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20º SENPE • ISSN: 2237-3454
Resumo: 4322951


4322951

RISCO CARDIOVASCULAR E ÓBITO EM IDOSOS

Autores:
Agueda Maria Ruiz Zimmer Cavalcante|aguedamrzc@gmail.com|enfermeiro|doutor|docente|universidade Federal de Goiás ; Thais Vilela de Sousa|thais.fen@hotmail.com|enfermeiro|especialista|pós-graduanda|universidade Federal de Goiás ; Jennifer Siqueira Souza|siqueiraajennifer@outlook.com|estudante|graduanda|graduanda|universidade Federal de Goiás ; Nathalia Xavier de Lima|nathaliaxavierlima10@gmail.com|estudante|graduanda|graduanda|universidade Federal de Goiás ; Valéria Pagotto|valeriapagotto@gmail.com|enfermeiro|doutor|docente|universidade Federal de Goiás

Resumo:
**Objetivo:**Verificar a associação entre indivíduos idosos com os Fatores de Risco Cardiovascular (FRCV) e morte por Doenças Cardiovasculares (DCV). **Método: **Coorte prospectiva de 418 idosos domiciliados e residentes numa cidade de grande porte do estado de Goiás que apresentaram algum FRCV em 2008 e evoluíram para óbito no decorrer do seguimento feito até 2019. Utilizou-se teste Qui-quadrado para associação das variáveis com o nível de significância de p igual a 5%.**Resultados: ** Evoluíram para óbito 140 idosos, sendo a maioria do sexo feminino (61,43%). Os FRCV circunferência da cintura aumentada (p=0,04357) e a exposição ao tabagismo (p=0,01750) aumentaram o risco para ocorrência de morte cardiovascular ou cerebrovascular em 43,14% e 46,91%, respectivamente.**Conclusões:**A exposição ao aumento da circunferência abdominal e ao tabagismo contribuíram para o óbito nessa população na análise de 10 anos, demonstrando a importância dos FRCV sobre os desfechos na população. Pessoas com obesidade central mesmo com peso normal tem aumento do risco de evento cardiovascular e, em consequência, aumento da mortalidade a longo prazo. Há diferença no risco absoluto para doença coronariana entre os idosos fumantes quando comparado aos não fumantes. O efeito do tabagismo igualmente aumenta as chances das DCV e a cessação do hábito de fumar ainda na idade ativa da vida pode reduzir o risco da doença para o mesmo nível de pessoas que nunca fumaram. **Implicações para a Enfermagem:**Estes problemas de saúde são sensíveis a atenção primária. A carência de ações preventivas efetivas nestes espaços deve ser um dos focos de atuação dos enfermeiros, visando a redução de eventos cardiovasculares. O desenvolvimento e a implementação de estratégias de intervenção, quando possível, deve ser planejada pelo enfermeiro junto à equipe multiprofissional, além do monitoramento de ações de adesão ao regime terapêutico pelo paciente.


Referências:
Tolstrup JS, Sci Dm, Hvidtfeldt UA, Flachs EM, Spiegelman D, Heitmann BL, et al. Smoking and risk of coronary heart disease in younger, middle-aged, and older adults. Am J Public Health Res. 2014; 104(1):96-102. Keto J, Ventola H, Jokelainen J, Linden K, Keinänen-Kiukaanniemi S, Timonen M, et al. Cardiovascular disease risk factors in relation to smoking behaviour and history: a population-based cohort stady. Open Heart. 2016; 3(e000358):1-9. Sahakyan KR, Somers VK, Rodriguez-Escudero JP, Hodge DO, Carter RE, Sochor O, et al. Normal weight central obesity: Implications for total and cardiovascular mortality. Ann Intern Med. 2015; 163(11):827-835. Barbiani R, Nora CRD, Schaefer R. Práticas do enfermeiro no contexto da atenção básica: Scoping review. Rev Latino-Am Enfermagem. 2016; 24(e2721). [Acess apr 30 2019]; Available in: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v24/pt_0104-1169-rlae-24-02721.pdf. Mistério da Saúde; Secretaria de Viligância em Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011- 2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.