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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 6785588

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6785588

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM UM TEXTO CONVIDATIVO A REFLEXÃO SOBRE A PRÁXIS DA ENFERMAGEM

Autores:
Kessia Regina Ferreira Batista ; Danielle Rêgo Gonçalves ; Wanderson Luis Teixeira ; Anna Thalita de Souza Cardoso ; Elyade Nelly Pires Rocha Camacho

Resumo:
**INTRODUÇÃO**: A sistematização da assistência de enfermagem (SAE), é uma metodologia de trabalho que possibilita um cuidado de enfermagem baseado em evidencias cientificas mais recentes, contribuindo para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde individual, familiar e da comunidade, fornecendo uma assistência de qualidade. Com o decorrer dos anos vem ganhando espaço e ênfase no cotidiano do enfermeiro, capaz de oferecer subsídios para o desenvolvimento práticas interdisciplinares e humanizadas do cuidado. Pode-se dizer que a SAE tem sua base fundamentada pelo o Processo de Enfermagem (PE), o qual é composto por cinco etapas que incluem a coleta de dados (histórico de enfermagem), diagnóstico de enfermagem, planejamento dos cuidados, implementação (prescrição de enfermagem) e a avaliação dos resultados. Se tornando com o decorrer dos anos uma ferramenta essencial para o cuidado em enfermagem e que necessita ser difundida em todos os níveis de atenção, desde a atenção primária até a alta complexidade. **OBJETIVO**: Evidenciar o entendimento sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem, e refletir a partir de vivencias nas práticas hospitalares a utilização da sistematização da assistência de enfermagem como ferramenta essencial nas práxis do cuidar em enfermagem. **MÉTODO**: trata-se de uma pesquisa descritiva com enfoque qualitativo, do tipo processo reflexivo a partir de um relato de experiência diante da aplicabilidade da Sae nas esferas de atenção à saúde, desenvolvida dentro da atividade curricular de atenção obstétrica, neonatal e ginecológica, da Universidade Federal do Pará realizada no período de setembro a novembro de 2017. Para a fundamentação dos dados expostos foram utilizados artigos científicos extraídos do Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), e da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), sendo assim observada a escassa coleção de artigos relacionados ao tema abordado, destacando, portanto, a necessidade de se refletir sobre a temática proposta**. **  **RESULTADOS**: Assim, no desenvolver das ações percebe-se que o profissional inserido nesse processo necessita, ainda, ampliar e aprofundar, continuamente, os saberes específicos de sua área de atuação, sem esquecer o enfoque interdisciplinar. A SAE é parte de um processo que vem sendo desenvolvido e proporcionando maior autonomia para o enfermeiro. Faz-se necessário que os profissionais de saúde continuem a busca do aprimoramento contínuo de sua prática, contribuindo para as ações cada vez mais embasadas em princípios científicos, o que refletirá na melhor qualidade de cuidado oferecido a quem cuidamos. Contudo, ainda é perceptível a necessidade que a enfermagem possui de ampliar seus conhecimentos para a efetivação resolutiva da SAE. Entretanto, as iniciativas institucionais para capacitação da equipe têm contribuído para a continuidade do processo de implantação da SAE. É preciso pensar a SAE de forma flexível, livre da rigidez dos padrões convencionais. Uma prática consciente e crítica, permite uma atuação profissional mais realista e adequada verdadeiramente às necessidades do paciente. É perceptível em nossa vivencia hospitalar que o enfermeiro vem demonstrando interesse sobre a SAE no contexto hospitalar, em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), clínica médica, clinica cardiológica, em clinica obstétrica, Unidades de Pediatria, além de Hospitais de Doenças Infecciosas. Destacando que a SAE está cada vez mais presente especialmente em setores que é possível ofertar uma assistência e acompanhamento continuo. Essa predominância em ambientes críticos hospitalares pode ser facilmente explicada pelo próprio processo de implementação da SAE, já que no serviço hospitalar é mais fácil conseguir o apoio institucional que oferece suporte às equipes de enfermagem no planejamento, elaboração e implementação de um modelo assistencial, assim como, se tem melhor direcionamento da assistência quando se implementa o PE em um grupo de pacientes ou em um hospital de especialidade. Quando é possível ter apoio da instituição está facilita a sua implementação fornecendo condições necessárias para executar a SAE de maneira efetiva através da viabilização de documentos, manuais, formulários e instrumentos de avaliação que ajudam a padronizar o cuidado, racionalizar o trabalho e supervisionar o processo de implementação. Para que a implementação da SAE ocorra adequadamente é necessário que o profissional de enfermagem possua o conhecimento científico necessário para desenvolver todas as etapas do PE, mas, para isso, torna-se essencial a capacitação, educação continuada e atualização permanente. Os enfermeiros muitas vezes possuem conhecimento cientifico e até sabem aplicar a SAE, porém necessitam desprender tempo para desenvolver as atividades burocráticas. E o que frequentemente encontramos na vivencia em práticas hospitalares, seja em qualquer contexto quando passamos por estágio é a essa escassez de tempo para a implementação do cuidado, e essa escassez interfere diretamente na assistência prestada, causando fragmentação do cuidado, já que o profissional é sobrecarregado com diversas atividades e possui pouco tempo para realizá-las. **CONCLUSÃO**: Assim sendo, para o enfermeiro prestar assistência de qualidade a implementação da SAE constitui um instrumento de fundamental importância para gerenciar e aperfeiçoar a assistência de enfermagem de forma organizada, segura, dinâmica e competente. E a implementação dessa metodologia melhora a assistência prestada, por proporcionar um cuidado individualizado, contínuo e integral. Ressaltando que tanto o profissional quanto o paciente são beneficiados com a assistência, já que, os cuidados serão executados de forma mais completa, direcionada, documentada e baseada em conhecimentos científicos. **CONTRIBUIÇÕES E IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM: **A partir deste contexto é necessário rever conceitos e prioridade tanto institucional quanto profissional, fundamentais para que haja mudanças significativas na assistência, primando essa atenção que inter-relaciona a autonomia profissional, do paciente, necessidades biológicas e necessidades sociais da população assistida. Mudanças essas que precisam ocorrer desde a matriz curricular ainda no momento da formação do profissional, para que possa repercutir na própria atuação como profissional.


Referências:
1. Junior FJMN, Silva JVF, Ferreira ALC, Rodrigues APRA. A síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido: fisiopatologia e desafios assistenciais. Cadernos de graduação [Internet]. 2014. [acesso em: 20 out 2016];2(2):189-198. 2. Herdman TH, kamitsuru, S. Diagnóstico de enfermagem da NANDA: definições e classificações. 2015-2017. Porto Alegre: Artmed; 2015. 3. Cavalcante JCB, Mendes LC, Lopes MVO, Lima LHO. Clinical indicators of ineffective breathing pattern in children with asthma. Rev. Rene. [Internet]. 2010. [acesso em: 20 jun 2016];11(1):66-75.