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7427496 | CONJUNTO DE DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PARA INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS OUTRAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS DE INTERESSE EM SAÚDE COLETIVA | Autores: Elizimara Ferreira Siqueira ; Karina Mendes Garcia ; Milena Pereira |
Resumo: **Introdução:** A Secretaria de Saúde de Florianópolis através Comissão Permanente de Sistematização da Assistência de Enfermagem (CSAE) construiu e implantou na rede municipal de saúde no ano de 2016, o segundo volume dos Protocolos de Enfermagem, intitulado “Infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças transmissíveis de interesse em saúde coletiva”. As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) constituem importante agravo de saúde pública, sendo responsáveis por causar impacto na qualidade de vida da população, interferindo nas relações pessoais, familiares e sociais. Estima-se que mais de um milhão de pessoas adquirem Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) diariamente e, por ano, 500 milhões são consideráveis do tipo curável, entre estas a gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase¹. Este segundo protocolo foi publicado no intuito de ampliar e qualificar o acesso da população do Município de Florianópolis aos serviços de saúde com queixas relacionadas as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), temática tão relevante, através da capacitação para o manejo e ampliação da clínica do enfermeiro no atendimento desta demanda. Dessa forma, o enfermeiro da Secretaria Municipal de Florianópolis, durante a consulta de enfermagem, passa a ter a possibilidade de solicitar exames complementares, diagnosticar e tratar Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A consulta de enfermagem é componente do Processo de Saúde de Enfermagem e deve ser realizada em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais e intermediária de saúde, hospitais, domicílios, escolas, associações comunitárias, entre outros². Assim, a consulta de enfermagem envolve várias etapas, como a entrevista e o exame físico para a coleta dos dados, o estabelecimento do diagnóstico de enfermagem, o planejamento, a implementação para a prescrição dos cuidados de enfermagem e a avaliação das ações relativas aos problemas encontrados². A partir dos diagnósticos de enfermagem efetivados, o enfermeiro adotará condutas de resolutividade própria ou, se necessário, encaminhar ao profissional ou serviço competente para tanto, no caso da intervenção fugir ao seu âmbito de atuação3. A consulta de enfermagem deve ser registrada formalmente, no município de Florianópolis, no Sistema de Registro Eletrônico (prontuário eletrônico). A carteira de serviços da atenção primária do município de Florianópolis recomenda que este registro utilize o modelo de SOAP (Subjetivo, Objetivo, Análise e Plano/Prescrição de enfermagem) e a utilização da nomenclatura da classificação CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) para os diagnósticos de enfermagem, resultados e intervenções de enfermagem estabelecidos durante a consulta de enfermagem4,5. A CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) é uma terminologia padronizada, ampla e complexa, que representa o domínio da prática de enfermagem no âmbito mundial. É considerada, também, uma tecnologia de informação que proporciona a coleta, o armazenamento e a análise de dados de enfermagem em uma variedade de cenários, linguagens e regiões geográficas, no âmbito nacional e mundial, contribuindo para que a prática dos profissionais da enfermagem seja eficaz e responsável, sobretudo, proporcionando a visibilidade da enfermagem no conjunto de dados sobre saúde e reconhecida pela sociedade4,5. Diante deste contexto, como podemos qualificar o registro dos diagnósticos de enfermagem específicos às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), utilizando a nomenclatura da classificação CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) para respaldar a atuação do enfermeiro atuante na Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis? **Objetivo:** Estruturar um conjunto de diagnósticos a partir da nomenclatura da classificação CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) para pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) acompanhadas na rede municipal de saúde de Florianópolis. **Descrição Metodológica:** Trata-se de uma pesquisa de natureza exploratória descritiva desenvolvida em cinco etapas: 1) Mapeamento de termos e conceitos relevantes para a prática de enfermagem relacionada a pessoa com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) a partir da análise do segundo Protocolo de Enfermagem intitulado “Infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças transmissíveis de interesse em saúde coletiva”; 2) Elaboração das afirmativas de diagnósticos e resultados de enfermagem com base no catálogo CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem), com os conceitos pré-coordenados; 3) Na ausência de um conceito pré-coordenado na CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) que pudesse expor a realidade local a comissão construiu um diagnóstico novo respeitando a estrutura categorial da CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem); 4)Validação das afirmativas de diagnósticos e resultados de enfermagem construídas pela Comissão Permanente de Sistematização da Assistência de Enfermagem (CSAE) por um grupo de enfermeiros assistenciais da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis denominados de grupo piloto da CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) e opinião de uma enfermeira expert no assunto; e 5) Estruturação de um conjunto de diagnóstico da CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) para pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) acompanhadas na rede municipal de saúde de Florianópolis. **Resultados:** Foram identificados 39 diagnósticos e resultados de enfermagem, pertinentes a temática, para expressar as possíveis práticas de enfermagem guiadas pelo segundo Protocolo de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, intitulado “Infecções Sexualmente Transmissíveis”. Sendo que o grande desafio encontrado foi elaborar novos diagnósticos e resultados de enfermagem, com seus conceitos, para os itens relacionados as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) incluídas no segundo Protocolo de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis como passíveis de diagnóstico e tratamento pelo enfermeiro. Neste caso se convencionou o uso do termo infecção mais vírgula e o nome do agravo como: sífilis, tuberculose e outras infecções abordadas no protocolo. **Conclusão:** O uso desse conjunto a partir da CIPE® (Classificação Internacional para Prática de Enfermagem) facilitou a criação de uma relação de diagnósticos e resultados para serem usados pelos enfermeiros quando utilizarem o segundo Protocolo de Enfermagem intitulado “Infecções sexualmente transmissíveis e outras doenças transmissíveis de interesse em saúde coletiva”, porém, foi um desafio para a Comissão Permanente de Sistematização da Assistência de Enfermagem (CSAE) encontrar conceitos pré-coordenados ou construir novos conceitos diagnósticos com relação a ampliação e autonomia da clínica do enfermeiro trazida pelos protocolos, em que o enfermeiro requisita exames, diagnostica e trata agravos como sífilis, tuberculose, herpes etc, sendo que o diagnóstico de enfermagem é sinônimo do nome do agravo. **Contribuições e Implicações para Enfermagem: **Os diagnósticos elaborados poderão nortear adequadas intervenções de enfermagem, permitindo o cuidado individualizado e responsabilizado, contribuindo para a consolidação e padronização dos registros da consulta de enfermagem no atendimento as pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). O registro adequado e a padronização da prática clínica do enfermeiro no âmbito da consulta de enfermagem permitirá futuras análises sobre o impacto da ampliação da clínica do enfermeiro no enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e as demais infecções transmissíveis de interesse em saúde coletiva.
Referências: 1. Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução: Cristhian
Matheus Herrera. 5ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. Cap. 01, p. 04-77.
2. Galdeano LE, Rossi LA, Zago MMF. Roteiro instrucional para elaboração de um estudo de caso clínico. Revista Latino-Americana de Enfermagem [on-line]. 2003 [citado em 22 fev 2015]; 11(3):371-5. Disponível em: URL: http://http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010411692003 000300016&script=sci_abstract&tlng=pt.
3. Garvin DA. Making the case. Harvard Magazine [on-line]. 2003 [citado em 09 jan 2016]; 106(01): 56-66, 2003. Disponível em: URL: https://harvardmagazine.com/2003/09/making-the-case-html.
4. CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. Linhas de orientação para
elaboração de catálogos CIPE ®. Tradução de Hermínia Castro. 2009. Disponível
em: ULR: http://www.ordemenfermeiros.pt/publicacoes/Documents/linhas_cipe.pdf.
Acesso em: 15 maio 2015.
5. Horta, WA. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. |