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20º SENPE • ISSN: 2237-3454
Resumo: 1963317


1963317

FORÇAS QUE IMPULSIONARAM A CRIAÇÃO DE SERVIÇOS DE ATENÇÃO DOMICILIAR EM DOIS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RJ

Autores:
Clarissa Terenzi Seixas|claseixas@gmail.com|enfermeira|doutora Em Ciências Sociais|professora Adjunta|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Rayza de Oliveira de Castro Sodré|rayzacastro.oliveira@gmail.com|estudante de Graduação de Enfermagem|graduanda.|aluna de Iniciação Científica|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Carolina Neves Dias de Andrade|carol.dias.andrade@gmail.com|estudante de Graduação de Enfermagem|graduanda.|aluna de Iniciação Científica|universidade do Estado do Rio de Janeiro

Resumo:
Analisar de modo comparativo as forças que impulsionaram a criação do serviço de Atenção Domiciliar (AD) em dois municípios do Estado do Rio de Janeiro. Método: Estudo de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada com informantes-chave. Resultados e discussão: O programa de AD no Município A é anterior à Política Nacional de Atenção Domiciliar, tendo sido criado no ano 2000. No início, o serviço era financiado exclusivamente com recursos do Fundo Municipal de Saúde, passando a receber recursos do nível federal em 2012, através do Programa Melhor em Casa (PMC). No Município B, o serviço foi criado em 2015, estimulado pela possibilidade de obter recursos financeiros diretamente do Fundo Nacional por meio do PMC. A implantação do serviço no Município A foi impulsionada pela necessidade de suprir áreas não cobertas pela ESF, de otimizar recursos gastos com internações e pela melhoria do acesso à reabilitação. No Município B, percebe- se a interferência de interesses políticos no início do programa, como a troca de votos pela inserção de usuários, por exemplo. Conclusão: Foi possível perceber forças relacionadas à otimização de recursos na criação dos dois serviços o que é corroborado por estudos com outros serviços de AD no Brasil e no mundo. Forças relacionadas às necessidades de saúde também estiveram presentes na origem dos dos serviços. Contribuições/implicações para a enfermagem: Este estudo contribui para a construção e disseminação de conhecimento em relação às forças de criação de um serviço de atenção domiciliar em municípios de pequeno e médio porte.


Referências:
Brasil. Portaria nº825, de 25 de abril de 2016. Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde e atualiza as equipes habilitadas. Brasil. Manual Instrutivo do Melhor em Casa. Ministério da Saúde; 2011 [acesso em 2019 maio 10]. Disponível em: http:///dab/docs/geral/cartilha_melhor_em_casa.pdf