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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 7167652

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7167652

PROJETO INTEGRADOR COMO CATALISADOR DE APRENDIZAGENS

Autores:
Francisco Arnoldo Nunes de Miranda ; Lucídio Clebeson de Oliveira ; Thiago Enggle de Araújo Alves ; Rodrigo Carlos da Rocha ; Lorrainy da Cuz Solano

Resumo:
(INTRODUÇÃO) O Projeto Integrador da Faculdade Nova Esperança de Mossoró—FACENE/RN visa catalisar vivências de aprendizagem que integrem ensino-serviço-comunidade, além das disciplinas/módulos e os cursos existentes na instituição em todos os períodos. Prevê uma plasticidade nas modelagens dos projetos respeitando as competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada período por curso. Atualmente, a faculdade tem o curso de bacharelado em enfermagem, há 10 anos implantado, e tem, em processo de implantação, os cursos de: farmácia, biomedicina, odontologia, nutrição e educação física, que tiveram os primeiros alunos em 2016. (OBJETIVOS) Descrever e analisar os resultados dos projetos integradores do curso de enfermagem desde a primeira iniciativa. As ideias-força do projeto integrador são: autonomia e protagonismo do aluno, aprendizagem significativa, valorização do saber científico, de outros saberes e da materialização da teoria na prática. (DESCRIÇÃO METODOLÓGICA) Relato de experiência do projeto integrador para desenvolver novos conhecimentos, um “aprender a fazer” ou “aprender na ação”, permitindo ao aluno “saber como” para alcançar a formação de competências e habilidades profissionais através de análise e resolução de problemas1. (RESULTADOS) O semestre 2016.2 marcou o início do projeto integrador em nossa instituição, sendo chamado nesse momento de Atividades Integradoras de Aprendizagem (AIA) e tendo por objetivo integrar componentes curriculares por período por meio de avaliações integradas. Foi uma etapa importante para mostrar a necessidade pedagógica e as potencialidades de iniciativas interdisciplinares na formação acadêmica, que deve ser crítica e reflexiva. Na semana pedagógica de 2017.1, os professores avaliaram as atividades do AIA, apontando fragilidades e pontos positivos. Como principal fragilidade pode-se citar: pouco tempo para planejar as avaliações, o que levou a atividades fragmentadas que foram só “juntas” em um mesmo dia. Como potencialidades podem-se citar ações extensionistas decorrentes da integração dos alunos e das disciplinas por período, as quais exigiriam um planejamento maior que poderia ser definido como projeto. A partir desse momento, nasceu uma nova concepção de projeto integrador, o qual deveria ser por turma e acontecer processualmente, mas com uma ação principal de encerramento fora da instituição, ao fim do semestre, envolvendo todos os alunos e professores de cada período. No semestre 2017.1, foram delineados projetos para todos os períodos do curso, cada qual dependendo dos objetivos educacionais previstos pelo corpo docente. A título de exemplo, o projeto do P1 (primeiro período) consistiu em uma feira de profissões com ações individuais e coletivas em escolas estaduais de ensino médio, juntamente com os outros cursos existentes na faculdade. O projeto do P2 (segundo período) consistiu na preparação e na execução de uma ação social com atividades de atenção e educação em saúde em uma comunidade quilombola localizada em município contíguo à sede da faculdade, tendo o curso  de enfermagem realizado ações individuais e coletivas. No semestre seguinte, 2017.2, durante a semana pedagógica, o grupo de professores avaliou o projeto também na perspectiva de identificar fragilidades e potencialidades. Entre as fragilidades foram citadas: a) o fato de que os professores vêm de formação tradicional e encontram dificuldades para trabalhar de forma integrada; b) a baixa adesão dos professores aos cursos de formação em processos pedagógicos ofertados pela instituição; c) o planejamento tardio realizado próximo às datas de execução do projeto; d) a competição entre os cursos, por parte de seus alunos; e) e turmas grandes demais para garantir a participação efetiva de todos. Entre os pontos positivos, estão: a) o entusiasmo dos alunos ao conhecerem os locais de ação do projeto; b) a satisfação dos usuários e da comunidade com as ações executadas; c) a aprendizagem ampliando a visão de saúde e de processo de trabalho em saúde e proporcionando cooperação entre os grupos de enfermagem com os outros cursos. O planejamento do projeto integrador do semestre aconteceu nos encontros pedagógicos mensais com a coordenação acadêmica da faculdade. Porém, em função da existência de outras pautas, esse ciclo de encontros mostrou-se insuficiente para garantir a execução em todos os períodos com a qualidade desejada. Nesse semestre, por exemplo, o projeto do P2 proporcionou várias ações individuais e coletivas em uma Organização Não Governamental de proteção a mulheres vítimas de violência, chamada Mulheres em Ação, em bairro próximo à instituição de ensino. O projeto do P3 foi realizado em uma cooperativa de aproveitamento de material reciclável, denominada ACREVI, localizada em bairro próximo à faculdade e contou com atividades voltadas para as famílias cadastradas na cooperativa. Entre os quarto e oitavo períodos, foram realizadas avaliações de competências e habilidades no modelo Objective Structured Clinical Examination—OSCE com estações integradas de todas as disciplinas de cada período. Em face das experiências anteriores, no semestre de 2018.1, coordenação e corpo docente realinharam os objetivos de aprendizagem dos projetos integradores, passando a estruturar  o projeto com base em pequenos grupos de alunos e professores, nos três primeiros períodos, os quais são organizados em turmas interprofissionais.. Outro marco que deverá ser considerado é a vinculação dos projetos à comunidade para garantir ações que atendam de fato às necessidades de saúde e de formação e que não sejam meramente ações pontuais e fragmentadas. Por exemplo, o projeto integrador do P3 do curso de enfermagem, que forma turma integrada com farmácia e biomedicina, está sendo planejado e executado em pequenos grupos compostos por alunos dos três cursos. Acontecerá junto à mesma organização que recebeu o projeto do P3 no semestre passado, a ACREVI, tendo cada grupo que seguir um cronograma de aproximação com a realidade, de planejamento, de execução e de avaliação do projeto. O projeto nos demais períodos com turmas integradas (P1 e P2) acontecerá nesses mesmos termos. As turmas de quarto a oitavo período permanecem com projeto integrador a partir do modelo OSCE, mas agora com estações interprofissionais planejadas pelos professores de enfermagem e dos demais cursos. (CONCLUSÃO) Os projetos não devem ser confundidos com pesquisa, uma vez que são organizados para resolver algum problema real da comunidade, nos três primeiros períodos, ou para catalisar habilidades e competências clínicas, nos casos dos períodos do quarto ao oitavo. No primeiro caso, aproximando o corpo discente da realidade das comunidades e dos usuários, instigando o exercício do raciocínio científico e da criatividade na compreensão e na busca de respostas a fenômenos sociais, culturais e naturais1. No segundo caso, por meio do OSCE, fortalecendo os núcleos específicos do curso e trabalhando a percepção das múltiplas dimensões associadas a uma prática clínica integral, de acordo com as competências e habilidades previstas para cada período2. (CONTRIBUIÇÕES/IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM) As vivências com os projetos integradores oportunizam de fato a integração ensino-serviço-comunidade nos primeiros períodos e a integração entre as disciplinas em todos os períodos. Numa aposta de formação como experimentação, subsidiada pelas diretrizes curriculares nacionais para o curso de enfermagem, temos claro que o projeto integrador tem colaborado decisivamente  para fomentar posturas críticas e reflexivas da parte dos alunos.


Referências:
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