E-Pôster
9538893 | A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM (CIPE®) COMO INSTRUMENTO NA PRÁTICA CLÍNICA DO ENFERMEIRO NO CENTRO DE SAÚDE DA BARRA DA LAGOA EM FLORIANÓPOLIS - SC | Autores: Maíra Manerich ; Sílvia Ramos Ganzer Ávila ; Kelly Lucia dos Santos de Souza |
Resumo: A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM (CIPE®) COMO
INSTRUMENTO NA PRÁTICA CLÍNICA DO ENFERMEIRO NO CENTRO DE SAÚDE DA BARRA DA
LAGOA EM FLORIANÓPOLIS - SC
Autores: Maíra Manerich
Kelly Lucia dos Santos de Souza
Sílvia Ramos Ganzer Ávila
Introdução. Os cuidados de Enfermagem representam a maior dimensão de cuidados
em Saúde, e que gera necessidade de distinção das terminologias utilizadas
pelo enfermeiro. Existe um grande desafio de globalizar a linguagem utilizada
pelos enfermeiros em sua prática clínica, com o propósito de dar visibilidade
ao saber de sua atuação. Esse grande desafio tem incentivado a construção da
taxonomia de enfermagem por meio de sistemas de conhecimentos estruturados, os
quais trazem contribuições significativas para a prática da enfermagem1. A
Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) representa um
sistema de classificação que propõe de unificação dos sistemas de
classificação existentes para a enfermagem por meio de terminologias
combinatórias, tornando-se uma linguagem padronizada, ampla e complexa para a
prática do enfermeiro, facilitando a comunicação entre estes profissionais e
favorecendo a autonomia destes no julgamento sobre os cuidados
prestados1,2,3,4. É considerado um sistema, pois permite que, em diversas
regiões geográficas, cenários e linguagens, seja possível a coleta, o
armazenamento e a análise de dados2. Este sistema de classificação contribui
para uma assistência de enfermagem de qualidade e para padronizar a descrição
da efetiva atuação da enfermagem na prevenção de agravos e na promoção da
saúde1,2. A CIPE® tem como base um modelo de sete eixos para a formulação de
seus diagnósticos e intervenções, sendo estes: foco, julgamento, meio, ação,
tempo, localização e cliente. Estes eixos visam facilitar a construção de
afirmativas, organizadas em grupos significativos, de modo que se tenha acesso
rápido a conjuntos de enunciados preestabelecidos de diagnósticos,
intervenções e resultados de enfermagem5. É um importante instrumento para
nortear e operacionalizar o Processo de Enfermagem de forma universal,
incorporando esta classificação na Sistematização da Assistência de
Enfermagem. Diante deste contexto, o Centro de Saúde da Barra da Lagoa foi
selecionado como Centro de Saúde piloto pela Comissão Permanente de
Assistência de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis,
para a implantação e monitoramento da CIPE®, através da utilização de seus
diagnósticos e elaboração de intervenções de enfermagem de acordo com os sete
eixos. Objetivo geral: Qualificar a assistência de enfermagem prestada aos
usuários do Centro de Saúde da Barra da Lagoa por meio da utilização da CIPE®.
Objetivos específicos: Elaborar as intervenções de enfermagem para o
diagnóstico mais prevalente do Centro de Saúde da Barra da Lagoa utilizando a
CIPE®; Incentivar o embasamento na tomada de decisão clínica do enfermeiro
sobre o diagnóstico mais prevalente no Centro de Saúde da Barra da Lagoa por
meio da CIPE®; Sensibilizar os profissionais enfermeiros da importância do
Processo de Trabalho de Enfermagem em sua prática clínica por meio de um
instrumento padronizado. Descrições Metodológicas: Trata-se de um estudo
descritivo, tipo relato de experiência, acerca da implantação da CIPE® no
Processo de Trabalho dos enfermeiros do Centro de Saúde da Barra da Lagoa. Foi
realizada uma coleta de dados apontando os diagnósticos da CIPE® utilizados em
consultas de Enfermagem no período de maio a outubro de 2016. Através do
consolidado de dados o diagnóstico “dor” apontado como o mais prevalente no
período. A partir do diagnóstico mais prevalente, foram determinadas cinco
situações clínicas que correspondiam a este diagnóstico mais prevalente, sendo
estas: dor lombar, dor de garganta, dor abdominal, dor de cabeça e dor de
ouvido. A prevalência dessas situações clínicas está apontada respectivamente.
Estas cinco situações clínicas nortearam a elaboração das intervenções de
enfermagem Resultados: Foram construídas 27 intervenções de enfermagem que
podem ser utilizadas como base para uma padronização da prescrição de
enfermagem relacionada ao diagnóstico da dor. Dentre as situações clínicas, 6
intervenções de enfermagem foram construídas para dor lombar, 5 intervenções
de enfermagem para dor de garganta, 8 intervenções de enfermagem para dor
abdominal, 5 intervenções de enfermagem para dor de cabeça e 3 intervenções de
enfermagem para dor de ouvido. Foi possível observar prescrições de enfermagem
correspondentes para situações clínicas diferentes, onde em 100% das situações
a prescrição de sintomáticos de acordo com os Protocolos de Enfermagem do
Município de Florianópolis estava presente. As prescrições: realizar
auriculoterapia, aplicar compressa quente e encaminhar para acupuntura
apareceram em 60% das situações clínicas. Conclusão e
Contribuições/implicações para a Enfermagem. Este trabalho possibilitou a
sensibilização entre os enfermeiros do Centro de Saúde da Barra da Lagoa sobre
a importância do Processo de Enfermagem na prática clínica diária, bem como a
qualificação de sua assistência através de um instrumento unificado. Além
disso, proporciona um referencial e estrutura para a documentação da
enfermagem e fornece dados para embasar a tomada de decisões clínicas para um
diagnóstico tão relevante e frequente na realidade da maioria dos Centros de
Saúde, auxiliando o trabalho do enfermeiro e incentivando a sistematização da
assistência de enfermagem. A utilização da ferramenta CIPE® facilita a
comunicação entre profissionais, pacientes e instituições e permite a
continuidade na prestação do cuidado. Os dados resultantes podem ser
utilizados no planejamento e gerenciamento do cuidado de enfermagem, obtenção
de financiamento e elaboração de políticas de saúde e de educação em
enfermagem.
Referências: Adamy EK et al. Formação de enfermeiros sobre anamnese e exame físico. J Nurs Health. 2016 6(2):334-45. Duffy RM, et al. Experiences of using Prezi in psychiatry teaching. Acad Psychiatr, 2015 39:615-9. Dal Sasso, GTM et al. Processo de enfermagem informatizado: metodologia para associação da avaliação clínica, diagnósticos, intervenções e resultados. Rev Esc Enferm USP 2013 47(1):242-9. Garcia APRF et al. Processo de enfermagem na saúde mental: revisão integrativa da literatura. Rev Bras Enferm. 2017 70, 220-30. |