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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 6552828

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6552828

A INTEGRAÇÃO ENSINO E SERVIÇO NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM

Autores:
Rosane Terezinha Fontana ; Jane Conceição Perin Lucca ; Zaléia Prado de Brum

Resumo:
**Introdução:** No mundo globalizado com a 4ª revolução industrial em curso, onde novas tecnologias estão fundindo os mundos físicos, digital e biológico é fundamental compreender o ensino em enfermagem, como um processo dinâmico, no qual a utilização de novas e apropriadas metodologias, permitam atender ao plano pedagógico do curso, às exigências sociais e as atuais concepções sobre o processo de aprendizagem. Formar profissionais em uma era de rápidas mudanças, em que a informação pode ser obtida em um simples clicar, exige a implementação de novas estratégias, na qual as experiências universitárias contribuam na formação do aluno, propiciando e resignificando o conhecimento teórico/prático na integração ensino/serviço. Compreende-se a integração ensino-serviço como um trabalho coletivo, pactuado e integrado de discentes e docentes dos cursos de formação na área da enfermagem com trabalhadores que compõem as equipes dos serviços de saúde, com a finalidade de melhorar o cuidado individual e coletivo e, assim estabelecer um processo educação permanente em saúde¹. A educação permanente trabalha a possibilidade da transformação, pois considera o profissional, como o sujeito do processo de construção dos saberes e práticas, no qual a educação permanente busca promover o desenvolvimento integral centrado na problematização e na aprendizagem significativa**³. **Nesse processo, articular a universidade ao campo de vivências, no trabalho, buscando interligar o espaço de formação a diferentes circunstâncias da vida real, pode estimular a proposta de levar o discente a ir adiante do domínio cognitivo e construir uma aprendizagem significativa, adotando o “aprender a aprender” e, com isso, criar condições para o exercício profissional criativo, reflexivo, argumentativo e crítico, agindo como ator social propositivo de mudanças para o novo modelo de atenção à saúde². Além disso, essa integração ensino/serviço contribui para estabelecer e propicia momentos de reflexão e discussão sobre a práxis dos profissionais e seu papel para a transformação e consolidação de estratégias que auxiliem para melhorar o modelo de atendimento da atenção básica de saúde. **Objetivo: **Refletir sobre integração ensino/serviço como ferramenta para a construção do conhecimento pautada na ação dialógica, nas práxis para melhoria da gestão da atenção básica. **Metodologia: **Estudo descritivo do tipo relato de experiência, que foi aplicado na disciplina de estágio supervisionado IIB, por 8 discentes e 2 docentes do 10º semestre do curso de graduação de enfermagem, de uma universidade comunitária, da região Noroeste, do estado do Rio Grande do Sul. A disciplina de Estágio Supervisionado em Coletiva (ESC) IIB, busca aliar o desenvolvimento prático dos conhecimentos adquiridos durante o transcurso das disciplinas do curso, voltadas para a atuação do enfermeiro no cuidado integral ao ser humano, através da vivência em ambiente real de trabalho, que contemplem o planejamento e avaliação de atividades pertinentes as realidades vivenciadas. As atividades ocorreram durante o 2º semestre de 2017, no auditório da secretária municipal de saúde, com 22 enfermeiros da unidade básica de saúde (UBS) e nas estratégias de saúde da família (ESF) e, alguns gestores. Ocorreram sete encontros de duas horas, a cada 15 dias, nas quartas-feiras. Os temas abordados foram: comunicação, sentimentos, inteligência emocional, humanização e comunicação, ética, grupo operativo e acolhimento e vinculo. Os encontros foram ministrados através de oficinas, utilizando diferentes metodologias PowerPoint, dinâmicas, grupos interativos e reflexivos, música e aula expositiva dialogada. A cada encontro um docente e dois discentes preparavam o tema a ser abordado e ao final de cada atividade reunia-se todo o grupo do ESC, para avaliar e refletir sobre os pontos positivos e negativos do encontro, no qual os alunos expunham sua visão do aproveitamento que os enfermeiros manifestavam sobre os diferentes temas. **Resultados:** Diante das impressões dos participantes docentes, discentes, enfermeiros e gestores pôde-se perceber que, na maioria dos temas discutidos os participantes puderam expor suas angustias, aflições e dificuldades para a aplicabilidade do processo de Humanização nas UBS e ESF. Alguns temas, como sentimentos, inteligência emocional e ética fizeram os participantes demostrarem maior interesse e interação com o assunto, manifestando-se através de falas, mas, também com um silencio profundo. Esses encontros tiveram como ponto positivo a integração ensino/serviço num processo interdisciplinar, que oportuniza inserir o discente de forma precoce no mundo do trabalho, construindo para o conhecimento, aplicando e realizando trocas de informações com os profissionais dos serviços, o que torna mais ampla as ações para serem aplicadas no dia a dia, junto a coletividade. Entre os aspectos negativos pode-se citar as questões de adesão de alguns profissionais as oficinas, o que oportunizava a descontinuidade do processo. Dessa forma, considera-se que o caminho percorrido para a reflexão e discussão da implantação do modelo de humanização na atenção básica exige, um processo de educação permanente, para o exercício profissional, no qual a construção e produção do conhecimento estejam vinculados as questões da sociedade contemporânea. **Conclusão/implicações para a enfermagem: **A integração ensino/serviço como estratégia de desenvolvimento profissional é um desafio que cria condições para um processo de educação permanente, no qual a universidade e a formação dos novos profissionais necessitam articular uma construção e produção de saberes, em que o discente atue, como sujeito de aprendizagem e contextualizador das questões controversas, sendo aquele que não somente considera a dimensão cultural, social e política da realidade, mas que procura articular com a produção intelectual do período enfocado. Então, é importante que se mantenha na formação e na academia um processo, no qual exista o quadrilátero entre o ensino, a pesquisa, extensão e serviço e, não a inseparabilidade, pois, assim o discente em sua aprendizagem vivencia e contextualiza situações agudas e crônicas do cotidiano do mercado de trabalho e das condições que afetam o exercício profissional. Ainda são necessários mais estudos, para termos um resultado mais efetivo sobre a metodologia de integração ensino/serviço, mas o desafio está em contribuir para o aprimoramento da formação e a qualificação dos profissionais de saúde centrada em ações orientadas nas necessidades da população, fortalecendo, dessa forma o sistema único de saúde


Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Humanização do parto e do nascimento (Cadernos HumanizaSUS). Brasília: Ministério da Saúde; 2014. [acesso em 10 fev 2018]. Disponível em: http://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_parto.pdf 2. Campos NF, Maximino DAFM, Virgínio NA, Souto CGV. A importância da enfermagem no parto natural humanizado: uma revisão integrativa. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança. 2016 abr;14(1):47-58. [acesso em 10 fev 2018]. Disponível em: www.facene.com.br/wp-content/uploads/2010/11/5.-A-IMPORTÂNCIA-DA-ENFERMAGEM-NOPARTO_PRON TO.pdf 3. Almeida OSC, Gama ER, Bahiana PM. Humanização do parto: a atuação dos enfermeiros. • Revista Enfermagem Contemporânea. 2015 Jan./Jun.;4(1):79-90. doi: 10.17267/2317-3378rec.v4i1.456. [acesso em 10 fev 2018]. Disponível em: file:///C:/Users/Fmellos/Downloads/456-2257-1-PB%20(1).pdf 4. Caralo ILCM. A participação do enfermeiro no parto humanizado: uma revisão bibliográfica [monografia]. Brasília: Faculdade de Ciências da Educação e Saúde; 2014 [acesso em 10 fev 2018]. Disponível em: repositorio.uniceub.br/bitstream/235/5664/1/m1.pdf.