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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 4205864

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4205864

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARA O PROCESSO DE ENFERMAGEM

Autores:
Jessika Cardoso de Souza ; Daniela Maria Nantes Boução ; Gabriel Augusto Cordeiro dos Santos ; Emerson Glauber Abreu dos Santos ; Remo Rodrigues Carneiro

Resumo:
**Introdução:** O planejamento é considerado um instrumento de gestão que, quando bem implementado e cumprido, é capaz de promover o desenvolvimento institucional, a partir do cumprimento de sua missão, gerando forte influência sobre o compromisso de seu pessoal com os objetivos propostos. Pode ser utilizado, ainda, como instrumento de ação governamental para a produção de políticas, como instrumento do processo de gestão das organizações e como prática social. É importante saber diferenciar alguns conceitos referentes ao planejamento e o ato de planejar em si. **_Planejar_**_ é a arte de elaborar o plano de um processo de mudança. Compreende um conjunto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a possibilitar interagir com a realidade, programar estratégias e ações necessárias (...) no sentido de tornar possível alcançar os objetivos e metas desejados e nele pré – estabelecidos.2 _O planejamento para o setor saúde tem como objetivo principal a melhora do desempenho, a otimização da produção, além de aumentar a eficácia e eficiência dos sistemas, de maneira a desenvolver suas funções de promoção, proteção, recuperação e reabilitação da Saúde. Em se tratando de administração do serviço, destaca-se o ato de gerenciar como uma função administrativa da mais alta importância, por se tratar de um processo onde as decisões tomadas afetam diretamente a e estrutura, os processos de produção e o produto de um sistema. Em uma organização, o gerente é o responsável pelo uso efetivo e eficiente dos insumos, de forma a traduzi-los em produtos (serviços, por exemplo) que levam a organização a atingir os resultados que se esperam dela3. É possível gerenciar sem planejar? SIM! Um gerente pode dirigir muito bem determinado organização ou sistema, porém sem um objetivo definido. É como um motorista que dirige um carro, respeitando todas as leis e sinais de trânsito, porém sem um rumo certo ou destino final (exemplo muito utilizado entre os autores). O planejamento é um processo sistematizado, que depende do conhecimento da situação atual (realidade) de um sistema e da definição de onde se pretende chegar. Para tal, um plano, é estabelecido. Assim, o plano é um _detalhamento do processo de mudança_ entre _a situação atual_ e _onde se pretende chegar_. O gerente é o responsável pela execução do plano. Vale aqui destacar que o plano, após a sua concepção, não é um processo estático, permanente ou imutável; mas dinâmico, sendo capaz de moldar-se a uma nova realidade ou a um novo objetivo que possa vir a surgir durante a sua execução. Em se tratando de planejamento voltado para a Assistência de Enfermagem, observa-se que o cuidado prestado ao paciente, focado em sua prevenção, promoção, recuperação e reabilitação, deve estar organizado e sistematizado de maneira a se atingir os objetivos propostos. Diante disso, o enfermeiro utiliza-se de uma ferramenta assistencial conhecida como processo de enfermagem, o qual é a maneira sistemática e dinâmica de prestar cuidado de enfermagem, promovendo cuidado humanizado, orientado a resultados e de baixo custo. Além disso, impulsiona os enfermeiros a analisarem constantemente o que estão fazendo e a estudarem como poderiam fazê-lo melhor6. A SAE é essencial para que o enfermeiro possa gerenciar e desenvolver uma assistência de enfermagem organizada segura, dinâmica e competente. O processo de enfermagem possui cinco etapas distintas, porém inter-relacionadas, que são: investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. Essa inter-relação deve ocorrer, pois uma coleta inadequada de dados leva a uma determinação errônea dos problemas apresentados (diagnósticos de enfermagem) e consequentemente um planejamento de ação inapropriado6. A utilização do processo de enfermagem traz muitos benefícios tais como: redução da incidência e tempo das internações hospitalares à medida que agiliza o diagnóstico e o tratamento de problemas de saúde; cria um plano de eficácia de custos; melhora a comunicação entre a equipe, prevenindo erros e repetições desnecessárias; elabora cuidados ao indivíduo e não apenas para a doença. **Objetivo:** analisar a influência do planejamento no Processo de Enfermagem. **Metodologia: **trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nos meses de julho e agosto de 2016 a partir de busca on-line de periódicos que abordassem os temas _planejamento em saúde_ e _planejamento em enfermagem_ e sua relação com o processo de enfermagem, na biblioteca virtual de saúde (BVS). Utilizaram-se os descritores _planejamento em saúde_, _assistência de enfermagem_ e _planejamento de assistência ao paciente_. A amostra selecionada foram apenas artigos com texto completo disponível, publicados em revistas científicas entre os anos de 2011 e 2015, nas línguas Português e Inglês. A pesquisa retornou quatorze artigos, os quais foram lidos na íntegra, buscando-se identificar comentários, citações, passagens dentro dos trabalhos que fizessem referência à temática aqui abordada. **Resultados:** Em __três__ artigos, não se observou nenhum elemento ou referência da temática planejamento. Em __um__ artigo, observou-se que o planejamento é fundamental para o processo de gestão do SUS, sobretudo em programas, planos e políticas nacionais. A avaliação continua das ações é entendida como parte essencial desse processo. Em outros __dois__ artigos, ressaltou-se a assistência a partir da compreensão de uma dada realidade. Os autores reconhecem que o conhecimento de uma realidade é parte primeira e fundamental para que uma ação seja capaz de promover uma transformação que atenda a expectativa de todos os indivíduos. __Quatro_ _artigos ressaltaram a importância do enfermeiro para o planejamento de cuidados em caráter domiciliar após a alta hospitalar de pacientes com diferentes patologias, dependentes de cuidado integral ou não. __Um__ artigo tratou o planejamento como definidor para a participação ativa, construção e compreensão do conhecimento no processo educativo junto a usuários da Atenção Básica. __Dois__ artigos, por sua vez, tratam do planejamento enquanto processo norteador dos cuidados de Enfermagem a partir da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), Ressaltando a importância do Enfermeiro como sujeito como responsabilidade legal e competência científica para desenvolver/prestar uma assistência individualizada e direcional, de maneira a atender às necessidades do paciente/cliente. Por fim, __um__ único artigo aborda, isoladamente, a importância do gerenciamento em enfermagem como maneira eficaz de planejar o cuidado e promover melhores práticas de saúde a quem de direito: todos os cidadãos. **Conclusão:** O planejamento, presente em nosso dia-a-dia enquanto seres organizados em sociedade, faz-se importante, essencial e indispensável no desenvolvimento de práticas de saúde e de enfermagem capazes de transformar uma realidade pessoal (paciente) ou mesmo uma realidade local/regional (comunidade). É necessário muito mais que executar ações. É necessário direcionar a assistência focando um objetivo e, ao longo do caminho, avaliar falhas, propor ajustes e reorganizar as ações se necessário, para que o objetivo final seja cumprido em sua plenitude. **Contribuições/implicações para enfermagem:** A aplicabilidade do planejamento é observada em todo o processo de enfermagem, desde a coleta de dados junto ao paciente (Histórico) até o estabelecimento do Plano de Cuidados, implementação de cuidados e a constante avaliação de todo processo, passível de mudanças conforme as necessidades imediatas do paciente.


Referências:
1. Leal N J, Barreiro M S C, Mendes R B, Freitas C K A C. Assistência ao pré-natal: depoimento de enfermeiras. Rev. pesqui. cuid. fundam.(Online), 2018 10(1), 113-122. 2. Vale C L, Brito R G, Silva A A, Santiago R F, Nery I S. Percepção de gestantes sobre o pré-natal. Revista Interdisciplinar, 2018 10(4), 39-49. 3. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília (DF); Editora do Ministério da Saúde, 2012. 4. Silva N M. A efetividade das orientações de enfermagem na consulta de pré-natal para aleitamento materno exclusivo. Faculdade de Enfermagem, Universidade do Estado do Amazonas; 2017. 5. Almeida L R, Silva A T M C, Machado L S. Games for the training of health professionals in attention to gender violence. Revista Brasileira de Educação Médica, 2013 37(1), 110-119.