137 | PRÁTICA DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM DE INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO | Autores: Vanessa Ribeiro Neves (vanessaneves@gmail.com) (Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo) ; Camilla Moreira Andrade (Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo) ; Elena Bohomol (Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo) |
Resumo: Introdução: a automedicação é uma prática comum, utilizada em larga escala como forma de tratar ou amenizar sinais ou sintomas de determinados problemas de saúde, visando sua cura, melhora ou alívio. Caracteriza-se como a autoadministração de medicamentos aprovados e disponíveis sem prescrição médica(1). Objetivo: conhecer a prevalência, os medicamentos utilizados e os principais motivos da automedicação entre estudantes da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Método: estudo transversal descritivo, com 126 estudantes matriculados nas quatro séries do curso e que aceitaram participar respondendo a um questionário, após preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: constatou-se que 92,9% eram do sexo feminino e 85,7% tinham entre 18 e 25 anos. Verificou-se que 99,2% dos estudantes já praticaram a automedicação. A maioria (77%) relatou nunca ter sofrido consequências e 11,9% referiram mascaramento de doença. O motivo prevalente foi a tentativa de alívio rápido e imediato da dor (88,1%). A maior influência para a automedicação entre os entrevistados foi o próprio conhecimento (73,8%). Entre os medicamentos utilizados foram apontados os analgésicos, seguidos dos antipiréticos e anti-inflamatórios não esteroidais. Conclusão: os resultados vão ao encontro de estudos que mostram que a prática da automedicação está presente entre os estudantes da área da saúde. Implicações: faz-se necessário saber como os estudantes de enfermagem se posicionam frente à prática da automedicação para que se proponham políticas de orientação e educação específica, uma vez que eles serão os futuros educadores da população que será assistida no sistema de saúde.
Referências: 1. Luz FAC, Morais-Silva G, Borges HDS, Fernandes-Santos L, Moura D, Cândido TO, et. al. Perfil comparativo da automedicação entre estudantes da Universidade Federal de Uberlândia. Horizonte Científico. 2014:8(1). |