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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 8501501

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8501501

PROCESSO DE ENFERMAGEM E SUA APLICAÇÃO NAS AULAS TEÓRICO-PRÁTICAS DE PEDIATRIA

Autores:
Ketelin Figueira da Silva ; Tifany Colomé Leal

Resumo:
**Introdução: **a vida acadêmica na Enfermagem é permeada por vários cenários de prática e cada um deles apresenta um desafio diferente. As unidades pediátricas, por exemplo, exigem planejamento e habilidade na abordagem dos pacientes e suas famílias. No que tange ao ambiente hospitalar, faz-se necessário realizar um cuidado da maneira menos invasiva possível, de modo a garantir qualidade e minimizar os riscos relacionados a um possível trauma durante a hospitalização de crianças e adolescentes. Neste sentido, evidencia-se o Processo de Enfermagem (PE), como uma ferramenta útil para uma assistência de enfermagem individualizada e efetiva de acordo com as necessidades de cada paciente pediátrico. Cinco etapas o compõem: a) Investigação (Anamnese e Exame Físico); b) Diagnósticos de Enfermagem; c) Planejamentos dos Resultados Esperados; d) Implementação da Assistência de Enfermagem (Prescrição de Enfermagem; e) Avaliação da Assistência de Enfermagem. Além disso, é respaldado pela resolução 358/2009 que considera a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) que organiza o serviço e torna possível a operacionalização do PE¹. O PE potencializa as ações conscientes do profissional, o que favorece o desempenho e rendimento do cuidado de enfermagem². **Objetivo: **descrever a experiência das aulas teórico-práticase o desenvolvimento do PE no âmbito da pediatria. **Descrição Metodológica: **trata-se de um relato de experiência, a partir das atividades teórico-práticas da disciplina Enfermagem ao cuidado à Criança e Adolescente, de um Curso de Graduação em Enfermagem, no segundo semestre de 2017,em uma unidade clínica pediátrica de um hospital escola do Sul do Brasil, sobre o PE. **Resultados: **o desenvolvimento do PE durante as aulas consistiu em dois momentos, o primeiro foi de reconhecimento da unidade pediátrica, aproximação e “quebra de gelo” com os pacientes pediátricos internados e seus acompanhantes. O segundo tratou-se do exercício do PE propriamente dito, com suas etapas de Investigação, Diagnósticos de Enfermagem, Planejamento, Prescrição de Enfermagem e Avaliação. Para o contato inicial com as crianças e suas famílias foi elaborada previamente uma atividade sobre o tema: “Acidentes na infância”. Para as crianças até 6 anos foi realizada orientação com os pais e/ou acompanhantes sobre como evitar os acidentes domésticos simples. Explicou-se sobre a Manobra de Heimlich, com foco a manobras ao engasgo de lactentes por leite materno ou fórmulas. Na conversa foram sanadas as dúvidas e encorajado as mães às ações necessárias caso isto venha a ocorrer no domicílio. Com crianças maiores de 6 anos foram abordados e aconselhados juntamente com os pais e/ ou responsáveis, assuntos tais como: queimaduras, asfixia, afogamento, medicações no alcance de criança. Além disso, falou-se sobre como acionar os serviços de emergência caso alguma dessas situações ocorra. Também os assuntos foram tratados considerando as medidas de segurança relacionadas com faixa etária e ressaltando a importância da supervisão de um adulto³. No segundo momento, realizaram-se as atividades relacionas ao PE como um exercício de formação. A anamnese foi realizada com pais ou responsáveis no primeiro contato durante a quebra de gelo, utilizada por meio educativo e levantamento do histórico de saúde/doença das crianças, complementado com as informações do prontuário. No exame físico, foram verificados os sinais vitais, dieta, observado integridade da pele e mucosas, pupilas, ausculta cardíaca, ausculta pulmonar, ausculta abdominal, observado eliminações vesicais e intestinais. Nos casos de lactentes foram realizadas as medidas antropométricase observados o aleitamento materno e a pega. Com a coleta de dados e o exame físico os acadêmicos elaboraram os diagnósticos prioritários com a Taxonomia da NANDA Internacional, a Classificação de Intervenções de Enfermagem (NIC), e Classificação de Resultados Esperados (NOC). As intervenções foram planejadas de acordo com o diagnóstico e relacionado com a rotina do hospital, como por exemplo: Risco de infecção, relacionado a infecção respiratória e ao uso de dispositivos invasivos, monitorização dos sinais vitais e atentar febre -  é o plano e intervenção baseado no NIC considerando que o controle dos sinais vitais de 6/6h já é rotina do hospital, mas monitorar e atentar para febre é o que diferencia a ação, refletindo a necessidade do cuidado, diante a intervenção no processo de enfermagem vem para refletir o cuidado e aumentar o bem estar do paciente. A partir de um estudo qualitativo realizado em uma escola de enfermagem no Brasil, onde o objetivo do estudo era analisar a percepção dos acadêmicos do curso de enfermagem sobre a SAE, conclui-se que durante os primeiros semestres o processo de enfermagem e a consulta de enfermagem é fragmentada e de difícil associação com a sistematização,após o quinto semestre os acadêmicos conseguem fazer a ligação do PE e a consulta com a SAE pelo contato com a prática, a introdução precoce na academia facilita a compreensão do processo e torna enfermeiros qualificados entendendo desde o início do curso ao fim sobre o PE e a SAE4.O vínculo com o PE e manuseio do das taxonomias é introduzido nas aulas teóricas, no entanto, são levados para a prática para compreensão dos casos reais, que auxiliam no crescimento do profissional.Os acadêmicos têm o momento ‘quebra gelo’ para primeiro contato com crianças e adolescentes, com dinâmicas educativas e a educação continuada é possível identificar as reais necessidades do paciente. No que diz respeito às dinâmicas educativas no âmbito da pediatria, durante as práticas pode-se perceber que a ludicidade se aplica como uma ferramenta de apoio para o exercício das atividades de enfermagem com as crianças. O lúdico é utilizado e tem resultados positivos por encorajar o paciente antes dos procedimentos mais invasivos no pré e pós-operatório minimizando o sofrimento e tensão gerado pelo ambiente hospitalar e traumas gerados pela internação5. Logo o uso do brinquedo terapêutico e abordagem seguida de orientações são importantes para formar vinculo a criança e o adolescente para que ela possa aos poucos sentir-se à vontade, diminuindo os traumas e aumentando o bem-estar e que possa entender o que está se passando naquele momento, relaxar e colaborar com os procedimentos que serão realizados, sendo um ponto positivo melhorando a comunicação com a criança e tranquilizando os pais e/ou responsáveis. **Conclusão: **o processo de dinâmica foi relevante para a formação de vínculo, tornando mais acessível e menos agressivo o processo de hospitalização. Isto facilitou a comunicação com as crianças e proporcionou um ambiente para a qualidade no cuidado. Desta maneira, as crianças ficam calmas e tranquilas possibilitando maiores informações sobre o histórico e cotidiano da criança. Neste exercício, durante a anamnese os alunos conseguiram identificar os diagnósticos de enfermagem prioritários de acordo com a condição de casa paciente. **Contribuições/Implicações para a Enfermagem: **diante desta experiência evidenciou-se a importância da aplicação do PE durante o período de formação dos profissionais de enfermagem. Neste sentido, é necessária a sistematização da assistência de enfermagem no âmbito hospitalar para que a linguagem seja padronizada, os diagnósticos sejam entendidos pela equipe multiprofissional e compreendidas pela equipe de enfermagem, a qual irá executar as intervenções de acordo com o aprazamento e respectiva melhora do paciente perceptível pelo plano de ações. Além disso, este tipo de atividade contribui para o desenvolvimento de profissionais reflexivos e habilitados para a utilização da linguagem padronizada, evidenciando que na vida profissional o PE se refina e executa de fato o processo de trabalho de enfermagem obtendo um produto, levando em consideração os registros das ações executadas, tendo o respaldo legal das anotações e evoluções de enfermagem.


Referências:
1- Lima NL, Souza EP, Rezende AO, Mesquita ACR. Os adolescentes na rede: uma reflexão sobre as comunidades virtuais.Arq.Bras de psic.2012:64(3). 2-Viveiro C, Marques M, Passadouro R, Moleiro P. Os adolescentes e a internet: padrões de (ab)uso. Adolesc. Saude,. 2014: 11(2);7-18 3 -Oliveira DC, Gomes AMT, Pontes APM, Salgado LPP. Atitudes, sentimentos e imagens na representação social da sexualidade entre adolescentes. Esc. Anna Nery Ver Enferm.2009: 13(4). 4- Assunção RS, Matos PM. Perspetivas dos adolescentes sobre o uso do Facebook: um estudo qualitativo. Psicologia em Estudo.2014 19, n. 3, p. 539-547, 2014