8580945 | SISTEMA DE MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR DE ENFERMAGEM (SIMOSTE®): MONITORAMENTO EM ÁREAS CRÍTICAS | Autores: Ana Paula Pegado Bordignon|bordignonanaenf@gmail.com|estudante|graduação|relatora|universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj ; Tatianne Soares Pereira|ttsope97@gmail.com|estudante|graduação|coautora|universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj ; Cristiane Helena Gallasch|cristiane.gallasch@gmail.com|enfermeira|doutora|professora Adjunta|universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj ; Patricia Campos Pavan Baptista|pavanpati@usp.br|enfermeira|pós Doutorado|professora Associada|universidade de São Paulo ; Vanda Elisa Andres Felli|vandaeli@usp.br|enfermeira|doutora|professor Senior|universidade de São Paulo |
Resumo: SISTEMA DE MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR DE ENFERMAGEM (SIMOSTE®):
MONITORAMENTO EM ÁREAS CRÍTICAS
**Objetivo: **Identificar e discutir as cargas e os desgastes desencadeantes do absenteísmo da equipe de enfermagem em áreas críticas de um Hospital Universitário em São Paulo. **Método:** Pesquisa quantitativa e documental, realizada com dados disponíveis no Sistema de Monitoramento da Saúde do Trabalhador de Enfermagem (SIMOSTE), registrados entre 2015 e 2018 relacionados ao adoecimento e absenteísmo de profissionais de enfermagem de unidades de terapia intensiva e emergência de um hospital universitário de São Paulo1. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, n˚ 718/2008. **Resultados: **Foram identificadas ocorrências relacionadas a 971 trabalhadores, sendo 85,99% do sexo feminino, com predomínio entre técnicos de enfermagem (53,96%). Nos setores, a maior incidência foi na emergência, totalizando 416 trabalhadores (42,84%). Detectou-se 906 ocorrências por motivo de doenças, sendo a licença médica a maior consequência de afastamento (97,35%). Verificou-se a ocorrência de 390 cargas fisiológicas (36,21%), 252 biológicas (23,40%), 132 psíquicas (12,26%), 110 mecânicas (10,21%), 22 químicas (20,4%), 19 físicas (1,76%), e 152 não foram especificadas (14,11%). Como desgastes, foram identificadas doenças osteomusculares (37,44%), infectoparasitárias (22,94%), resultando em afastamentos, em sua maioria, inferiores ou iguais a 30 dias (90,31% ). Destaca-se que no ano de 2018 houve maior notificação de afastamentos, sendo a lombalgia a doença predominante.** Conclusão:** Verifica-se recorrência de agravos osteomusculares, relacionados à sobrecarga fisiológica, que pode levar a limitações significativas para o trabalho e atuação nas demais esferas da vida2,3. **Contribuições ou implicações para a enfermagem: **É necessária a continuidade do monitoramento para detectar as causas e produzir ações que visem a redução dos índices de ocorrência de sobrecarga e adoecimento, de modo a melhorar o processo de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador de enfermagem4.
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Referências: 1. Felli, VEA. Necessidade de Monitoramento da saúde do trabalhador de enfermagem. Sistema de Monitoramento da Saúde do Trabalhador de Enfermagem. São Paulo: Manole; 2015. p. 204-254. 2. Miniel, VA, Felli, VEA, Silva, EJ, Torri, Z, Abreu, AP, Branco, MTA. Cargas de trabalho, processos de desgaste e absenteísmo-doença em enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem 2013 Nov;21(6):1290-7. 3. Marques, DO, Pereira, MS, Souza, ACS, Vila, VSC, Almeida, CCOF, Oliveira, EC. O absenteísmo - doença da equipe de enfermagem de um hospital universitário. Rev Bras Enferm 2015 set;68(5):876-82. 4. Lacaz, FAC. Qualidade de vida no trabalho: um conceito político e polissêmico. Trab.Educ. Saúde 200 Jan;7(3):565 -57. |