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Anais :: 69° CBEn • ISSN: 2318-6518
Resumo: 846


846

OS DESAFIOS DOS ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA AO DEFICIENTE AUDITIVO (DA): uma revisão de literatura

Autores:
Tays Suanne da Silva Farias (tays.9.farias@hotmail.com) (Centro Universitário Cesmac) ; Luana de Cerqueira Ferreira (Centro Universitário Cesmac) ; Dayanna Barros Cavalcante Araújo. (FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ) ; Dayanne Sousa Ribeiro. (FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ) ; Elaine Khristine Rocha Monteiro (FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ) ; Raissa Fernanda Evangelista Pires dos Santos (FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ)

Resumo:
O deficiente auditivo (DA) enfrenta uma das maiores barreiras na inclusão social, porém, mediante a Constituição Federal 88, a saúde é um direito de todos e dever do Estado1. Objetiva-se descrever os desafios dos enfermeiros na assistência aos portadores de DA. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, nas seguintes bases de dados: LILACS/MEDLINE/SciELO/BDENF e Cochrane. Foram incluídos artigos em português, na íntegra e nos últimos 11 anos. Em um estudo realizado em 2006, alfabetizadas ou semi-alfabetizadas, e que se comunicavam por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), foi constatado que os DA´s sentem dificuldade em entender o que o profissional fala, pela rapidez e falta de gestos na boca2. Outra dificuldade observada é a falta de conhecimento de LIBRAS pelos profissionais, apesar da Lei nº10.436/2002 que regulamenta o uso de LBRAS e estabelece que as instituições públicas de assistência à saúde devem garantir acolhimento e tratamento apropriado aos portadores de DA3. Tais regulamentações não obrigam os profissionais de saúde ao entendimento desta linguagem, no entanto, de acordo com o Código de Ética do Profissional Enfermeiro é direito do enfermeiro "aprimorar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação a sua prática profissional"4. O desempenho do enfermeiro frente aos DAs permite o desenvolvimento da autonomia desta população atendida, possibilitando também orientação às famílias sobre os cuidados. Alguns cursos de graduação oferecem LIBRAS como disciplina optativa, não garantindo esse aprendizado, fica aos gestores das unidades de saúde investir em capacitações ou disponibilizar um interprete para comunidade5. Conclui-se que a comunicação é a grande barreira entre o DA e o enfermeiro, podendo colocar em risco a assistência prestada, assim é fundamental que os enfermeiros sejam capacitados, seja por educação continuada ou no ensino superior em saúde, permitindo que a assistência ofertada seja pautada na integralidade, princípio doutrinário do SUS.


Referências:
1-MEDCURSO. Ciclo 1. PLANEJAMENTO DE ESTUDOS. Ed. Medwriters, 2008. 2-CARDOSO, A.H.A; RODRIGUES, K.G; BACHION, M.M.PERCEPÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ SEVERA E/OU PROFUNDA ACERCA DO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO DURANTE SEU ATENDIMENTO DE SAÚDE.Rev Latino-am Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4) www.eerp.usp.br/rlae. Disponível em. Acesso no dia 28 de março de 2015. 3- Aguiar FS, Marcucci RMB. Uso da linguagem Brasileira de Sinais na comunicação enfermeiro-paciente ;portador de deficiência auditiva. RevEnferm UNISA 2009; 10(2): 144-8. Disponível em . Acesso no dia 01 de março de 2015. 4- COFEN. Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Rio de Janeiro, 08 de fevereiro de 2007. 5- COSTA MARIANA FERREIRA. Análise da Utilização da Atenção Primária à Saúde pelo usuário Surdo soba perspectiva do profissional de enfermagem: Estudo descritivo nas unidades de saúde da Ceilândia - DF , 2013.