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8253764 | UTILIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM PARA QUALIFICAÇÃO DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE | Autores: Letícia de Lima Trindade ; Karine Pereira Ribeiro ; Saionara Vitória Barimacker ; Arnildo Korb |
Resumo: Resumo: **Introdução: **A consulta de enfermagem é um processo fundamentado
nos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), e utiliza de
componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença,
no âmbito da saúde da mulher, esta assistência torna-se primordial, para o
incentivo da qualidade de vida da mulher, através do estímulo ao autocuidado,
e da prevenção de condições de saúde femininas, ou seja, tem como objetivo
diagnosticar, orientar e realizar intervenções1. Na área de saúde da mulher, a
prática de enfermagem se baseia na integralidade de ações promotoras da saúde
numa perspectiva individual e coletiva a fim de atender as necessidades dessas
mulheres. Neste contexto a consulta de enfermagem pode ser geradora de atenção
integral à saúde das mulheres, desde que considere os determinantes sociais e
a perspectiva de gênero, como também, que as decisões das mulheres relativas à
saúde sexual e reprodutiva sejam respeitadas. É fundamental que o encontro
entre usuária e profissional no contexto da consulta, vá além do uso das
tecnologias duras, como a coleta do material cérvico-uterino, mas que esta
relação seja imbuída de possibilidades de estabelecimento de vínculo e
coresponsabilidade, elementos imprescindíveis para a prática da
integralidade2. **Objetivo:** Analisar o cenário da consulta de enfermagem
ofertada na rede de saúde do município de Chapecó, Santa Catarina, e seu
potencial em contribuir com a integralidade da atenção à saúde, a partir da
utilização do processo de enfermagem e a construção de protocolos para a
garantia da atenção integral e de qualidade. **Descrição** **Metodológica:**
trata-se de resultados de uma pesquisa intitulado “Avaliação do uso de
tecnologias de integralidade no cuidado às mulheres no âmbito da rede de
atenção em saúde na região do oeste catarinense”. O estudo foi realizado por
acadêmicos e professores do curso de graduação em Enfermagem da Universidade
do Estado de Santa Catarina (UDESC) e envolveu 32 enfermeiros da rede de saúde
municipal do referido município. O critério de inclusão foi: ser enfermeiro
assistencial em um Centro de Saúde da Família do município de Chapecó, que
assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). A coleta de
dados se deu por meio de entrevistas do tipo semiestruturada, realizadas no
período de julho a outubro de 2016 nas unidades de saúde em salas individuais
a fim de preservar o sigilo das informações. A pergunta principal foi “Quais
elementos você julga serem necessários para a realização da consulta
ginecológica, e quais as dificuldades para a realização de uma consulta de
maneira integral?”. Foram realizadas três entrevistas como teste piloto a fim
de validar o roteiro de entrevista. Para analisar as respostas utilizou-se
como marcador analítico, a idéia de uma consulta pautada por uma abordagem
integral da mulher e norteada pelas etapas do Processo de Enfermagem (PE).
**Resultados: **para garantir um atendimento de qualidade é necessário que os
enfermeiros compreendam além das etapas do PE, sensibilizando-se da
cientificidade de sua prática e do seu protagonismo no atendimento integral e
qualificado ao usuário, ou seja, a assistência de enfermagem possui
instrumentos que fundamentam sua atividade profissional, gerando um cuidado
pautado em práticas baseadas em evidências. Nesta direção, o processo de
enfermagem (PE) vem ao encontro da qualificação da assistência de enfermagem,
quando trás cientificidade e organização para a consulta prestada, e imbui o
enfermeiro das ferramentas necessárias para a organização de seu trabalho e
aprimoramento de sua técnica profissional. Ou seja, na prática profissional do
enfermeiro, o PE é primordial e faz parte da SAE de enfermagem. Neste sentido,
cabe ao enfermeiro a busca constante por saberes que o preparem para a
realização da consulta de enfermagem e assim torná-la um dispositivo de
fortalecimento da atenção a saúde da mulher e da profissão. Todavia, o estudo
revela que ainda há pouca adesão com relação à criação e ao uso de
instrumentos privativos do enfermeiro para assistência de enfermagem, e ainda,
resistência no uso de ferramentas que qualificam o processo de trabalho, como
nos revela a fala a seguir:_ Temos protocolos e tal, mas eu acredito assim,
que nós enfermeiros não estamos preparados para prescrever, não temos formação
pra isso. Protocolo... não é todo mundo igual né”(Enfermeiro I). _No entanto,
de acordo com a Lei nº 7.498/86 que dispõe sobre a regulamentação do exercício
da Enfermagem compete ao enfermeiro exercer todas as atividades de enfermagem,
sendo privativo a ele, realizar prescrição de medicamentos estabelecidos em
programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde.
Nesta direção, é imprescindível fomentar o quão importante foi à criação de
uma comissão para a construção do protocolo de Saúde da Mulher, em abril de
2017. A proposta foi permeada por discussão com os enfermeiros, que culminou
na construção de um protocolo com as melhores práticas e para qualificar a
consulta de enfermagem em atenção à saúde da mulher na atenção primária do
município de Chapecó/SC, com vistas a melhoria no PE. Essa comissão contou com
a participação de uma equipe de enfermeiras, em parceria com docentes e
discentes da UDESC, os encontros ocorreram quinzenalmente. As discussões foram
importantes, pois têm por consequência a atualização de conhecimentos e
percepções de profissionais da rede de atenção à saúde do município, o qual é
referência na área da saúde para a região. **Conclusão:** é imprescindível que
avanços tecnológicos ocorram nas mais diversas profissões, e o uso do processo
de enfermagem na prática do enfermeiro contribui para que ocorra a
sistematização de sua assistência. Nesta direção, a construção de protocolos
assistenciais promove a atualização e qualificação profissional, o que
facilita a autonomia e a efetividade da assistência, também para a aplicação
do PE. **Contribuições para enfermagem: **Desse modo, a introdução do PE
articulado ao uso de protocolos assistenciais pode facilitar a comunicação
multiprofissional e a compreensão dos elementos da prática. Este alinhamento
pode auxiliar na organização do exercício profissional, nos procedimentos e
planejamento das ações de enfermagem para que sejam mais eficazes na produção
de uma assistência qualificada, embasada na avaliação dos resultados. Além
disso, trazem maior segurança/empoderamento e autonomia para os profissionais
e pautados nas atividades fundamentadas em literaturas atualizadas e com
revisão das melhores práticas aplicadas ao seu contexto, e por conseqüência,
uma melhor visibilidade ao trabalho do enfermeiro da Estratégia de Saúde da
Família.
Referências: Guedes MB, Rodrigues ST, Ribeiro M.J. Correlação entre hipertensão arterial e capacidade funcional de idosos: uma revisão da literatura. Rev APS. 2013;16(4): 455-59.
Medeiros TN, Moreira TMM. Avaliação de risco coronariano, adesão terapêutica e qualidade de vida de idosos com hipertensão arterial. Rev bras em promoç da saúde. Fortaleza, 25(2 Supl): 76-82, 2012
Clares JWB, Freitas MC, Borges CL. Fatores sociais e clínicos que causam limitações da mobilidade de idosos. Ciênc Saúde Colet. Fortaleza. 27(3): 237-42. 2014.
Herdman TH, Kamitsuru S. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificações. 10ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
Valcarenghi RV, Santos SSC, Hammerschmidt KSA, Barlem ELD, Gomes GC, Silva BT. Ações institucionais alicerçadas em diagnósticos de enfermagem para prevenção de quedas em idosos. Rev Rene. Rio Grande. 15(2): 224-32. 2014.
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