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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 5994403

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5994403

CONSTRUÇÃO E APLICAÇÃO DE UM INSTRUMENTO PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores:
Mayara Cedrim Santos ; Aurélia Jandira de Souza Melo Verçosa ; Elizabeth Moura Soares de Souza ; Danielly Acioli Galvão de Souza ; Talita Lucio Chaves Vasconcelos

Resumo:
INTRODUÇÃO: A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) tem o propósito de promover uma assistência integral, continuada, participativa, individualizada, documentada e avaliada, no qual o paciente é singular, além de possibilitar a avaliação da assistência prestada1. Tal metodologia preconiza a atuação do enfermeiro nos períodos pré-operatório, transoperatório e pós-operatório. As estratégias a serem utilizadas na fase pré-operatória incluem a entrevista e a análise de prontuário, a partir das quais as informações relevantes são identificadas para o planejamento do cuidado nas fases seguintes. A fase tranoperatória é caracterizada pela realização dos cuidados identificados na fase anterior, utilizando-se como meio a observação e monitoração do paciente e do ambiente. Por fim, realizam- se as visitas pós-operatórias no leito do paciente após a cirurgia2.  O Enfermeiro é peça na aplicação de todas as fases da SAEP, integrando a equipe na realização dos cuidadosperioperatórios3. Na operacionalização da SAEP os instrumentos sistematizados podem auxiliar as equipes envolvidas no cuidado do paciente cirúrgico, sejam elas de enfermagem ou médica, a garantir uma assistência segura, e nele deve constar informações individuais do paciente, com dados de identificação, anamnese, exame físico e necessidades de cuidados de enfermagem (diagnósticos de enfermagem), além de intervenções e avaliação dos cuidados oferecidos4.  A SAEP deve ser planejada e aplicada por enfermeiros (as), preferencialmente especialistas em enfermagem cirúrgica e atuantes na área. Para tanto, é possível aprimora-se com cursos de atualização, treinamentos e utilização de pesquisas publicadas sobre o tema3. OBJETIVO: Relatar a experiência de atualização e aplicação de um instrumento para registro da SAEP, utilizando a linguagem da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE). METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência sobre a atualização e aplicação de um instrumento perioperatório de aplicação rápida e fácil5, em um hospital público de Alagoas, durante o segundo semestre de 2017. RESULTADOS: O instrumento perioperatório foi elaborado e implantado em 2004, no referido hospital por enfermeiros envolvidos com o cuidado perioperatório, após ampla discussão. O seu preenchimento inicia no setor de admissão e alta, local onde o paciente passa durante a admissão hospitalar, retornando ao mesmo, na alta. Neste setor o enfermeiro inicia o preenchimento do instrumento realizando a consulta de enfermagem com a coleta de dados iniciais, após esse momento o instrumento segue com o paciente para a clínica cirúrgica, onde o enfermeiro preenche novamente dando continuidade ao processo, na sequência o instrumento acompanha o paciente e é preenchido no centro cirúgico (CC) e na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), finaliza quando o paciente retorna ao seu setor de origem. Existe uma variação dessa sequência de caminhos, quando o paciente vai se submeter a uma cirurgia externa, nesse caso o instrumento será preenchido no setor de admissão e alta, CC e RPA. Inicialmente, o instrumento construído, continha dados relacionados à coleta de informações específicas dos períodos pré, trans e pós-operatórios, mas não constavam os disagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem. Após avaliação da utilização do instrumento e também devido ao hospital estar implantando a SAE no prontuario eletrônico, os enfermeiros atuantes hoje, envolvidos na assistência perioperatória, decidiram atualizar o instrumento e inserir os diagnósticos e intervenções de enfermagem, na linguagem CIPE, pois foi a escolhida pelos enfermeiros de todo o hospital para compor a SAE. Para isso, realizaram uma revisão dos componentes contidos no instrumento original, avaliando sua permanência e após isso, inseriram os diagnósticos e intervenções de enfermagem mais prevalentes nas três fases perioperatória. A principio, o instrumento foi testado somente com os pacientes submetidos à cirurgia de colecistectomia videolaparoscopica, por ser uma das cirurgias realizadas com mais frequência. Participaram desse processo os enfermeiros do setor de admissão e alta do hospital com a inclusão dos diagnósticos e intervenções de enfermagem  no período pré-operatório mediato. Os dados que constam nesta fase são as condições físicas do paciente, histórico do paciente quanto alergia, cirurgias prévias, comorbidades, medicamentos utilizados e exames pré-operatórios realizados. Os enfermeiros da clínica cirúrgica participaram preenchendo os dados do período pré-operatório imediato confirmando tempo de jejum, medicamentos suspensos e exame físico. Os enfermeiros do centro cirúrgico e sala de recuperação pós anestésica foram responsáveis pela realização e registro dos cuidados no trans e pós operatório imediato. No trans operatório foram registrados dados da confirmação do paciente do sítio de cirurgia, temperatura da sala, materiais utilizados e área onde foi realizado a antissepsia, passagem de sonda vesical, local de colocação de coxins e eletrodos de retorno e grau de contaminação da cirurgia. No pós operatório imediato foram registrados nível de consciência do paciente, dispositivos portados, aspectos do curativo, queixas, exame físico, SSVV e escala de Aldrete e Kroulik. Após a implementação desta primeira fase, foram feitas as devidas modificações e adequações necessárias para que o instrumento fosse aplicado aos demais pacientes submetidos a outros procedimentos cirúrgicos. **CONCLUSÃO:** A atualização do instrumento supracitado, com a inclusão dos diagnósticos e intervenções de enfermagem obteve apoio total da equipe envolvida. Essa experiência, além de dar visibilidade às ações de enfermagem, possibilitou a avaliação e o aperfeiçoamento da assistência prestada ao paciente, bem como incentivou a equipe a manter-se atualizada. **IMPLICAÇÕES PARA ENFERMAGEM: **Esse instrumento está sendo utilizado pelos profissionais de enfermagem desde sua implantação há 14 anos, no entanto a inclusão dos diagnósticos e intervenções de enfermagem segundo a CIPE, o tornou mais completo e evidenciou a continuidade da assistência de enfermagem e dos seus registros.


Referências:
1. Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução Nº 358/2009 [Internet]. [cited 2012 Oct: 10]. Available from: http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html. 2. Argenta MI. Congruência entre o ensino da sistematização da assistência de enfermagem e o processo de trabalho do enfermeiro [tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; 2011. 3. Horta W. Processo de Enfermagem. São Paulo (SP): EPU; 1979. 4. Costa E. Hospital Colônia Sant´Ana: o saber poder dos enfermeiros e as transformações históricas (1971-1981) [tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; 2010.