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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 4497710

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4497710

EXPECTATIVAS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NAS UNIDADES DE SAÚDE

Autores:
Helga Regina Bresciani ; Karla Barzan ; Daniella Farinela Jora ; Angela Maria Blatt Ortiga ; Elizimara Ferreira Sigueira

Resumo:
**Introdução: **A Enfermagem evoluiu consideravelmente em relação ao início da profissão e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) contribuindo muito para a sua projeção. A SAE representa a organização do trabalho segundo as etapas de seu desenvolvimento 1. É uma ferramenta que deve ser utilizada pela Enfermagem através do planejamento, organização e execução do cuidado, além do gerenciamento da assistência da Enfermagem**. Objetivo**: Apresentar as expectativas dos profissionais de Enfermagem durante a 1ª Conferencia de Enfermagem de  Santa Catarina (1ª Corenf) em relação ao eixo Sistematização da Assistência de Enfermagem e apresentar as iniciativas realizadas /ou previstas pelo Coren/SC para viabilizar estas propostas. **Metodologia**: Durante a 1ª Corenf o Coren/SC realizou sete etapas regionais e uma etapa estadual, o trabalho foi realizado em grupo sendo que um dos eixos discutidos foi a SAE. As propostas aprovadas na etapa estadual por 300 delegados eleitos nas etapas regionais e estão disponíveis no anais da 1ª Corenf disponível no site do Coren /SC. As propostas foram separadas por órgão indicado para a sua execução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Sindicatos, Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) de Santa Catarina, Assembleia  Legislativa de Santa Catarina (Alesc)  e Coren) e entregues a presidente (a) de cada órgão visando à viabilização das mesmas. As propostas indicando o trabalho conjunto da Aben e Coren foram entregues para a diretoria da Aben/SC em reunião visando fortalecer a parceria já existente para a efetivação da proposta realizadas  de  forma  conjunta.  Propostas indicadas ao Coren estão sendo incorporadas ao planejamento estratégico da gestão 2018-2020 e estão descritas nos eixos de campanha da nova gestão. **Resultado**: Na gestão 2015 a 2017foram realizados 4.882 fiscalizações do exercício profissional de Enfermagem pelo Coren/SC. Apenas 4 municípios não foram fiscalizados nesta ultima gestão. A política do Coren SC é fiscalização de caráter orientativo, quando identificado  a não realização de registro de Enfermagem no prontuário do paciente e a não realização de SAE o fiscal orienta e dá um prazo para a mudança do quadro, na fiscalização de retorno se a situação permanecer a mesma o Responsável Técnico e gestor que representa a instituição são notificados conforme o não cumprimento da resolução 2. Foram 28 propostas aprovadas na Conferencia que indicam a preocupação da categoria com relação ao tema. Destacamos as seguintes categorias identificadas nas propostas: Fomentar pesquisas relacionadas à SAE e o impacto financeiro desta para a instituição (2). Aumentar a fiscalização da formulação e utilização dos protocolos assistenciais, operacionais, de fluxo além dos registros de Enfermagem no prontuário (2). Avaliação de desempenho dos funcionários e dos serviços incluam critérios relacionados à implementação e execução da SAE, protocolos  assistenciais e indicadores de qualidade da assistência de Enfermagem (2). Cursos de qualificação/ atualização em EAD e presenciais na qualificação para a SAE e processo de Enfermagem, voltado para enfermeiros assistencial, responsáveis técnicos, fiscais do Coren,(8).Criar nas Instituições de Saúde a Comissão de SAE e elaborar e divulgar cadernos de orientação a respeito (2). Estabelecer parcerias entre universidades e secretarias municipais de saúde para auxílio no desenvolvimento da SAE (2). Sensibilizar os profissionais para expor aos gestores a necessidade de dar condições para a implantação e realização da SAE com estrutura física, equipamentos, quantidade adequada de profissionais (1). Criar meios que promovam marketing e visibilidade da Enfermagem os para gestores das instituições hospitalares e dos municípios relacionando com a SAE (3). Parcerias para incluir a tema SAE em espaços de discussão desenvolvidos pela Coren/SC, ABEn, sindicatos e decisões sobre a SAE (3). Lutar para que o projeto de lei de educação permanente seja aprovado e quando aplicado nas instituições tenha foco na SAE, utilizando uma taxonomia para o diagnóstico de Enfermagem e que a prescrição de Enfermagem seja reconhecida multiprofissional mente (1) e Regulamentar o reconhecimento da prescrição do enfermeiro junto às operadoras de saúde suplementar (1). **Conclusão,** as propostas aprovadas na Conferencia permite identificar as fragilidades e as potencialidades para que possamos avançar na melhoria dos registros dos prontuários e na implantação da SAE nas Unidades de Saúde do Estado de Santa Catarina. Destaca-se aqui a necessidade expressa pelos participantes de momentos de capacitações, pois já é conhecido em outros estudo 3-4 que os enfermeiros se se sentem pouco capacitados para a implantação do Processo de Enfermagem ou Sistematização da Assistência de Enfermagem em seu local de trabalho. Espera-se mostrar aos gestores que para a implementação de uma assistência de Enfermagem adequada é necessário à mudança da visão destes gestores sobre este processo oferecendo recursos suficientes (tempo, pessoal, equipamentos) para a implantação desta ferramenta. Nesta gestão o Coren/SC  já implantou algumas iniciativas estratégias em seu planejamento visando à mudança desta panorama, elaboração de um formulário on line para realizar diagnostico da SAE no Estado na atenção básica e nas unidades hospitalares, realização anualmente de sete encontros para os responsáveis técnicos aberto a estudantes, gestores da Enfermagem, técnicos de Enfermagem e enfermeiros assistencial sobre temas que fortalecem a implantação  da SAE. Estabeleceu parcerias para realização de curso de SAE, com Aben/SC, Secretaria de Estado da Saúde /Diretoria de educação permanente. Núcleo Telessaúde /SC para realização de web aulas de SAE e taxonomia, além do curso de consulta de Enfermagem.  Foram atendido inúmeras solicitações para palestras e oficinas sobre SAE em hospitais e Secretarias Municipais de Saúde.  Realização de workshop sobre CIPE e parceria com a SMS de Florianópolis para a implantação dos protocolos assistências de Enfermagem. **Contribuições/implicações para a Enfermagem. **O principal resultado esperado deste projeto é a obtenção de informações sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem nas unidades de saúde. Elaboração de uma proposta de implementação da SAE aplicável em nível estadual que será apoiada pela Secretaria Estadual de Saúde / Gerencia de coordenação da Atenção Básica e pelos órgãos de classe da enfermagem (Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina, Associação Brasileira de Enfermagem de Santa Catarina), bem como a busca de parceria no Conselho de Secretárias Municipais de Saúde –COSEMS no Estado.


Referências:
1.Borges GM, Souza M S R ,Silva M F S . Fortalecimento da autonomia com vistas ao empoderamento das mulheres vítimas de violência doméstica atendidas no centro de referência especializado de assistência social - CREAS Ceilândia. Periódico Científico Outras Palavras | v.10 | n.2. 2014. Disponível em http://revista.faculdadeprojecao.edu.br/index.php/Projecao5/article/view/438/395 2. Durand MK, Heidemann ITSB. The promotion of women’s autonomy during family health nursing consultations. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2013. [cited 2018 Mar 05]; 47(2): 288-295. Disponível em: . DOI: https://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342013000200003. 3. Cortes, LF et al. Cuidar Mulheres em Situação de Violência:. Empoderamento da enfermagem em busca de equidade de género Rev. Gaúcha Enferm. , Porto Alegre, v. 36, n. spe, p. 77-84, 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v36nspe/0102-6933-rgenf-36-spe-0077.pdf. 4.Oliveira RNG, Fonseca R M G S. Necessidades em saúde: a interface entre o discurso de profissionais de saúde e mulheres vitimizadas. Rev Latino-Am Enfermagem. 2015;23(2):299-306. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/100071/98744. 5. Boff L. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. 20 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.