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6013028 | EXPERIÊNCIAS DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER REGIONAL BAHIA ATRAVÉS DE GRUPOS DE APOIO | Autores: Adriano Cezar Balthazar da Silveira Gordilho ; Raniele Araújo de Freitas ; Tânia Maria de Oliva Menezes ; Marina Filgueiras Gordilho ; Izabella Almeida Ferreira Campos |
Resumo: **Introdução:** A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é uma entidade privada, de natureza civil, sem fins lucrativos, atuante por meio de 24 regionais, nas cinco regiões do país. A ABRAz oferece apoio e contribui para a superação de dificuldades enfrentadas desde o momento do diagnóstico até as etapas mais avançadas da doença1. Muitos dos familiares que se beneficiam do trabalho oferecido acabam se tornando multiplicadores e voluntários. A Associação Brasileira de Alzheimer regional Bahia (ABRAz-BA) oferece apoio a cuidadores e familiares de pessoas com Doença de Alzheimer (DA) e outras demências similares, por meio de dois grupos: grupo de apoio informativo e grupo de apoio social e emocional. O grupo de apoio informativo promove informações por meio de palestras, com temas relevantes para os familiares e cuidadores, proporcionando através do conhecimento um melhor cuidar, promovendo uma qualidade de vida para seus idosos. Já o grupo social e emocional é caracterizado, essencialmente, como espaço de troca de experiência e reflexão. Compreendendo a DA como uma epidemia mundial, os grupos de apoio tornam-se um espaço de encontro, aprendizagem e troca de experiências oferecida aos familiares e cuidadores de idosos com DA e outras demências, na qual os participantes e profissionais de saúde têm a oportunidade de refletir sobre a tarefa de cuidado sob novas perspectivas, ao encontrar novas estratégias para superar dificuldades e descobrir novas formas de lidar com o cotidiano modificado, ressignificando-o. **Objetivo: **Descrever as experiências da Associação Brasileira de Alzheimer regional Bahia através dos grupos de apoio informativo e social e emocional. **Descrição metodológica:** Relato de experiência das atividades desenvolvidas pela ABRAz-Bahia, na cidade de Salvador, durante o ano de 2017. Os grupos de apoio realizaram atividades de março a novembro, quinzenalmente, sendo um grupo informativo e um grupo social e emocional por mês, com duas horas de atividade. O grupo social e emocional funcionava no turno vespertino, das 14:00 às 16:00 e o grupo informativo à noite, das 19:00 as 21:00. As reuniões foram realizadas em uma sala de um Centro Comunitário de uma paróquia de Salvador. Os encontros são gratuitos, abertos, ou seja, sem agendamento prévio e conduzidos por voluntários, profissionais de diversas áreas do conhecimento. **Resultados: **Os grupos de apoio social e emocional teve suas atividades conduzidas por uma enfermeira docente e uma fisioterapeuta. São de caráter vivencial e oferecem oportunidade para que o cuidador possa estar diante de pessoas que passam por situações semelhantes, experimentando sensações de pertencimento, acolhimento e conforto, uma verdadeira “roda de conversa”. Os principais temas/atividades desenvolvidas foram: 1. Quem sou eu? 2. Facilidades e dificuldades no cuidado e relacionamento com o idoso com Doença de Alzheimer; 3. Cotidiano do cuidador; 4. Exercícios de respiração e dinâmica da alteridade; 5. Importância da Família na evolução da doença. Os encontros permitiram conhecer um pouco do cotidiano das pessoas que atuam como cuidadores e familiares de idosos com Doença de Alzheimer, bem como suas facilidades, dificuldades, emoções, limitações, desgastes, bem como a dedicação com que cuidam de seu familiar. O grupo de apoio informativo tinha como responsáveis duas fisioterapeutas, uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga. Nas palestras foram apresentados os seguintes temas: 1. Doença de Alzheimer, o que você precisa saber; 2. Alterações fonoaudiológicas na Demência de Alzheimer - enfoque na deglutição; 3. Bate papo sobre Alzheimer: a experiência de um neto cuidador; 4. Diga não à violência contra a pessoa idosa; 5. Adaptando e readaptando a casa do idoso com demência: uma experiência vivida e contada; 6. Atuação da fisioterapia na DA; 7. A família e o cuidar: repercussões psicológicas e estratégias de enfrentamento; 8. Atuação da enfermagem nas diferentes fases da DA. Foram encontradas tanto facilidades como dificuldades durante todo o processo dos grupos no ano de 2017. As facilidades foram a variedade de convidados da equipe multidisciplinar, com informações e orientações relevantes. Além disso, todos os palestrantes convidados foram orientados a ter uma linguagem mais acessível para familiares e cuidadores. Isto possibilitou um aprendizado mais fácil das informações. No final dos grupos, sempre tinha tempo para esclarecimento das dúvidas. Alguns materiais impressos foram distribuídos para familiares e cuidadores, permitindo dicas rápidas, orientações básicas que eles pudessem levar para casa e ter acesso sempre que quisessem. Dentre as dificuldades destaca-se o acesso ao local, principalmente para o grupo informativo que funcionava a noite. Outra dificuldade foi à divulgação, pois não tínhamos recursos para bancar um maior alcance. Observou-se que alguns temas chamavam mais atenção do que outros. A presença de um médico geriatra estimulava a presença de um maior número de pessoas, porém houve outros temas tão relevantes quanto, mas, não teve o mesmo público esperado. **Conclusão: **A experiência serviu como base para o planejamento de atividades para o ano de 2018, na qual buscou-se implementar novas estratégias, objetivando atingir um maior número de pessoas que se beneficiem com as informações, orientações e treinamentos, de forma a contribuir para o preparo dos cuidadores para a tarefa de cuidado, tornando-os mais seguros e confiantes para uma relação de qualidade, com atenção às necessidades da pessoa idosa vulnerável. Além disso, foi possível desmitificar as ideias equivocadas sobre a doença, sua evolução e tratamentos, sejam farmacológicos ou não. Os encontros possibilitaram aos familiares e cuidadores receber informações sobre a doença e cuidados, esclarecimento de dúvidas, bem como a partilha de experiências. Com essas informações, família e cuidadores podem contribuir para melhoria da qualidade de vida de pessoas com a doença. A experiência tem mostrado aos profissionais envolvidos a necessidade de continuar investindo em temas que contemplem não somente as necessidades da pessoa idosa com a Doença de Alzheimer, mas também dos seus familiares e cuidadores. **Contribuições/implicações para a Enfermagem: **A(o) enfermeira(o) pode tornar-se um agente capaz de verificar a estrutura e dinâmica familiar, bem como estruturas sociais e econômicas, através da realização de atividades de grupo. Após a avaliação diagnóstica deste profissional, que compartilha com a equipe, a família deve receber esclarecimentos quanto a patologia, tratamento e prognóstico. A enfermagem pode estimular a família a envolver-se ao máximo nos cuidados e atenção à pessoa idosa com DA, com a modificação nos planos de cuidados, considerando que a evolução da doença torna cada vez maior a dependência da pessoa. A academia deve investir em ações em parceria com a ABRAz, visando ampliar os recursos humanos para o cuidado à pessoa idosa com demências.
Referências: REFERENCIAS:
1 SOUZA, B; SILVA, Z. Manejo do Cateter Venoso Central Totalmente Implantado em Pacientes Oncológicos e Hematológicos. Ano de 2014. Disponível em:
http://bibliotecaatualiza.com.br/arquivotcc/EON/EON06/SOUZA-barbara-SILVA-zenilda.pdfAcesso em: 15/09/2017.
2 Gomes AR, Sá SPC. Perfil dos pacientes e cateteres venoso central totalmente implantado de um hospital de oncologia. Rev enferm UFPE online, 2014; 8(7). Disponível em: http://www.revista. ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/download/6143/9453 Acesso em: 16/11/2017.
3 OLIVEIRA, T. F. DE; RODRIGUES, M.C. S. Enfermagem na prevenção de infecção em cateter totalmente implantado no paciente oncológico. CogitareEnferm. 2016 Abr/jun; 21(2): 01-05 Disponível em: file:///C:/Users/ASUS/Downloads/document%20(1).pdf
4 AVILA, A. Benefício da manutenção de port-a-cath em pacientes de seguimento clínico acompanhados no ambulatório de oncologia. Eletrôn. Atualiza Saúde. V.6, n.6,p.90-95, 2017. Disponível em: file:///C:/Users/ASUS/Desktop/8%C2%BA%20SEMESTRE/Artigo%20Est%C3%A1gio%20II/ESSE%20AQUI%20RESUL%20DISC.pdf Acesso em: 14/11/2017.
5 PIRES, N; VASQUES, C. Conhecimento de Enfermeiros acerca do manuseio de cateter totalmente implantado. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2014 Abr-Jun; 23(2): 443-50. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v23n2/pt_0104-0707-tce-23-02-00443.pdf Acesso em: 15/09/2017. |