404 | REPENSANDO O ACESSO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CONSTRUINDO NOVOS CAMINHOS. | Autores: Cristiane Pereira de Castro (crispcastro@gmail.com) (Universidade Estadual de Campinas) ; Fernanda Gomes de Paula Pinto (Prefeitura Municipal de Campinas) ; Marilene Neves da Silva (Universidade Estadual de Campinas) |
Resumo: Introdução: A definição de acesso pode ser analisada como sinônimo de acessibilidade, que expõe peculiaridades dos serviços para que sejam facilmente usados pelo usuário e está além do entendimento de apenas estar inocupado um serviço de saúde. Objetivo: analisar a experiência da implementação do modelo de acesso avançado em uma equipe de saúde da família alocada na Unidade Básica de Saúde DIC I do município do Campinas (SP), apontando as facilidades e dificuldades enfrentadas. Métodos: Trata-se de um projeto de intervenção. Realizou-se um diagnóstico situacional sobre o acesso através de um instrumento de coleta de dados no período de novembro a dezembro de 2016. Após esta fase, executaram-se reuniões com a equipe X e a co-gestora da unidade de saúde com a finalidade de avaliar os dados obtidos e as mudanças a serem implementadas, visando qualificar o acesso. A equipe X optou por alterar seu processo de trabalho anunciando aos seus usuários e demais profissionais da unidade a mudança na organização do acolhimento com implantação da proposta do acesso ampliado qualificado no início de 2017. Resultados: Durante a construção da intervenção concluiu-se que a equipe não conseguiria implantar esta forma de acesso, em detrimento dos recursos humanos e das escalas de atividades diárias não vinculadas à equipe X e executadas pelos profissionais de enfermagem. Entretanto, o debate sobre o acesso avançado consolidou-se na equipe, despertando o entusiasmo de atuação com foco na resolubilidade. Assim, a equipe optou por implantar o Acesso Ampliado Qualificado com ampliação dos horários de acolhimento e reestruturação do processo de trabalho. Conclusão: A conquista do apoio e legitimidade da equipe da atenção primária a saúde ainda é uma incitação. É necessário, promover as equipes de saúde da família perante a população para melhorar a confiança entre a comunidade e os profissionais.
Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. - Brasília : Ministério da Saúde, 2012. STARFIELD B. Atenção Primária. Equilíbrio entre necessidade de saúde, serviço e tecnologia. Brasília: Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura; 2002. CAMPOS GWS. A mediação entre conhecimento e práticas sociais: a racionalidade da tecnologia leve, da práxis e da arte. Ciência & Saúde Coletiva, 16(7):3033-3040, 2011. |