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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 9538893

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9538893

A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM (CIPE®) COMO INSTRUMENTO NA PRÁTICA CLÍNICA DO ENFERMEIRO NO CENTRO DE SAÚDE DA BARRA DA LAGOA EM FLORIANÓPOLIS - SC

Autores:
Maíra Manerich ; Sílvia Ramos Ganzer Ávila ; Kelly Lucia dos Santos de Souza

Resumo:
A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM (CIPE®) COMO INSTRUMENTO NA PRÁTICA CLÍNICA DO ENFERMEIRO NO CENTRO DE SAÚDE DA BARRA DA LAGOA EM FLORIANÓPOLIS - SC Autores: Maíra Manerich Kelly Lucia dos Santos de Souza Sílvia Ramos Ganzer Ávila Introdução. Os cuidados de Enfermagem representam a maior dimensão de cuidados em Saúde, e que gera necessidade de distinção das terminologias utilizadas pelo enfermeiro. Existe um grande desafio de globalizar a linguagem utilizada pelos enfermeiros em sua prática clínica, com o propósito de dar visibilidade ao saber de sua atuação. Esse grande desafio tem incentivado a construção da taxonomia de enfermagem por meio de sistemas de conhecimentos estruturados, os quais trazem contribuições significativas para a prática da enfermagem1. A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) representa um sistema de classificação que propõe de unificação dos sistemas de classificação existentes para a enfermagem por meio de terminologias combinatórias, tornando-se uma linguagem padronizada, ampla e complexa para a prática do enfermeiro, facilitando a comunicação entre estes profissionais e favorecendo a autonomia destes no julgamento sobre os cuidados prestados1,2,3,4. É considerado um sistema, pois permite que, em diversas regiões geográficas, cenários e linguagens, seja possível a coleta, o armazenamento e a análise de dados2. Este sistema de classificação contribui para uma assistência de enfermagem de qualidade e para padronizar a descrição da efetiva atuação da enfermagem na prevenção de agravos e na promoção da saúde1,2. A CIPE® tem como base um modelo de sete eixos para a formulação de seus diagnósticos e intervenções, sendo estes: foco, julgamento, meio, ação, tempo, localização e cliente. Estes eixos visam facilitar a construção de afirmativas, organizadas em grupos significativos, de modo que se tenha acesso rápido a conjuntos de enunciados preestabelecidos de diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem5. É um importante instrumento para nortear e operacionalizar o Processo de Enfermagem de forma universal, incorporando esta classificação na Sistematização da Assistência de Enfermagem. Diante deste contexto, o Centro de Saúde da Barra da Lagoa foi selecionado como Centro de Saúde piloto pela Comissão Permanente de Assistência de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, para a implantação e monitoramento da CIPE®, através da utilização de seus diagnósticos e elaboração de intervenções de enfermagem de acordo com os sete eixos. Objetivo geral: Qualificar a assistência de enfermagem prestada aos usuários do Centro de Saúde da Barra da Lagoa por meio da utilização da CIPE®. Objetivos específicos: Elaborar as intervenções de enfermagem para o diagnóstico mais prevalente do Centro de Saúde da Barra da Lagoa utilizando a CIPE®; Incentivar o embasamento na tomada de decisão clínica do enfermeiro sobre o diagnóstico mais prevalente no Centro de Saúde da Barra da Lagoa por meio da CIPE®; Sensibilizar os profissionais enfermeiros da importância do Processo de Trabalho de Enfermagem em sua prática clínica por meio de um instrumento padronizado. Descrições Metodológicas: Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, acerca da implantação da CIPE® no Processo de Trabalho dos enfermeiros do Centro de Saúde da Barra da Lagoa. Foi realizada uma coleta de dados apontando os diagnósticos da CIPE® utilizados em consultas de Enfermagem no período de maio a outubro de 2016. Através do consolidado de dados o diagnóstico “dor” apontado como o mais prevalente no período. A partir do diagnóstico mais prevalente, foram determinadas cinco situações clínicas que correspondiam a este diagnóstico mais prevalente, sendo estas: dor lombar, dor de garganta, dor abdominal, dor de cabeça e dor de ouvido. A prevalência dessas situações clínicas está apontada respectivamente. Estas cinco situações clínicas nortearam a elaboração das intervenções de enfermagem Resultados: Foram construídas 27 intervenções de enfermagem que podem ser utilizadas como base para uma padronização da prescrição de enfermagem relacionada ao diagnóstico da dor. Dentre as situações clínicas, 6 intervenções de enfermagem foram construídas para dor lombar, 5 intervenções de enfermagem para dor de garganta, 8 intervenções de enfermagem para dor abdominal, 5 intervenções de enfermagem para dor de cabeça e 3 intervenções de enfermagem para dor de ouvido. Foi possível observar prescrições de enfermagem correspondentes para situações clínicas diferentes, onde em 100% das situações a prescrição de sintomáticos de acordo com os Protocolos de Enfermagem do Município de Florianópolis estava presente. As prescrições: realizar auriculoterapia, aplicar compressa quente e encaminhar para acupuntura apareceram em 60% das situações clínicas. Conclusão e Contribuições/implicações para a Enfermagem. Este trabalho possibilitou a sensibilização entre os enfermeiros do Centro de Saúde da Barra da Lagoa sobre a importância do Processo de Enfermagem na prática clínica diária, bem como a qualificação de sua assistência através de um instrumento unificado. Além disso, proporciona um referencial e estrutura para a documentação da enfermagem e fornece dados para embasar a tomada de decisões clínicas para um diagnóstico tão relevante e frequente na realidade da maioria dos Centros de Saúde, auxiliando o trabalho do enfermeiro e incentivando a sistematização da assistência de enfermagem. A utilização da ferramenta CIPE® facilita a comunicação entre profissionais, pacientes e instituições e permite a continuidade na prestação do cuidado. Os dados resultantes podem ser utilizados no planejamento e gerenciamento do cuidado de enfermagem, obtenção de financiamento e elaboração de políticas de saúde e de educação em enfermagem.


Referências:
Adamy EK et al. Formação de enfermeiros sobre anamnese e exame físico. J Nurs Health. 2016 6(2):334-45. Duffy RM, et al. Experiences of using Prezi in psychiatry teaching. Acad Psychiatr, 2015 39:615-9. Dal Sasso, GTM et al. Processo de enfermagem informatizado: metodologia para associação da avaliação clínica, diagnósticos, intervenções e resultados. Rev Esc Enferm USP 2013 47(1):242-9. Garcia APRF et al. Processo de enfermagem na saúde mental: revisão integrativa da literatura. Rev Bras Enferm. 2017 70, 220-30.