Imprimir Resumo


SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 8151035

E-Pôster


8151035

INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores:
Claudia Christy de Oliveira Tenório ; Eny Dorea Paiva ; Amanda Danielle Resende Silva E Sousa

Resumo:
**Introdução: **O câncer pediátrico, no Brasil, corresponde de 2 a 3% de todos os canceres registrados, sendo considerado raro, apesar disso, é a doença crônica com maior índice de mortalidade na faixa etária de 0 a 19 anos, foi estimado para o ano de 2016, 12.600 novos casos de câncer na população infantil. Todas as crianças diagnosticadas com câncer podem se beneficiar dos cuidados paliativos na trajetória da doença. As intervenções de enfermagem em cuidados paliativos, devem começar no ato do diagnóstico juntamente com o cuidado curativo e se perpetuar durante todo o tratamento, gerenciando o controle da dor e de todos os sintomas globais apresentados. A criança e o adolescente com diagnóstico de câncer, provavelmente, só alcançarão uma ótima qualidade de vida com o reconhecimento precoce e a implementação dos cuidados paliativos. A Organização Mundial de Saúde define cuidados paliativos para crianças “como uma especialidade em si, consistem no cuidado total ativo do corpo, da mente e do espirito da criança e o apoio a família”. Eles começam no diagnóstico da doença juntamente com outros tratamentos que podem prolongar a vida, como quimioterapia ou radioterapia, objetivando sempre a manutenção da qualidade de vida. Sendo assim, com base no exposto a seguinte questão de pesquisa foi desenvolvida: quais intervenções de cuidados paliativos a enfermagem utiliza para promover o conforto em oncologia pediátrica? **Objetivo**: identificar, nas produções científicas, as intervenções de enfermagem nos cuidados paliativos em crianças e adolescentes com câncer. **Método**: revisão integrativa da literatura nas bases de dados: CINAHL, MEDLINE, IBECS, LILACS e SCIELO, realizado em outubro e novembro de 2017. **Resultados**: A amostra final compreendeu 18 publicações, provenientes de periódicos internacionais (67%) e nacionais (33%). Os países de origem das publicações que compuseram a amostra foram: Brasil (33,3%), China (22,2%), Estados Unidos da América (22,2%), Turquia (11,1%), Portugal (5,5%), e Jordânia (5,5%). Em relação ao ano de publicação, houve destaque para o ano de 2013 com 44 % das publicações e o ano de 2017 excluindo-se o mês de dezembro com 0% de publicações. Quanto ao desenho metodológico dos estudos, dez (55,5%) são estudos qualitativos descritivos, comparativos, dois (11%) estudos randomizados controlados, um (5,5%) estudo de caso controle, dois (11%) estudos clínicos sem randomização, um (5,5%) estudo de coorte e dois (11%) revisões sistemáticas. Observou-se que a maior parte das publicações (55,5%) apresentou NE VI, seguidos do IV, III, II e I ambas com (11,1%) cada. Os resultados mostraram que, dentre os artigos selecionados, o Brasil é o país com maior número de publicações (33,3%), o desenho metodológico mais utilizado (55,5%) foi o descritivo-qualitativo. As intervenções não farmacológicas apareceram em maior número, o enfermeiro tem, em sua formação profissional recursos que possibilitam aliviar o estado emocional da criança hospitalizada, sendo um deles a técnica do brinquedo terapêutico, a musicoterapia, massagem, aplicação do lúdico, consulta precoce de cuidados paliativos, intervenções sociais e exercícios físicos que contribuíram consideravelmente no controle de sintomas das crianças com câncer em cuidados paliativos. Nas intervenções integrais, cujo princípios básicos para os cuidados paliativos compreendem reconhecer a morte como um processo natural da vida e incorporar a integração dos cuidados físicos, espirituais, emocionais e sociais na promoção do conforto dos pacientes observou-se a busca do conforto, comunicação e relação equipe, criança e família. Requerendo da equipe de enfermagem habilidades e competências com as questões de gerenciamento do cuidar pelas seguintes ações: contato físico por meio do toque, possibilitar à mãe e aos familiares que segurem a criança no colo, deixar a criança em posição confortável, aquecer e deixar a temperatura ambiente favorável; utilizar linguagem e tom de voz adequados e evitar manuseio desnecessário. **Considerações finais:** Os resultados desta RI, trouxeram dados expressivos em relação a contribuição científica brasileira sobre as intervenções de enfermagem em cuidados paliativos a crianças e adolescentes com câncer sendo o país com maior número de publicações. Os dados analisados compuseram duas categorias, dando ênfase as intervenções não farmacológicas por se apresentarem em maior número, divididas em: musicoterapia, massagem, aplicação do lúdico, consulta precoce de cuidados paliativos, intervenções sociais e uma meta-análise que trouxe o exercício como intervenção mais eficaz na redução da fadiga a crianças e adolescente. Quanto aos cuidados integrais, os resultados levantaram a necessidade de mais investimento na formação acadêmica e profissional através das especializações e educação permanente, para que os profissionais enfermeiros tenham mais destreza e suporte emocional para acolher a criança, o adolescente, e a família nos moldes dos cuidados paliativos. Novas pesquisas são necessárias, a fim de definir as melhores evidências em todas as áreas no desenvolvimento dos cuidados paliativos, física, psicológica, social e espiritual para que a enfermagem possa sistematizar os cuidados paliativos com a prática baseada em evidências e com isso, otimizar a assistência prestada e trazer mais visibilidade a profissão. Como limite do estudo, concordamos que, embora analisada criteriosamente por dois revisores, está passível de viés como em qualquer pesquisa. O viés inclui toda e qualquer distorção durante o processo de investigação, que pode ocorrer em qualquer tipo de delineamento, nas análises de revisão podem ser: viés de seleção, viés de informação e viés de confundimento. Esta pesquisa está coberta financeiramente pelo edital CAPES/COFEN Nº 27/2016, no que diz respeito ao custeio da sua publicação.** Contribuições para a prática da enfermagem: **A pesquisa revelou que a enfermagem tem se preocupado com o seu papel enquanto integrante da equipe no desenvolvimento de cuidados paliativos, promovendo pesquisas para testar a eficácia de suas intervenções em prol de melhorar a qualidade de vida em oncologia pediátrica. Foi observado uma falha importante na formação profissional acadêmica mundial, onde o tema parece ser abordado de forma incipiente, tornando os profissionais pouco preparados na identificação e planejamento adequado do controle de sintomas em cuidados paliativos na prática. As intervenções de enfermagem em cuidados paliativos foram mais impactantes nas pesquisas, quando direcionadas a um determinado sintoma específico, destacando-se as intervenções não farmacológicas. A comunicação eficaz entre enfermeiros, crianças e família é um dos fatores mais importantes, para uma boa interpretação das demandas individuais, sendo essencial no planejamento das intervenções sejam elas integrais ou direcionadas, farmacológicas ou não farmacológicas e se mostrou deficiente nos resultados das pesquisas.


Referências:
1 - Carvalho SBO, Duarte LR, Guerrero JMA. Parceria ensino e serviço em unidade básica de saúde como cenário de ensino-aprendizagem. Trab. educ. saúde, [Internet]. 2015 Abr [citado 2016 Maio 17]; 13 (1): 123-144. 2 - Andrade SR, Boehs AE, Boehs CGE. Percepções de enfermeiros docentes e assistenciais sobre a parceria ensino-serviço em unidades básicas de saúde. Interface (Botucatu) [Internet]. 2015 Set [citado 2016 Maio 17]; 19( 54 ): 537-547. 3 - Brehmer LCF, Ramos FRS. Integração ensino-serviço: implicações e papéis em vivências de cursos de Graduação em Enfermagem. Rev. esc. enferm. USP [Internet]. 2014 Fev. [citado 2016 Maio 17]; 48( 1 ): 118-124.