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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 6225488

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6225488

DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM SALA DE PROCEDIMENTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Autores:
Adriana Caetano ; Lidiane Dias dos Anjos

Resumo:
**DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM SALA DE PROCEDIMENTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA** _Lidiane Dias dos Anjos_[1]__ Adriana Caetano[2] **INTRODUÇÃO**: Um enfermeiro capacitado colabora diretamente para o aprimoramento da equipe de trabalho, para a promoção de saúde e segurança do paciente. Considerando que, os ensinos teóricos e práticos dos profissionais de enfermagem devem ser aprimorados a cada dia, podemos dizer que a Educação Continuada (EC) se faz necessária em todos os setores da saúde, sendo uma ferramenta essencial, para fazer com que o profissional entenda a realidade do setor em que trabalha_._ Outro fator importante são os materiais utilizados que muitas vezes o profissional por falta de conhecimento e/ou prática pode acabar elevando os custos. Para que isso não ocorra o gestor da unidade deve manter os profissionais, atualizados em relação aos valores dos materiais utilizados.  Após a atualização da equipe se faz necessário traçar objetivos e planos para verificar se a mesma está sendo alcançada,  uma vez que não se pode controlar algo que não foi definido (BARBOSA. R.M, 2014). Para que haja uma eficácia no tratamento das lesões cutâneas além das técnicas da realização do curativo, deve-se atentar para existência de protocolos empregados na prática clínica pelo Enfermeiro que enfatizam dados importantes como: o estado geral do paciente, o exame físico direcionado de acordo com a causa da lesão, e a escolha do tratamento considerando o tipo de cobertura a ser aplicada (COSTA, K. S.; et al 2012; apud OLIVEIRA, B. G. R. B. et al 2006). Atualmente nos serviços de saúde, se tratando de serviço público, observa-se que há diversidade de técnicas e tipos de curativos que permeiam as equipes de enfermagem, também a complexidade dos ambientes de trabalho são os desafios de se prestar uma assistência humanizada e de qualidade (CUNHA, M. B. et al. 2015). **OBJETIVO**: Verificar se o profissional de enfermagem que atua na sala de procedimento da atenção primária tem dificuldades em relação ao tratamento de feridas e realizar a promoção de saúde. **MÉTODO**: Trata-se de um estudo realizado através de pesquisa de campo descritiva de caráter exploratório com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada com as 22 equipes Estratégia de Saúde da Família (ESF) que estão distribuídas nas 10 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Caraguatatuba no Litoral Norte de São Paulo, com 100.840 habitantes (IBGE, 2010). Fizeram parte deste estudo 13 (59,09%) enfermeiros, e 33(78,57%) dos auxiliares de enfermagem que atuam nas salas de curativo. Os quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Foram excluídos os profissionais que não atuam na sala de curativo e os que estavam ausentes na instituição no momento da pesquisa. Antes de iniciar a coleta de dados, o projeto de pesquisa foi apresentado ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Cruzeiro do Sul, para análise e foi aprovado com parecer nº 046_2016. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi elaborado respeitando os princípios da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde (BRASIL, 2013). Considerou-se pesquisa de risco mínimo e os benefícios obtidos são diretos, oferecendo subsídios para outros estudos e para ações que visem melhorar à qualidade de trabalho para os profissionais de enfermagem. Inicialmente foi solicitada a autorização para o EXº Sr Secretário de Saúde, e após, foi elaborado um cronograma para que não interferisse na escala de trabalho dos participantes. Foram utilizados dois questionários, um para os auxiliares e técnicos de enfermagem (1) e outro para os enfermeiros (2). **RESULTADOS:** Sete (21,21 %) auxiliares de enfermagem não receberam nenhum tipo de atualização para trabalhar na sala de curativo, e os que receberam algum foi através do programa de feridas grau II que atende alguns pacientes em dias específicos (programa pertence à prefeitura) ou em contratações em empresas anteriores. Todos os auxiliares de enfermagem (N=33;100%) concordam que é necessária atualização sobre procedimentos com feridas e tipos de coberturas. Em relação as orientações sobre os cuidados, 24(69,70%) consideram estar preparados para realiza-las, 9(27,27%) não estão, em relação as orientações sobre a promoção de saúde e curativos 17(51,52%) não souberam responder e 16(48,48%) relatam que a fazem na hora do procedimento de forma verbal através de “_orientação com os cuidados (aux.16,17 e18) ”_, “explicando dia a dia (aux.2) ”, “com técnicas corretas (aux.27) ”. Em relação ao controle dos pacientes que fazem curativos diários 21(63,64%) relatam ter controle e 12(36,36%) não tem. Ao analisar a disponibilidade dos materiais usados para a realização dos procedimentos, evidenciou-se que dos 33 profissionais, 4 (12,12%) estão insatisfeitos, 9 (27,27%) satisfeitos e 20 (60,61%) estão pouco satisfeitos, e relatam que nem sempre tem os materiais necessário para realizar os curativos. As escolhas dos materiais para curativo é feita baseada no que a instituição de saúde disponibiliza e não conforme a necessidade de cada caso (fisiológica ou finalidade do insumo). Sobre a frequência da avaliação dos pacientes por enfermeiros, evidenciou-se uma divergência entre as respostas dos profissionais, entre os auxiliares de enfermagem: 6(18,18%) fazem diário, 19(57,58%) semanal, 4(12,12%) mensal. Já os enfermeiros responderam, 2(15,38%) realizam avaliação diária e 10(76,92%) semanal, 1(7,69%) mensal. Quatro(30,77%)  enfermeiros relatam já ter recebido treinamento/atualização, e 9(69,23%) dizem que ainda não receberam e isto pode influenciar no atendimento e satisfação do cliente ,3(23,08%) dizem que os clientes estão satisfeitos, e 10(76,92%) dizem que os clientes não estão. Em relação aos fatores que possam facilitar o papel dos enfermeiros como educadores nas instituições são: “reunião de equipe (enf.4)”, “aderência da população(enf.11)”.Os fatores que possam dificultar são:” falta de capacitação, não aderência do paciente ao procedimento(enf.2)”, “falta tempo (grande demanda de pacientes) (enf.4)”, “Falta de espaço físico para realizar grupos na unidade(enf.11)”, “acumulo de funções, poucos funcionários, número alto da população assistida(enf.12)”, “tempo para realizar o papel de educador(enf.8)”. **CONCLUSÃO**: Os profissionais não receberam da atual empresa que administra as unidades de ESF um aprimoramento/atualização para atuar no setor; quando receberam foi de  empresas anteriores; a maior parte dos profissionais tem mais de 3 anos de formação, o que pode levar a uma possível falta de conhecimento em relação às novas atualizações de procedimentos e técnicas referentes aos curativos, os profissionais não tem conhecimento teórico sobre o espaço físico da sala de procedimento, falta algum tipo de documento e/ou prontuário para acompanhar a evolução dos tratamentos dos curativos crônicos, todos os participantes almejam receber educação/aprimoramento para aprimoramento das técnicas. A falta de tempo devido à agenda cheia e falta de espaço físico dificultam a realização dos programas, fazendo com que não consigam realizar a promoção de saúde para todo os usuários. **CONTRIBUIÇÕES/IMPLICAÇÕES PARA ENFERMAGEM**: À partir dos dados obtidos sugere-se que seja verificada a possibilidade de implantar um sistema de controle para os pacientes portadores de feridas crônicas para que seja acompanhada a evolução do tratamento por todos que atuam nas salas de procedimentos, e, que seja realizado com frequência um programa de educação aos profissionais do serviço de saúde. * * * [1] Enfermeiro, Mestre, Professor, Centro Universitário Módulo, ldanjos@gmail.com [2] Enfermeiro, Centro Universitário Módulo


Referências:
1 Capra, F. O ponto da mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. Cultrix: São Paulo, 2006. 2 Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Enfermagem, Medicina e Nutrição nº 1133/2001. Brasilia, DF, 2001. 3 Souza, C.S.; Iglesias, A.G.; Pazin-Filho, A. Estratégias inovadoras para métodos de ensino tradicionais – aspectos gerais. Faculdade de Medicina, Ribeirão Preto- Usp, v. 47, n. 3, p.282-292, 19 jun. 2014. 4 Almeida, H.G.G.; Filho, O.F.F. Educação permanente de docentes: análise crítica de experiências não sistematizadas. Revista Brasileira de educação médica, Londrina, v. 32, n. 2, p.240-247, 10 fev. 2008.