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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 3766273

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3766273

OCORRÊNCIA DE FLEBITE EM UMA ÁREA DE CLINICA MÉDICA

Autores:
Adriana Dall’asta Pereira ; Joyce Nagera Braz ; Caroline Colares da Rosa ; Ana Paula Garcia de Almeida

Resumo:
**Introdução: **A administração de medicamentos por via parenteral exige a inserção de cateteres venosos periféricos (CVP). Essa terapia é a mais utilizada, cuja instalação pode provocar por vezes processos inflamatórios como a flebite¹. A flebite é conhecida como um processo inflamatório da parede das veias, causado por irritação mecânica, química ou infecções bacterianas, cujas manifestações clínicas incluem dor, calor edema e hiperemia local². Incluem-se como fatores de risco para ocorrência de flebite: sexo, idade e doenças associadas. A ocorrência de flebite aumenta com a idade, a maioria das pesquisas demonstra que sinais óbvios de flebite estavam presentes em aproximadamente cinquenta por cento dos pacientes com mais de 60 anos. Ainda que a maioria dos estudos sugira que flebite é mais prevalente em mulheres, ainda não há explicação satisfatória para tais achados. Além disso, estados que prejudicam a circulação (tabagismo e doença vascular periférica), e aquelas que causam perda de sensibilidade (neuropatia periférica). Outras doenças associadas, especialmente diabetes, podem colaborar de forma significativa para a ocorrência de flebite³. Os profissionais da enfermagem além do conhecimento clinico precisam estar atento as causas do surgimento das flebites bem como o tratamento e cuidado quando esses surgirem.  Nesse relato objetiva-se relatar experiência de proposta de uma sistematização de assistência de enfermagem para prevenção e tratamento das flebites.** Objetivo: **Relatar a experiência da prevenção de flebites em uma Unidade de Clínica Medica.** Descrição metodológica: **Trata-se de um relato de experiência realizado no Estágio II, disciplina obrigatória na matriz curricular do curso de Enfermagem do Centro Universitário Franciscano foi desenvolvido em um Hospital de grande porte 100% SUS, em uma unidade de clínica médica II, no município de Santa Maria durante os meses de agosto a dezembro de 2017. Está unidade atende várias especialidades, usuários de: infectologia, neurologia, pneumologia, medicina interna e gastroenterologia. Contempla 27 leitos no total, sendo as salas 1 e 2 as salas de materiais e os quartos do 18 ao 23 normalmente são quartos semi privativos para pacientes em isolamento de contato. Habitualmente são dois enfermeiros para cada turno e seis técnicos de enfermagem pela manhã, cinco a tarde e quatro a noite. **Resultados: **Durante a realização do Estágio na Clínica medica do referido hospital observou-se um grande número de flebites nos pacientes internados. Diante disso desenvolveu-se uma proposta de prevenção. Dentre os contratempos mais recorrentes referentes à terapia intravenosa, destaca-se as flebites. As flebites podem ser classificadas da seguinte forma: **Flebite Mecânica:** Ocorre em razão de complicações no cateter, o qual causa trauma no interior da veia. Isso pode suceder na inserção (utilização de dispositivos com calibre grosso para a veia), punção inadequada (ponta do cateter traumatiza a parede da veia) ou manipulação do cateter (deslocamento). **Flebite Química: **De modo geral está associada à administração de medicamentos irritantes, medicamentos diluídos impropriamente, infusão muito rápida ou presença de partículas na solução que resultam em dano para o endotélio interno da veia4. Os cuidados de enfermagem são essenciais para a prevenção da flebite, tais como: higiene rigorosa das mãos antes e após a inserção do cateter, estabiliza-lo com técnica asséptica (álcool 70%), manter o curativo de fixação limpo e seco, preservar a integridade do cateter, prevenindo seu deslocamento e consequente perda, avaliar a necessidade da permanência do cateter diariamente, a troca é indicada a cada 72-96 horas5. A manutenção do acesso, o controle das infusões, a prevenção de complicações e a monitorização constante estão entre as principais ações para a promoção da eficácia e segurança na terapia intravenosa, assim os profissionais buscam o melhor atendimento para seus pacientes. Porém, em decorrência da prestação de serviço estar ligada as complexas interações entre pessoas, instalações, equipamentos e medicamentos, a chance de erro acontecer é elevada6. A verificação periódica da percepção dos enfermeiros sobre fatores de risco e os cuidados que devem ser prestados aos usuários são de suma importância no cuidado a prevenção das flebites, cabe a estes profissionais estarem atentos quanto as ocorrências que circundam estas complicações7. A melhor prevenção para as complicações relacionadas ao acesso venoso está diretamente ligada a: escolha de veias mais calibrosas ou utilização de acesso central para administração de soluções hipertônicas; escolha do menor dispositivo indicado à infusão; rodízio a cada 72 horas do local puncionado, fixação adequada para prevenir irritação mecânica; punções realizadas por profissionais habilitados; higienização adequada das mãos; protocolo de orientação sobre medicações irritantes e soluções hipertônicas; e troca dos frascos de soluções a cada 24 horas.8 Diante das considerações acima foi proposto a equipe dar atenção a todos os cuidados necessários descritos acima para prevenção das flebites na unidade, bem como o monitoramento diário das punções venosas observando alterações e ou presença de processo inflamatório. **Conclusão**: A partir da experiência, conclui-se que a flebite, é uma complicação local comum da terapia intravenosa periférica. Portanto, é importante estar atentos há sinais de desenvolvimento da flebite. É necessário a análise criteriosa dos fatores de risco e também dos cuidados a serem realizados aos pacientes com flebite. Com isto, cabe aos enfermeiros estarem atentos aos eventos de flebites, para assim minimizar as ocorrências das complicações a cerca dessas intercorrências.


Referências:
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília. DF, 2013. Disponível em:. Acesso em 05 Out. 2016. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente. Portaria nº 529, de 1º de Abril de 2013. Disponível em: . Acesso em Nov. 2017. 3. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução de Diretoria Colegiada-RDC nº b 36, de 25 de julho de 2013. Disponível em: . Acesso em Nov. 2017. 4. SILVA, E.G.C.; et al . O conhecimento do Enfermeiro sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem: da teoria à prática. Revista Escola de Enfermagem USP 2011; 45(6):1380-6.