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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 6805033

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6805033

EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM A IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Autores:
Maria Helena Gehlen ; Naiana Oliveira dos Santos ; Manuela Dalenogare ; Regina Gema Santini Costenaro ; Dielli Arend Teixeira

Resumo:
INTRODUÇÃO O âmbito de aprendizagem e ensino da sistematização da assistência de enfermagem está voltada para a coleta de dados, diagnóstico da enfermagem, planejamento, implementação e avaliação, para se obter melhores resultados no eixo da promoção da saúde e prevenção dos agravos, no cenário de atuação do profissional da enfermagem como escolas, unidades de pronto atendimento e hospitais.1 Dessa forma tem-se como objetivo relatar a experiência da promoção da educação em saúde dos escolares ao vivenciar a Sistematização da Assistência de Enfermagem- SAE.METODOLOGIA:Trata- se de um relato de experiência acerca de atividades de ensino do curso de enfermagem desenvolvida na disciplina de educação e promoção da saúde do segundo semestre realizado no ano de 2017. As acadêmicas realizaram uma busca teórico-conceitual sobre a aplicabilidade da SAE no cenário escolar. Por meio da disciplina de Educação e Promoção da Saúde, colocou-se em prática algumas fases da SAE em uma escola de ensino fundamental. Foi realizado o diagnóstico de enfermagem na escola junto a equipe de professores para identificar quais eram os principais problemas encontrados em sala de aula para que assim as acadêmicas de enfermagem pudessem fazer a terceira etapa da SAE, que é o planejamento da intervenção.Diante disso, o diagnóstico identificado para essa ação foi a necessidade de trabalhar com o tema como higienização corporal. Na etapa do planejamento, organizou-se um cronograma de atividades educativas.Por meio de grupos, debateu-se em sala de aula quais didáticas iriam ser aplicadas, para que os alunos entendessem o objetivo acerca dos temas abordado.Na etapa intervenção que é a quarta etapa da SAE, trabalhou-se com metodologias ativas para que o entendimento dos alunos fosse mais claro referente aos assuntos. No tema sobre higienização, foi passado um vídeo, o qual enfatizou a higiene bucal e corporal, em um outro momento foi realizada uma dinâmica com balões,onde cada aluno estourava um balão o qual possuía no seu interior frases sobre hábitos negativos de higienização e hábitos positivos. Assim, no momento em que o balão estourasse o aluno responsável pelo balão teria que dizer o que estava certo ou errado na frase.Após, foi realizada outra dinâmica onde foram aplicadas purpurinas nas mãos de cada aluno e também nas mãos dos acadêmicos de enfermagem, nesta ocasião foi explicado que a purpurina que era possível enxergar a olho “nu’’, eram as bactérias que podem habitar em nossa mão, e que por vezes não conseguimos enxergar. Assim enfatizamos a necessidade da lavagem das mãos, demonstrando a técnica realizando  com eles no local adequado na escola.Na etapa de avaliação, através de debates e didáticas realizadas, analisou-seo que os alunos haviam compreendido. RESULTADOS- A higienização foi um dos temas escolhidos por ser uma necessidade apresentada na coleta de dados. Os escolares demonstraram empolgação de aprender algo novo, tais que não tinham conhecimento, como a lavagem das mãos corretamente. Por muitas vezes após refeições ou brincadeiras os alunos não lavavam as mãos, pois achavam que este fato não era importante,assim com o entendimento adquiriram esse método de cuidado domiciliar e em suas escolas.2Em debates com os alunos, problematizou-se acercadas doenças que acometem a sociedade através da má higienização. Os mesmos ficaram surpresos, pois achavam que não havia conseqüências da higienização precária como: banho, escovação correta e higienização das mãos. Foi ressaltada então a importância da boa higienização sendo ela dentro ou fora do ambiente escolar, para que assim não desencadeie doenças relacionadas a este fator.3 CONCLUSÃO: As ações de educação em saúde com escolares de ensino fundamental possibilitou a aproximação com o contexto social de vulnerabilidades nesse cenário de educação em saúde. O estudo teórico antes da ação realizada, auxiliou para o desenvolvimento da prática aplicada na escola. Por entendimento das etapas da SAE, foi possível organizar asatividades, intervindo de uma maneira adequada com uma abordagem problematizada na qual a realidade do escolar esteja em evidência para que se construa o conhecimento.As atividades desenvolvidas seguindo as etapas da SAE, foram fundamentais para que o cuidado em saúde fosse resolutivo. Essas ações foram relevantes para auxiliar os escolares nacorresponsabilização pelasua saúde, de um modo reflexivo à própria conduta e sua relação com o cuidado. Ressalta-se, também, que a atividade de educação em saúde na escola, possibilitou as acadêmicas de enfermagem aplicar a SAE nesse cenário de cuidado, e vislumbrar novos métodos para a educação em saúde. Além disso oportunizou aos acadêmicos interagir com a comunidade escolar e assim colocar em prática desde o início do curso de graduação, as ações de cuidado e promoção de saúde uma vez que está atividade foi realizada no segundo semestre do curso.


Referências:
BURBACH, B.E. et al. Student-Perceived Influences on Performance During Simulation. Journal of Nursing Education, v. 55, n. 7, p. 396-398, 2016. KUNST, E. L.; MITCHELL, M.; JOHNSTON, A.N.B. Using simulation to improve the capability of undergraduate nursing students in mental health care. Nurse education today, v. 50, p. 29-35, 2017. NYSTRÖM, Sofia et al. Debriefing practices in interprofessional simulation with students: a sociomaterial perspective. BMC medical education, v.16, n.1, p.148, 2016. PAI, H.-C. Development and validation of the Simulation Learning Effectiveness Scale for nursing students. Journal of clinical nursing, v. 25, n. 21-22, p. 3373-3381, 2016. PAI, H.-C. An integrated model for the effects of self-reflection and clinical experiential learning on clinical nursing performance in nursing students: A longitudinal study. Nurse education today, v. 45, p. 156-162, 2016