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20º SENPE • ISSN: 2237-3454
Resumo: 6885066


6885066

ACESSO ÀS REDES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA E ESPECIALIZADA NA EXPERIÊNCIA DE MULHERES COM HIV

Autores:
Cristiane Cardoso de Paula|cristiane.paula@ufsm.br|enfermeiro|doutor Em Enfermagem|professor Associado|ufsm/rs ; Raquel Einloft Kleinubing|raquel_e_k@hotmail.com|enfermeiro|doutor Em Enfermagem|professor Voluntário|ufsm/rs ; Tassiane Ferreira Langendorf|tassi.lang@gmail.com|enfermeiro|doutor Em Enfermagem|professor Adjunto|ufsm/rs ; Stela Maris de Mello Padoin|stelamaris_padoin@hotmail.com|enfermeiro|doutor Em Enfermagem|professor Associado|ufsm/rs

Resumo:
ACESSO ÀS REDES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA E ESPECIALIZADA NA EXPERIÊNCIA DE MULHERES COM HIV Objetivo: desenvolver coletivamente ações para promoção do acesso de mulheres com HIV na rede de atenção à saúde. Método: Pesquisa Participante com entrevistas com 14 mulheres; observação participante de aspectos da acessibilidade e utilização nos serviços de atenção primária (APS) e especializado; e quatro encontros de grupo focal com profissionais e gestores. A análise de conteúdo estruturou os resultados nos temas acessibilidade e utilização. Resultados: Quanto a acessibilidade psicossocial, a comunicação positiva mostrou que apoio, acolhimento, e orientações favorecem o seguimento do tratamento e o retorno ao serviço de saúde. As barreiras de comunicação indicaram que a baixa qualidade das informações repercute negativamente no acesso. As barreiras culturais, como sigilo e preconceito, geram insegurança para o acesso. Com relação à acessibilidade temporal, o tempo de espera provoca insatisfação na rede. Na acessibilidade geográfica, a proximidade dos serviços de APS e a disponibilidade de transporte para o serviço especializado melhoram o acesso. Quanto à utilização, o primeiro contato com o serviço se deu pela exposição ao HIV, adoecimento ou gestação. O acesso à APS ocorre via transferência entre os serviços, indicação profissional ou pela própria usuária; a APS responsabiliza-se por demandas não específicas da infecção. A preferência pelo serviço especializado decorre da capacidade de suprir as necessidades. A continuidade da utilização ocorre para acompanhamento de problema de saúde antigo, prevenção e investigação de novo problema. Conclusão: A construção coletiva de ações para promoção do acesso culminou na criação de um fluxograma, como ferramenta de transformação da realidade. Contribuições para a enfermagem: o enfermeiro integra a equipe de atenção à saúde das pessoas vivendo com o HIV e deve estar comprometido com a articulação da rede de atenção às mulheres com HIV, para promover a melhoria do acesso.


Referências:
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