204 | PERFIL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDAS NO CONSELHO TUTELAR DE UMA CIDADE DO AGRESTE ALAGOANO | Autores: Larissa Tenorio Andrade Corrreia (laritenorio@bol.com.br) (Universidade Federal de Alagoas) ; Marcela Barbosa de Farias (Universidade Federal de Alagoas) ; Tâmara Silva de Lucena (Universidade Federal de Alagoas) |
Resumo: Introdução: A violência contra crianças e adolescentes é considerada um grave problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde, revelando-se como uma das principais causas de morbimortalidade nessa faixa etária. A problemática alcançou relevância política e visibilidade entre a sociedade com a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Objetivo: Traçar o perfil de crianças e adolescentes atendidas no conselho tutelar de Arapiraca, Alagoas. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo. Realizado com as informações contidas nas fichas de notificação e nos relatórios anuais referentes às crianças e adolescentes atendidos no conselho tutelar nos anos 2011 e 2012. Resultados: Os dados demonstraram que a mãe é o principal agressor com 50,4% dos casos e o pai em segundo lugar com 16,2%, seguido do padrasto com 7,6% dos casos. O Ministério da Saúde aponta que as agressões constituem a primeira causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos de idade, sendo que a maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico. O tipo de violência mais freqüente foi a violência sexual, crianças do sexo masculino de 0 a 6 anos (54,5%), 7 a 14 anos (15%), 15 a 18 anos (28,6%) e no sexo feminino de 0 a 6 anos (0%), 7 a 14 anos (16%) e 15 a 18 anos (25%). Conclusão: A notificação é um poderoso instrumento de política pública, pois é por meio dela que a violência ganha visibilidade, permitindo o dimensionamento epidemiológico do problema e a criação de políticas públicas voltadas à sua prevenção. Contribuições para Enfermagem: O fenômeno da violência precisa estar presente nas discussões das políticas públicas, tornando-se um desafio constante para a equipe de enfermagem, que deve conhecer melhor o fenômeno da violência para encontrar formas de prevenção e subsidiar a proposta de cuidado da enfermagem a população. DESCRITORES: Defesa da Criança e do Adolescente, violência.
Referências: NUNES, J. A.; SALES, M. C. V. Violência contra criança no cenário brasileiro. Ciência & Saúde Coletiva. [internet] v. 21, n 3, p. 3-10, 2016. JUNIOR, A. A. P; SANTOS, V. C. B, SANTOS, J. G. Caracterização da violência doméstica contra crianças e adolescentes e as estratégias interventivas em um município do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Cad. Saúde Colet [ internet],v.23, n.2, p.1-8. 2015. RATES, S. M. M; MELO, E. M. M, MASCARENHAS, M. D. M, MALTA, D. C. Violência infantil: uma análise das notificações compulsórias, Brasil 2011. Ciência & Saúde Coletiva [internet], v.20,n.3, p. 3-12. 2015 A. S. Barros, M. F. Freitas. Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes: Consequências e Estratégias de Prevenção com Pais Agressores. Pensando Famílias [internet], v. 19, n.2, p.4-13. 2015. |