; 68(1): 126-139.