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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 6888737

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6888737

VIVÊNCIA PIBIDIANA NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores:
Mateus Souza da Luz ; Karen Peres Hernandes ; Larissa Fungueto

Resumo:
VIVÊNCIA PIBIDIANA NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA _Karen Peres Hernandes_[1]__ Mateus Souza da Luz[2] Larissa Fungueto[3] **Introdução: **O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – Pibid é uma ferramenta de incentivo à formação de professores, principalmente para atuarem na educação básica. O programa é subsidiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior - Capes e, concede bolsas à alunos de licenciaturas que participem dos projetos de iniciação à docência, desenvolvidos pelas Instituições de Ensino Superior em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Através da inserção dos bolsistas no ambiente escolar, o Pibid objetiva incentivar e valorizar a formação de docentes para a educação básica, qualificando futuros professores ainda nos cursos de graduação, promovendo a vivência pedagógica através da imersão dos licenciandos no cotidiano das escolas da rede pública de educação. A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foi contemplada com bolsas de iniciação a docência com subprojetos em 20 cursos, abrangendo a maioria das licenciaturas de seus Campi. O subprojeto Pibid do curso de enfermagem teve seu início no mês de julho de 2011 em sua primeira edição e, em março de 2014 iniciou-se sua segunda edição, a partir de quando os autores do presente trabalho passaram a integra-lo1. **Objetivo: **Relatar experiências acerca das atividades desenvolvidas por bolsistas do Pibid subprojeto Enfermagem. **Descrição Metodológica**: As atividades relatadas no presente trabalho foram desenvolvidas em escolas públicas de ensino fundamental, ensino médio e escolas de educação profissional técnica de nível médio em uma cidade da região Oeste de Paraná. O projeto previa a oferta de 21 bolsas, contudo ao longo dos últimos quatro anos participaram 52 acadêmicos como bolsistas e quatro alunos como voluntários, todos acadêmicos de enfermagem do Campus de Cascavel, quatro professoras coordenadoras, sendo duas delas voluntárias e um professor supervisor em cada escola de atuação.** Resultados**: A alocação dos bolsistas participantes nas escolas parceiras, era organizada pela coordenação e supervisão do subprojeto, de acordo com a série da graduação em que o mesmo se encontrava, ao passo que na primeira e segunda séries da graduação as disciplinas concentram-se em conteúdos tidos como básicos à formação dos profissionais da saúde, desta forma, embasando os bolsistas à trabalharem preferencialmente as demandas das escolas de ensino fundamental. Já os bolsistas que estivessem cursando a partir da terceira série, onde as disciplinas concentram seus conteúdos na formação do profissional enfermeiro, estes eram preferencialmente direcionados à desenvolverem suas atividades na escola técnica de nível médio, destinada então à formação de profissionais integrantes da equipe de enfermagem. Na escola que oferece a educação profissional técnica de nível médio foram desenvolvidas atividades com os alunos do curso técnico em enfermagem e de outros cursos desta modalidade de ensino, enquanto que nos colégios estaduais de ensino fundamental e médio, as atividades contemplaram todos os alunos e os assuntos relacionaram-se à área da saúde. Na escola de educação profissional técnica de nível médio, além da professora supervisora efetiva, vários professores das diversas disciplinas atuam como professores supervisores voluntários. Todas as atividades foram planejadas e elaboradas em conjunto, através de reuniões semanais na própria Unioeste, das quais participavam além dos bolsistas, os professores coordenadores e supervisores de cada escola de atuação. As temáticas e desenvolvimento das ações eram decididas em conjunto, considerando as demandas trazidas pelas escolas parceiras, de acordo com as necessidades identificadas em sua realidade. Diante disso, diversas foram as atividades desenvolvidas, desde estudos em grupos abordando a língua portuguesa, matemática, estudos teóricos sobre o Projeto Político Pedagógico das escolas, normas cultas de apresentação e elaboração de trabalhos com base na Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, além de estudos e atividades teórico-práticas visando a reflexão e a investigação da ação docente, bem como, a atuação docente sistematizada. Ainda, ao longo dos quatro anos, outros temas relacionados à saúde foram abordados e aprofundados, dentre estes a adolescência, gravidez, sexualidade, higiene pessoal, além de assuntos que estiveram em destaque como a dengue, zika vírus, chicungunya, e doenças sexualmente transmissíveis. A vivência pibidiana possibilitou ainda a ampliação das formas de abordar as demandas da escola, instigando tanto bolsistas quanto professores à buscarem novas alternativas, mais atraentes e cativantes que pudessem realmente tocar os alunos envolvidos, de forma que estes pudessem assimilar o que lhes foi transmitido. Ainda, como subsídio ao ensino no curso técnico em enfermagem, tanto bolsistas quanto professores, supervisores e coordenadores do subprojeto produziram em conjunto, livros em formato eletrônico abordando assuntos tratados nas disciplinas de saúde da mulher e processo saúde doença. **Conclusão:** Através da inserção nas escolas de educação básica as atividades realizadas envolveram desde o planejamento das ações, estudos coletivos sobre as temáticas a serem abordadas, a elaboração e produção de materiais didáticos como folders, cartazes, e-books e vídeos, além de tecnologias educativas para abordar a gravidez na adolescência. A possibilidade de vivenciar as experiências proporcionadas pelo PIBID enriquece grandemente a formação acadêmica dos licenciandos, pois aproxima os mesmos da realidade escolar, ao mesmo tempo em que promove a articulação entre teoria e prática, tida como dificultosa para a maioria dos acadêmicos. Além disso, a vivência prática da docência proporciona ao licenciando uma visão mais concreta da realidade docente, que por sua vez instiga o mesmo à valorizar e reconhecer os conteúdos teóricos e didáticos como essenciais à sua prática enquanto professores. **Contribuições/implicações para a enfermagem**: Identificar diferentes espaços de atuação do enfermeiro licenciado em instituições de educação formal, bem como, qualificar a inserção do licenciando de enfermagem no processo de formação de demais profissionais da equipe de enfermagem. **Descritores:** Enfermagem; formação de professores; educação profissionalizante **Referências** 1. Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste. Pró-Reitoria de Graduação. Edital 01/2014-PIBID/PROGRAD. Cascavel/Pr, 10 fev. 2014. Disponível em: http://cac-php.unioeste.br/programa/pibid/docs/EDITAL_01_2014.pdf. Acesso em: 04 mar. 2018. * * * [1] Mestranda no Programa de Pós-graduação em Biociências e Saúde da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Cascavel/Pr. E-mail: karenphernandes@hotmail.com [2] Residente no Programa de Residência Multiprofissional em Saúde na especialidade Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus Cascavel/Pr. [3] Enfermeira. Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus Cascavel/Pr.


Referências:
1Watson AC.H., Sell D.A., Grunwell P. Tratamento de fissura labial e fenda palatina. São Paulo: Santos Editora, 2005. 2 Smeltzer S. C. et al. Brunner e Suddarth: Tratado de enfermagem médico cirúrgico. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2012. 3Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional da Saúde. Resolução n° 466 de 12 de dezembro de 2012. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2012. 4North American Nursing Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011. Porto Alegre: Artmed; 2010. 5North American Nursing Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2011-2013. Porto Alegre: Artmed; 2013.