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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 8253764

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8253764

UTILIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM PARA QUALIFICAÇÃO DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores:
Letícia de Lima Trindade ; Karine Pereira Ribeiro ; Saionara Vitória Barimacker ; Arnildo Korb

Resumo:
Resumo: **Introdução: **A consulta de enfermagem é um processo fundamentado nos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), e utiliza de componentes do método científico para identificar situações de saúde/doença, no âmbito da saúde da mulher, esta assistência torna-se primordial, para o incentivo da qualidade de vida da mulher, através do estímulo ao autocuidado, e da prevenção de condições de saúde femininas, ou seja, tem como objetivo diagnosticar, orientar e realizar intervenções1. Na área de saúde da mulher, a prática de enfermagem se baseia na integralidade de ações promotoras da saúde numa perspectiva individual e coletiva a fim de atender as necessidades dessas mulheres. Neste contexto a consulta de enfermagem pode ser geradora de atenção integral à saúde das mulheres, desde que considere os determinantes sociais e a perspectiva de gênero, como também, que as decisões das mulheres relativas à saúde sexual e reprodutiva sejam respeitadas. É fundamental que o encontro entre usuária e profissional no contexto da consulta, vá além do uso das tecnologias duras, como a coleta do material cérvico-uterino, mas que esta relação seja imbuída de possibilidades de estabelecimento de vínculo e coresponsabilidade, elementos imprescindíveis para a prática da integralidade2. **Objetivo:** Analisar o cenário da consulta de enfermagem ofertada na rede de saúde do município de Chapecó, Santa Catarina, e seu potencial em contribuir com a integralidade da atenção à saúde, a partir da utilização do processo de enfermagem e a construção de protocolos para a garantia da atenção integral e de qualidade. **Descrição** **Metodológica:** trata-se de resultados de uma pesquisa intitulado “Avaliação do uso de tecnologias de integralidade no cuidado às mulheres no âmbito da rede de atenção em saúde na região do oeste catarinense”. O estudo foi realizado por acadêmicos e professores do curso de graduação em Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e envolveu 32 enfermeiros da rede de saúde municipal do referido município. O critério de inclusão foi: ser enfermeiro assistencial em um Centro de Saúde da Família do município de Chapecó, que assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). A coleta de dados se deu por meio de entrevistas do tipo semiestruturada, realizadas no período de julho a outubro de 2016 nas unidades de saúde em salas individuais a fim de preservar o sigilo das informações. A pergunta principal foi “Quais elementos você julga serem necessários para a realização da consulta ginecológica, e quais as dificuldades para a realização de uma consulta de maneira integral?”. Foram realizadas três entrevistas como teste piloto a fim de validar o roteiro de entrevista. Para analisar as respostas utilizou-se como marcador analítico, a idéia de uma consulta pautada por uma abordagem integral da mulher e norteada pelas etapas do Processo de Enfermagem (PE). **Resultados: **para garantir um atendimento de qualidade é necessário que os enfermeiros compreendam além das etapas do PE, sensibilizando-se da cientificidade de sua prática e do seu protagonismo no atendimento integral e qualificado ao usuário, ou seja, a assistência de enfermagem possui instrumentos que fundamentam sua atividade profissional, gerando um cuidado pautado em práticas baseadas em evidências. Nesta direção, o processo de enfermagem (PE) vem ao encontro da qualificação da assistência de enfermagem, quando trás cientificidade e organização para a consulta prestada, e imbui o enfermeiro das ferramentas necessárias para a organização de seu trabalho e aprimoramento de sua técnica profissional. Ou seja, na prática profissional do enfermeiro, o PE é primordial e faz parte da SAE de enfermagem. Neste sentido, cabe ao enfermeiro a busca constante por saberes que o preparem para a realização da consulta de enfermagem e assim torná-la um dispositivo de fortalecimento da atenção a saúde da mulher e da profissão.  Todavia, o estudo revela que ainda há pouca adesão com relação à criação e ao uso de instrumentos privativos do enfermeiro para assistência de enfermagem, e ainda, resistência no uso de ferramentas que qualificam o processo de trabalho, como nos revela a fala a seguir:_ Temos protocolos e tal, mas eu acredito assim, que nós enfermeiros não estamos preparados para prescrever, não temos formação pra isso. Protocolo... não é todo mundo igual né”(Enfermeiro I). _No entanto, de acordo com a Lei nº 7.498/86 que dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem compete ao enfermeiro exercer todas as atividades de enfermagem, sendo privativo a ele, realizar prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. Nesta direção, é imprescindível fomentar o quão importante foi à criação de uma comissão para a construção do protocolo de Saúde da Mulher, em abril de 2017. A proposta foi permeada por discussão com os enfermeiros, que culminou na construção de um protocolo com as melhores práticas e para qualificar a consulta de enfermagem em atenção à saúde da mulher na atenção primária do município de Chapecó/SC, com vistas a melhoria no PE. Essa comissão contou com a participação de uma equipe de enfermeiras, em parceria com docentes e discentes da UDESC, os encontros ocorreram quinzenalmente. As discussões foram importantes, pois têm por consequência a atualização de conhecimentos e percepções de profissionais da rede de atenção à saúde do município, o qual é referência na área da saúde para a região. **Conclusão:** é imprescindível que avanços tecnológicos ocorram nas mais diversas profissões, e o uso do processo de enfermagem na prática do enfermeiro contribui para que ocorra a sistematização de sua assistência. Nesta direção, a construção de protocolos assistenciais promove a atualização e qualificação profissional, o que facilita a autonomia e a efetividade da assistência, também para a aplicação do PE. **Contribuições para enfermagem: **Desse modo, a introdução do PE articulado ao uso de protocolos assistenciais pode facilitar a comunicação multiprofissional e a compreensão dos elementos da prática. Este alinhamento pode auxiliar na organização do exercício profissional, nos procedimentos e planejamento das ações de enfermagem para que sejam mais eficazes na produção de uma assistência qualificada, embasada na avaliação dos resultados. Além disso, trazem maior segurança/empoderamento e autonomia para os profissionais e pautados nas atividades fundamentadas em literaturas atualizadas e com revisão das melhores práticas aplicadas ao seu contexto, e por conseqüência, uma melhor visibilidade ao trabalho do enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família.


Referências:
Guedes MB, Rodrigues ST, Ribeiro M.J. Correlação entre hipertensão arterial e capacidade funcional de idosos: uma revisão da literatura. Rev APS. 2013;16(4): 455-59. Medeiros TN, Moreira TMM. Avaliação de risco coronariano, adesão terapêutica e qualidade de vida de idosos com hipertensão arterial. Rev bras em promoç da saúde. Fortaleza, 25(2 Supl): 76-82, 2012 Clares JWB, Freitas MC, Borges CL. Fatores sociais e clínicos que causam limitações da mobilidade de idosos. Ciênc Saúde Colet. Fortaleza. 27(3): 237-42. 2014. Herdman TH, Kamitsuru S. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificações. 10ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. Valcarenghi RV, Santos SSC, Hammerschmidt KSA, Barlem ELD, Gomes GC, Silva BT. Ações institucionais alicerçadas em diagnósticos de enfermagem para prevenção de quedas em idosos. Rev Rene. Rio Grande. 15(2): 224-32. 2014. Guedes MB, Rodrigues ST, Ribeiro M.J. Correlação entre hipertensão arterial e capacidade funcional de idosos: uma revisão da literatura. Rev APS. 2013;16(4): 455-59. Medeiros TN, Moreira TMM. Avaliação de risco coronariano, adesão terapêutica e qualidade de vida de idosos com hipertensão arterial. Rev bras em promoç da saúde. Fortaleza, 25(2 Supl): 76-82, 2012 Clares JWB, Freitas MC, Borges CL. Fatores sociais e clínicos que causam limitações da mobilidade de idosos. Ciênc Saúde Colet. Fortaleza. 27(3): 237-42. 2014. Herdman TH, Kamitsuru S. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificações. 10ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. Valcarenghi RV, Santos SSC, Hammerschmidt KSA, Barlem ELD, Gomes GC, Silva BT. Ações institucionais alicerçadas em diagnósticos de enfermagem para prevenção de quedas em idosos. Rev Rene. Rio Grande. 15(2): 224-32. 2014. Guedes MB, Rodrigues ST, Ribeiro M.J. Correlação entre hipertensão arterial e capacidade funcional de idosos: uma revisão da literatura. Rev APS. 2013;16(4): 455-59. Medeiros TN, Moreira TMM. Avaliação de risco coronariano, adesão terapêutica e qualidade de vida de idosos com hipertensão arterial. Rev bras em promoç da saúde. Fortaleza, 25(2 Supl): 76-82, 2012 Clares JWB, Freitas MC, Borges CL. Fatores sociais e clínicos que causam limitações da mobilidade de idosos. Ciênc Saúde Colet. Fortaleza. 27(3): 237-42. 2014. Herdman TH, Kamitsuru S. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificações. 10ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. Valcarenghi RV, Santos SSC, Hammerschmidt KSA, Barlem ELD, Gomes GC, Silva BT. Ações institucionais alicerçadas em diagnósticos de enfermagem para prevenção de quedas em idosos. Rev Rene. Rio Grande. 15(2): 224-32. 2014.