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5293555 | PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE: DOS RECURSOS À GESTÃO POR ENFERMEIROS | Autores: Gabriela Marcellino de Melo Lanzoni ; Karina Sofia Tavares ; Cintia Koerich ; Rebeca Coimbra ; Alacoque Lorenzini Erdmann |
Resumo: **Introdução: **As inovações tecnológicas vêm ocupando espaço em vários setores da sociedade, inclusive no setor saúde. Nesse setor específico, existe uma necessidade premente do uso de tecnologias para melhoria das condições de educação, sendo essa capaz de modificar a prática profissional e garantir a segurança dos usuários por meio da potencialização de competências nos profissionais de saúde. Neste tocante, os profissionais de saúde estão sendo desafiados a integrar recursos tecnológicos no desenvolvimento de práticas educativas em saúde com repercussões positivas no ensino clínico(1). Diante das fragilidades no desenvolvimento das práticas educativas direcionadas ao profissional de saúde, estando estas voltadas à atualização individual, dentro de uma lógica tradicional de transmissão de informações, associadas à baixa adesão dos profissionais e participação do usuário nas discussões relacionadas ao processo saúde-doença e funcionamento dos serviços de saúde, constata-se na dinâmica dos serviços de saúde frágil adesão às mudanças na prática profissional e carência de outras conformações(2). **Objetivo: **Conhecer como os enfermeiros desenvolvem a gestão de práticas educativas nos serviços de saúde. **Descrição metodológica: **Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada nas bases de dados Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), PubMed Central (PMC), Scopus e Web of Science (WoS). Para a busca foram utilizados os descritores "Gestão em Saúde" and "Enfermagem" and “Educação”, bem como seus correspondentes na língua inglesa "Health Management" and "Nursing"and "Education". Foram selecionados 410 artigos. Ao retirar os duplicados e aplicar o limite de tempo, restaram 161 que após análise com duplo cego resultou em 18 estudos publicados entre o período de 2011 a 2017, os quais foram apresentados em duas categorias. **Resultados: **Na categoria “Recursos instrumentais e tecnológicos nas práticas educativas” destaque-se a utilização do acompanhamento telefônico, sessões e manuais educativos, telemedicina e gestão de casos. Há uma diversidade de recursos instrumentais e tecnológicos que podem ser utilizados nas práticas educativas, porém as cartilhas e manuais educativos foram os elementos mais apontados como recursos que favorecem a relação entre enfermeiro e paciente, impactando positivamente na satisfação deste, uma vez que permite ao paciente/familiar retomar as orientações, facilitando e ampliado sua autonomia. Ações educativas voltadas ao enfermeiro para o uso do telefone e de manuais educativos como estratégias de gerenciamento de casos com o intuito de ajudar os pacientes a melhorar seus conhecimentos, comportamentos e estado de saúde, diante da vivência de uma doença, é uma prática que tende a encorajar as pessoas a aderir a um comportamento preventivo além de reduzir os níveis de ansiedade e estresse(3). O uso de tecnologias nas práticas educativas como webconferência, telemedicina e telesaúde auxiliam na aproximação e fortalecimento dos profissionais de saúde. Nesse sentido, o tipo de prática educativa para o profissional de saúde precisa ser considerado, e necessita de planejamento, principalmente quando envolve tecnologias e habilidade com sistemas de informação, pois exigem um conhecimento prévio. As práticas educativas devem ser definidas juntamente com os profissionais, a fim de solucionar problemas que emergem da prática, favorecendo a mudança da realidade(4). Já na categoria “Competências para gestão das práticas educativas”, competências gerenciais como comunicação, supervisão e liderança são enfatizadas como essenciais para consolidar práticas educativas efetivas. As práticas educativas são importantes para o desenvolvimento de competências nos profissionais de enfermagem e estas competências essenciais na gestão das práticas educativas nos serviços de saúde considerando que objetivam a prática de enfermagem segura e qualificada. No entanto, quando obrigatórias, tendem a não produzir resultados positivos na prática. Estas precisam acontecer naturalmente como uma contínua troca de conhecimento, e estar voltada para a realidade laboral, sendo o enfermeiro responsável pela motivação e envolvimento da equipe(2) e para isso carecendo de formação gerencial. Neste tocante, a interface entre educação e assistência à saúde é capaz de favorecer aos profissionais e usuários educar e educarem-se permanentemente nos diversos espaços e momentos, carecendo de estratégias de gestão para a qualificação da assistência à saúde por meio de práticas educativas que favoreçam o processo de mudança necessário(5). **Conclusão:** Este estudo permitiu evidenciar a emergente necessidade de práticas educativas permanentes nos serviços de saúde e a importância da efetivação dessas práticas tanto para a equipe de saúde como para o paciente e família, destacando o enfermeiro como potencial gestor e disseminador de conhecimento. Como limitação alguns estudos apresentaram pouco detalhamento sobre o planejamento e implementação das práticas educativas dificultando a análise dos benefícios e da qualidade da prática realizada. Destaca-se a necessidade de pesquisas que desenvolvam a atuação do Enfermeiro na área de gestão de casos e de acompanhamento telefônico considerando esta uma lacuna para o desenvolvimento da práxis da enfermagem. ** Contribuições para a Enfermagem: **Traz como contribuição para a prática do enfermeiro subsídios para gestão das práticas educativas por meio recursos tecnológicos e instrumentais capazes de fortalecer o vínculo e adesão dos usuários ao autocuidado, e de competências profissionais que visam o desenvolvimento da equipe, autonomia do usuário e crescimento institucional.
Referências: 1- Neme B. Obstetrícia Básica. 3ª Edição. São Paulo: Sarvier; 2006.
2- Organização Mundial de Saúde. Informe mundial sobre la diabetes: resumen de orientación. Ginebra: WHO; 2016
3- Organização Pan-Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Sociedade Brasileira de Diabetes Rastreamento e diagnóstico de diabetes mellitus gestacional no Brasil. Brasília, DF: OPAS, 2016. 32p.: il.
4- Diagnóstico de Enfermagem - NANDA: Definições e Classificação 2015-2017. Organizadoras: T. Heather Herdman, Shigemi Kamitsuru ; Tradução: Regina Machado Garcez ; Revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros, et al. Artmed 2017.
5- Bulechek, MG, Butcher, KH, Dochterman, MJ, Wagner, MC. NIC – Classificação das Intervenções de Enfermagem. Tradução da 6ª edição. Elsevier 2016 |