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5137979 | PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA REGIÃO VENTROGLÚTEA: UMA REVISÃO DE LITERATURA | Autores: José Carlos da Silva Lins ; Amanda Cavalcante de Macedo ; Joyce dos Santos Barros |
Resumo: **Introdução: **o presente estudo tem por objeto a produção científica acerca da administração de medicamentos na região ventroglútea. Pesquisas com esta temática são essenciais considerando os benefícios que a técnica traz e ainda devido à sua pouca utilização. Também se faz necessário estudar sobre o conhecimento e domínio da técnica, para que essa seja realizada com segurança. **Objetivos:** analisar a produção científica sobre administração de medicamentos pela via intramuscular na região ventroglútea, com o propósito de explorar o conhecimento sobre o tema e identificar as problemáticas abordadas nos artigos em relação à administração de medicamentos pela via ventroglútea. **Descrição metodológica**: a metodologia proposta foi revisão narrativa de literatura. A questão norteadora desta pesquisa foi “o que traz a produção científica sobre a administração de medicamentos pela via intramuscular?”. Assim, foi realizada busca em bancos de dados online como PUBMED, BIREME E SCIELO, de artigos publicados no recorte temporal de 1977 a 2015. Os descritores utilizados foram “região ventroglútea”, “administração de medicamentos”, com sua tradução correspondente na língua inglesa. Os critérios de inclusão para a seleção dos artigos foram: artigos originais de pesquisa sobre administração de medicamentos pela via intramuscular na região ventroglútea, publicados em português e inglês, estudos apresentados em congressos e seminários, dissertações e teses. Foram excluídos da seleção editoriais e relato de caso. Nesta revisão foram identificados 30 artigos científicos obedecendo aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos. Destes foram selecionados 13 estudos, originais e distintos, que compõem os resultados apresentados a seguir. **Resultados:** A região ventroglútea ou de Hochstetter foi descoberta em 1954 pelo anatomista suíço von Hochstetter e foi descrita pela primeira vez na literatura de enfermagem pela enfermeira Wempe no ano de 19611-4. Aplicação de medicação na região ventroglútea consiste na ação de injetar uma medicação nos músculos glúteos médios e mínimos, sendo uma aplicação profunda, distante de vasos sanguíneos calibrosos e nervos grandes2-3. Existem características anatômicas importantes na administração de medicamentos pela via intramuscular como: espessura muscular grande, uma vez que a zona central do músculo tem em média 4 cm; ausência de vasos e nervos importantes; profundidade selada por osso; direção adequada dos feixes musculares, que previnem o deslizamento do medicamento administrado; impossibilidade de quaisquer vasos ou nervos serem atingidos, mesmo em tentativas de mau direcionamento da agulha; tem especial indicação para crianças devido à precisão da localização embasada em limites anatômicos; pode ser indicada tanto para clientes magros ou edemaciados uma vez que o tecido subcutâneo é facilmente palpável para determinar a sua espessura; impõe um único cuidado na administração das injeções, que é direcionar ligeiramente a angulação da agulha para a crista ilíaca. Como a área dorso-glútea tem um maior potencial de causar sérias complicações, a área ventroglútea é recomendada como a melhor alternativa1-4. A região ventroglútea tem pouca utilização na prática profissional, já que os profissionais optam por outras regiões (dorso glútea, deltoidea e face anterolateral da coxa) por conhecerem melhor seu posicionamento. Entretanto a via que oferece melhores vantagens para administração de medicamentos intramusculares é a ventroglútea, proporcionando menor risco para o cliente e não ter contraindicação em relação a idade4. As ocorrências adversas advindas da prática dos profissionais de saúde continuam presentes no cotidiano apesar dos grandes avanços tecnológicos em todas as áreas da saúde3. Esta temática vem sendo discutida em diversas publicações nacionais e internacionais, dada a grande importância que este conteúdo representa para o sistema de saúde, pacientes, familiares, profissionais e sociedade como um todo1-4. **Conclusão:** os artigos apontaram que esta via proporciona para uma prática segura, evidenciando a necessidade de constantes atualizações da equipe de enfermagem assistencial, a fim de possibilitar uma prática profissional com bases científicas e seguras. Percebeu-se que há no Brasil uma carência de publicações que utilizam esse método de desenvolvimento de pesquisa. Ficou evidenciado que a administração de medicamentos intramusculares na região ventroglútea proporciona menores riscos à saúde do paciente/usuário, sendo uma prática segura quando há conhecimento da técnica. **Contribuições para enfermagem:** o presente estudo traz subsídios para uma reflexão sobre uma prática segura na assistência de enfermagem em administração de medicamentos, além de proporcionar embasamento teórico sobre um tema que é pouco abordado durante a graduação. Contribuindo no processo para discussão da autonomia profissional e aplicabilidade de técnicas seguras e benéficas ao paciente. A revisão também contribuiu para o processo de formação e reflexão acadêmica.
Referências: 1. Moita, F.M.G.S.C ; Andrade , F.C.B; Ensino-pesquisa-extensão: um exercício de indissociabilidade na pós-graduação. Revista Brasileira de Educação v. 14 n. 41 maio/ago. 2009;
2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacinal de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS);
3. AlmeidaI, F.C.M.; MacielI,A.P.P; Bastos, A.R.; Barros, F;C.; Ibiapina,J.R,; Souza,S.M.F; Araújo,D.P Avaliação da Inserção do Estudante na Unidade Básica de Saúde: Visão do Usuário. REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MÉDICA 33 36 (1, Supl. 1) : 33-39; 2012;
4. Universidade Salvador (UNIFACS). Regulamento do Programa de Integração Saúde Comunidade – PISCO. Disponivel em: . Acesso em 10 de março de 2018;
5. Santos, Boaventura Sousa. A universidade no século XXI. São Paulo: Cortez, 2004 |