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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 3617568

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3617568

PADRONIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VIA INSTRUMENTO DE PASSAGEM DE PLANTÃO

Autores:
Eliete Aparecida Teodoro da Silva ; Bruna Dutra da Costa ; Katherine Kristinne de Oliveira Moraes ; Danilo da Silva Amaral

Resumo:
INTRODUÇÃO A passagem de plantão é uma ferramenta utilizada pela equipe de enfermagem com a finalidade de transmitir informações pertinentes ao processo de trabalho entre os profissionais envolvidos diretamente na assistência. Trata-se de uma atividade crucial à organização do trabalho, objetivando a continuidade da assistência prestada¹. No processo de passagem de plantão, comumente são utilizadas o padrão de comunicação não verbal (escrita) e a verbal. Weil² cita a presença de elementos para-verbais aos quais cita o tom de voz, ritmo, suspiros, pausas entre as falas, etc., como eventos que podem dar credibilidade ou fomentar dúvidas sobre o que está sendo dito. No ano de 2013, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em conformidade com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou uma série de publicações contendo definições, diretrizes e metas para a Assistência Segura, objetivando a segurança do paciente e a qualidade em serviços de saúde. A comunicação em serviços de saúde trata-se de uma das oito principais causas de eventos adversos em saúde.³ A transmissão de informações não somente entre profissionais de enfermagem, bem como todos os profissionais de saúde, configura-se em um processo complexo e imprescindível na prevenção de erros na assistência e no gerenciamento de processos em saúde. Sendo assim, ressalta-se a dimensão das informações transmitidas entre os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem entre si, em conformidade com as diretrizes da Assistência Segura e como integrantes da equipe de saúde na prevenção de eventos adversos. Costa et al 4, em estudo sobre a elaboração de um modelo de passagem de plantão a ser implantado em um ambiente hospitalar, revisa cronologicamente a evolução das modalidades de passagem de plantão ao longo dos anos, separadas em quatro grupos descritos a seguir. A passagem de plantão por tarefa, deu-se entre os anos 70 e 80 e era caracterizada pela transmissão de informações acerca da assistência prestada por parte dos auxiliares de enfermagem, e pela contribuição do enfermeiro de forma isolada acerca da assistência e intercorrências. A passagem de plantão em grupo, característica dos anos 90 era caracterizada por uma reunião da equipe onde os auxiliares realizavam os relatos sobre a assistência e os enfermeiros complementavam as informações. A partir de 1996 a ênfase foi em uma passagem de plantão em sub-grupos, onde existiria uma escala fixa de funcionários. Tal escala favoreceria o conhecimento geral do quadro clínico do paciente e facilitaria a troca de informações acerca do mesmo ao longo da internação. Tal modelo, após revisões de pontos críticos, deu origem ao atual modelo, no qual a passagem de plantão é focada nas pendências e intercorrências do período. Entretanto, Costa et al4 enfatiza a necessidade de estruturação e padronização da passagem de plantão, afim de afirmar a sistematização de processos e permitir o fluxo devido de informações, otimizando a comunicação entre os profissionais de enfermagem. Dentro dessa perspectiva, buscou-se elaborar um instrumento de passagem de afim de padronizar as informações transmitidas entre os serviços diurno e noturno, garantindo a integralidade e consistência das mesmas. METODOLOGIA O estudo trata-se de um relato de experiência, objetivou a construção de um instrumento para nortear a passagem de plantão. Para tal, houve a busca por materiais científicos disponíveis afim de orientar a elaboração. Foram realizadas buscas no Portal de Periódicos Capes com o descritor passagem de plantão ; comunicação e enfermagem. Ao habilitar o filtro de restrição a publicações inerentes aos últimos cinco anos a busca não teve resultado algum. Logo, houve necessidade de abrir o lapso temporal das publicações. Ao habilitar o filtro de texto completo e língua portuguesa (origem Brasil) foram encontrados quatro artigos científicos e uma dissertação que se acomodavam perfeitamente ao tema. A preferência por artigos em língua portuguesa é justificada pelo interesse de conhecimento das estratégias elaboradas para a passagem de plantão de acordo com a realidade e perfil de assistência à população brasileira. A partir da análise do referencial teórico, foi proposto um modelo estratégico de passagem de plantão. RESULTADOS Foi elaborado um instrumento utilizando a técnica de _checklist_ e campos para descrição, com espaço destinado para informações complementares, para implementação idealizada a partir do mês Maio de 2018, em um hospital universitário da cidade do Rio de Janeiro. Os itens abordados seguem caracteres a serem observados durante a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem, pelo enfermeiro. DISCUSSÃO O instrumento visa otimizar o processo de passagem de plantão, uniformizando as informações sobre o quadro clínico do cliente assistido, exames e procedimentos aos quais fora submetido e possíveis sinalizações que envolvam uma atenção diferenciada ao seu cuidado. Para tal desfecho, ressalta-se a necessidade da conscientização dos profissionais da importância da passagem de plantão dentro do ambiente hospitalar e de como ela subsidia a comunicação e a prevenção de eventos adversos em saúde. Aponta-se também a necessidade de capacitação do pessoal de enfermagem quanto ao preenchimento do instrumento e a reavaliação periódica do mesmo, afim de sanar possíveis lacunas e orientar a adequação dos mesmos. CONCLUSÃO Ressalta-se que a passagem de plantão concisa, dotada das informações necessárias à continuidade da assistência é ferramenta essencial na comunicação dentro de uma equipe e entre várias equipes atuantes do cenário hospitalar. A comunicação eficaz previne erros que podem muitas vezes gerar danos irreparáveis aos clientes assistidos. O instrumento elaborado objetiva a transmissão de informações por parte da Enfermagem em uma linguagem única, sem detrimento do relato de informações adicionais consideradas relevantes à assistência e que não foram contempladas no mesmo. Tal instrumento deverá ser revisado _a posteriori_, e adaptado de acordo com as especificidades de cada unidade hospitalar. As contribuições para a enfermagem pautam-se na possibilidade de prevenir danos causados pelas lacunas de informação causadas por falhas na comunicação da equipe, aumento da segurança e qualidade da assistência de Enfermagem.


Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.600, de Julho de 2011. Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 2011. Diposnível em: ? http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1600_07_07_2011.html?. Acesso em: 11 jan. 2016.