1405614 | SABERES E CRENÇAS DE UNIVERSITÁRIOS DO CURSO DE ENGENHARIA RELACIONADOS ÀS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS | Autores: Letícia Matias Ferreira|leticiamatiasferreira@hotmail.com|estudante|graduanda Em Enfermagem|graduanda Em Enfermagem|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Carolina Passos Sodré|csodrepassos@gmail.com|enfermeira|enfermeira do Programa de Residência Multiprofissional Em Saúde da Família da Escola Nacional de Saúde Pública|enfermeira|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Leticia Brito Tambasco|leticiabtambasco@gmail.com|enfermeira|graduada Em Enfermagem|enfermeira|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Thelma Spindola|tspindola.uerj@gmail.com|enfermeira|doutora Em Enfermagem|professora Associada do Departamento de Fundamentos de Enfermagem da Uerj|universidade do Estado do Rio de Janeiro ; Claudia Silvia Rocha Oliveira|enf.claudiaoliveira@gmail.com|enfermeira|mestranda do Programa de Pós-graduação Em Enfermagem da Uerj|enfermeira Bolsista da Capes|universidade do Estado do Rio de Janeiro |
Resumo: **Objetivos**: Identificar o perfil sociodemográfico de universitários do curso de engenharia e analisar o conhecimento e as crenças sobre as infecções sexualmente transmissíveis (IST) dos estudantes. **Metodologia**: estudo descritivo, transversal, quantitativo, realizado em uma universidade privada, no município do Rio de Janeiro, em 2016. Selecionou-se de um banco de dados uma amostra de 170 participantes com idades entre 18 e 29 anos, de ambos os sexos, que responderam a um questionário. Deste instrumento 22 variáveis tinham aderência ao objeto de estudo. Os achados foram analisados com aplicação da estatística descritiva, em frequências absolutas, relativas e análise univariada e bivariada. Todos os procedimentos éticos foram respeitados. **Resultados:** Houve predomínio de jovens do sexo masculino (86,47%); com idades entre 18 e 23 anos (78,83%); solteiros (60%); não trabalhavam (57,65%) e moravam com os pais (76,47%). Em relação ao conhecimento sobre as IST, 132 (77,65%) afirmaram que não possuíam todo conhecimento necessário, mas 156 (91,76%) informaram conhecer algum método para prevenir IST, como o preservativo, mencionado por 131 (77,09%). A maioria dos participantes era sexualmente ativo, contudo, 16 (80%) mulheres e 78 (59,54%) homens informaram não utilizar o preservativo em todos os intercursos sexuais. Embora os participantes não utilizem o preservativo de forma contínua, acreditavam ser pouco possível, 72(42,35%), ou impossível, 52(30,59%), adquirir IST. **Conclusão**: Os estudantes de engenharia apresentam conhecimento insuficiente sobre as infecções sexualmente transmissíveis e os modos de transmissão. As crenças dos universitários colocam em risco sua saúde sexual deixando-os expostos às IST. **Contribuições para a Enfermagem**: Ações educativas desenvolvidas por enfermeiros com o grupo de jovens são oportunas para esclarecer sobre os comportamentos de risco e a importância da manutenção de hábitos de vida saudáveis para preservar a integridade física e a qualidade de vida.
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do Maranhão. Rev. Gaúcha de Enferm. 2013; 34(3):179-86.
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transmissíveis: contribuições para cuidar em enfermagem. J. res. fundam. care. online, 2015; 7(3): 3020-36.
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