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3617568 | PADRONIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO VIA INSTRUMENTO DE PASSAGEM DE PLANTÃO | Autores: Eliete Aparecida Teodoro da Silva ; Bruna Dutra da Costa ; Katherine Kristinne de Oliveira Moraes ; Danilo da Silva Amaral |
Resumo: INTRODUÇÃO
A passagem de plantão é uma ferramenta utilizada pela equipe de enfermagem com
a finalidade de transmitir informações pertinentes ao processo de trabalho
entre os profissionais envolvidos diretamente na assistência. Trata-se de uma
atividade crucial à organização do trabalho, objetivando a continuidade da
assistência prestada¹.
No processo de passagem de plantão, comumente são utilizadas o padrão de
comunicação não verbal (escrita) e a verbal. Weil² cita a presença de
elementos para-verbais aos quais cita o tom de voz, ritmo, suspiros, pausas
entre as falas, etc., como eventos que podem dar credibilidade ou fomentar
dúvidas sobre o que está sendo dito.
No ano de 2013, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em
conformidade com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização
Mundial da Saúde (OMS), divulgou uma série de publicações contendo definições,
diretrizes e metas para a Assistência Segura, objetivando a segurança do
paciente e a qualidade em serviços de saúde. A comunicação em serviços de
saúde trata-se de uma das oito principais causas de eventos adversos em
saúde.³
A transmissão de informações não somente entre profissionais de enfermagem,
bem como todos os profissionais de saúde, configura-se em um processo complexo
e imprescindível na prevenção de erros na assistência e no gerenciamento de
processos em saúde.
Sendo assim, ressalta-se a dimensão das informações transmitidas entre os
enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem entre si, em conformidade com
as diretrizes da Assistência Segura e como integrantes da equipe de saúde na
prevenção de eventos adversos.
Costa et al 4, em estudo sobre a elaboração de um modelo de passagem de
plantão a ser implantado em um ambiente hospitalar, revisa cronologicamente a
evolução das modalidades de passagem de plantão ao longo dos anos, separadas
em quatro grupos descritos a seguir.
A passagem de plantão por tarefa, deu-se entre os anos 70 e 80 e era
caracterizada pela transmissão de informações acerca da assistência prestada
por parte dos auxiliares de enfermagem, e pela contribuição do enfermeiro de
forma isolada acerca da assistência e intercorrências.
A passagem de plantão em grupo, característica dos anos 90 era caracterizada
por uma reunião da equipe onde os auxiliares realizavam os relatos sobre a
assistência e os enfermeiros complementavam as informações.
A partir de 1996 a ênfase foi em uma passagem de plantão em sub-grupos, onde
existiria uma escala fixa de funcionários. Tal escala favoreceria o
conhecimento geral do quadro clínico do paciente e facilitaria a troca de
informações acerca do mesmo ao longo da internação.
Tal modelo, após revisões de pontos críticos, deu origem ao atual modelo, no
qual a passagem de plantão é focada nas pendências e intercorrências do
período.
Entretanto, Costa et al4 enfatiza a necessidade de estruturação e padronização
da passagem de plantão, afim de afirmar a sistematização de processos e
permitir o fluxo devido de informações, otimizando a comunicação entre os
profissionais de enfermagem.
Dentro dessa perspectiva, buscou-se elaborar um instrumento de passagem de
afim de padronizar as informações transmitidas entre os serviços diurno e
noturno, garantindo a integralidade e consistência das mesmas.
METODOLOGIA
O estudo trata-se de um relato de experiência, objetivou a construção de um
instrumento para nortear a passagem de plantão. Para tal, houve a busca por
materiais científicos disponíveis afim de orientar a elaboração.
Foram realizadas buscas no Portal de Periódicos Capes com o descritor passagem
de plantão ; comunicação e enfermagem.
Ao habilitar o filtro de restrição a publicações inerentes aos últimos cinco
anos a busca não teve resultado algum. Logo, houve necessidade de abrir o
lapso temporal das publicações.
Ao habilitar o filtro de texto completo e língua portuguesa (origem Brasil)
foram encontrados quatro artigos científicos e uma dissertação que se
acomodavam perfeitamente ao tema.
A preferência por artigos em língua portuguesa é justificada pelo interesse de
conhecimento das estratégias elaboradas para a passagem de plantão de acordo
com a realidade e perfil de assistência à população brasileira.
A partir da análise do referencial teórico, foi proposto um modelo estratégico
de passagem de plantão.
RESULTADOS
Foi elaborado um instrumento utilizando a técnica de _checklist_ e campos para
descrição, com espaço destinado para informações complementares, para
implementação idealizada a partir do mês Maio de 2018, em um hospital
universitário da cidade do Rio de Janeiro. Os itens abordados seguem
caracteres a serem observados durante a implementação da Sistematização da
Assistência de Enfermagem, pelo enfermeiro.
DISCUSSÃO
O instrumento visa otimizar o processo de passagem de plantão, uniformizando
as informações sobre o quadro clínico do cliente assistido, exames e
procedimentos aos quais fora submetido e possíveis sinalizações que envolvam
uma atenção diferenciada ao seu cuidado.
Para tal desfecho, ressalta-se a necessidade da conscientização dos
profissionais da importância da passagem de plantão dentro do ambiente
hospitalar e de como ela subsidia a comunicação e a prevenção de eventos
adversos em saúde. Aponta-se também a necessidade de capacitação do pessoal de
enfermagem quanto ao preenchimento do instrumento e a reavaliação periódica do
mesmo, afim de sanar possíveis lacunas e orientar a adequação dos mesmos.
CONCLUSÃO
Ressalta-se que a passagem de plantão concisa, dotada das informações
necessárias à continuidade da assistência é ferramenta essencial na
comunicação dentro de uma equipe e entre várias equipes atuantes do cenário
hospitalar.
A comunicação eficaz previne erros que podem muitas vezes gerar danos
irreparáveis aos clientes assistidos.
O instrumento elaborado objetiva a transmissão de informações por parte da
Enfermagem em uma linguagem única, sem detrimento do relato de informações
adicionais consideradas relevantes à assistência e que não foram contempladas
no mesmo.
Tal instrumento deverá ser revisado _a posteriori_, e adaptado de acordo com
as especificidades de cada unidade hospitalar.
As contribuições para a enfermagem pautam-se na possibilidade de prevenir
danos causados pelas lacunas de informação causadas por falhas na comunicação
da equipe, aumento da segurança e qualidade da assistência de Enfermagem.
Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.600, de Julho de 2011. Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 2011. Diposnível em: ? http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1600_07_07_2011.html?. Acesso em: 11 jan. 2016. |