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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 3277508

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3277508

RISCO DE SANGRAMENTO: INDICADOR DE QUALIDADE EM SAÚDE

Autores:
Elenice Lorenzi Carniel ; Mitieli Vizcaychipi Disconzi ; Maria do Carmo Rocha Laurent ; Luciana Ramos Correa Pinto ; Amália de Fátima Lucena

Resumo:
INTRODUÇÃO: A cultura de segurança do paciente é uma questão estratégica no mundo e passou a ser importante pauta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem como objetivo reduzir a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Nesta lógica, e considerando o cuidado centrado no paciente, a enfermagem necessita associar elementos do processo de enfermagem de modo a tornar o cuidado mais qualificado e seguro. A comunicação efetiva entre os profissionais de saúde é uma das metas internacionais de segurança do paciente, demandando ações que possam facilitar a mesma. Ao encontro disso, verifica-se que a utilização de linguagens padronizadas como a da NANDA _International_, podem ser eixos condutores para esse processo de cuidado, bem como para o gerenciamento do mesmo.  Assim, a utilização dos indicadores em saúde associados a diagnósticos de enfermagem podem ser aliados na monitorização, mensuração e avaliação da qualidade e segurança assistencial em saúde. Nessa lógica e no intuito de reduzir os eventos adversos relacionados a sangramentos foi criado o indicador de qualidade assistencial denominado “Conformidade do Diagnóstico de Enfermagem (DE) Risco de Sangramento” para os pacientes com resultados alarmantes do tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) e/ou plaquetas, baseado no Plano de Comunicação eficaz da instituição. Os resultados alarmantes que requerem notificação imediata são notificados imediatamente à equipe assistencial com intuito de gerar atenção e conduta urgente, pelo risco de complicações do paciente. OBJETIVOS: Descrever a monitorização de um indicador de qualidade denominado Conformidade do Diagnóstico de Enfermagem (DE) Risco de Sangramento para os pacientes com resultados alarmantes de TP, TTPA e/ou plaquetas. DESCRIÇÃO METODOLÓGICA: Trata-se de um relato de experiência realizado por enfermeiras que atuam em um Hospital Universitário do Sul do país, onde é utilizado o Processo de Enfermagem em todas as suas etapas e que utiliza indicadores de qualidade assistencial para avaliar os processos assistenciais internos vinculados ao cuidado de enfermagem na prevenção de eventos adversos em pacientes com risco de sangramento, permitindo uma visão ampliada do indicador de qualidade assistencial de enfermagem, no qual implica no planejamento de ações preventivas e aprimoramento organizacional para a promoção da excelência da assistência com foco no paciente. O Indicador Conformidade do DE Risco de Sangramento é um indicador operacional de qualidade assistencial criado em junho de 2016, baseado no índice de adesão da abertura em prontuário eletrônico do DE Risco de Sangramento em até 48h, após comunicação por telefone realizada pelo bioquímico ao enfermeiro da unidade do paciente sobre o resultado alarmante de Plaquetas, TP e/ou TTPa. Além disso, os dados são coletados em uma planilha compartilhada no Google Drive, denominada “Controle de Comunicados - Paciente com Risco de Sangramento”, entre as equipes do laboratório e da Comissão do Processo de Enfermagem (Cope). Diariamente a equipe de monitoramento da Cope acessa a planilha para verificar quais pacientes tiveram resultados alarmantes comunicados e a partir disso, consulta o prontuário dos mesmos verificando se o paciente teve o DE Risco de Sangramento instituído e se os cuidados de enfermagem focados em medidas preventivas foram prescritos, de modo a evitar danos a esse paciente em risco. A fórmula consiste no Número de DE Risco de Sangramento estabelecidos pela enfermeira da unidade após a comunicação do laboratório dividido pelo número total de comunicados e multiplicados por 100. O numerador e o denominador são extraídos da planilha compartilhada entre o Laboratório de Patologia Clínica e a Cope. Os resultados são computados ao final de cada período mensal, gerando uma unidade de medida e o percentual do indicador. O monitoramento do prontuário e a verificação do estabelecimento do DE Risco de Sangramento e prescrição de cuidados, além de registro na planilha com os dados que geram o indicador são cuidadosamente verificados pela Cope. Sempre que é identificado um paciente com resultado alarmante e o DE Risco de sangramento não está ativo no prontuário do paciente, o enfermeiro recebe um novo telefonema de alerta, realizado por enfermeiras da Cope para que o institua e prescreva os cuidados adequados. RESULTADOS: A meta estabelecida na instituição para esse indicador foi de 95%, entretanto ainda não foi alcançada. Como estratégias para atingir a meta foram previstas atividades de implementação na divulgação dos resultados à enfermagem, por meio de boletins e e-mails informativos, comunicados em reuniões de chefias e equipes. Também foram iniciadas medidas para aumentar a visibilidade e disseminação da informação por meio de registro realizado pelo bioquímico e enfermeiro da Cope em prontuário sobre o comunicado do resultado do exame. Além disso, foram desenvolvidos estudos clínicos com foco nesse DE e indicador assistencial, e capacitações para enfermeiros multiplicadores nas diferentes unidades do hospital. Nesse último ano foram realizadas quatro capacitações com participação de 62 profissionais (enfermeiros e bioquímicos), os quais passaram a serem multiplicadores para os demais membros da equipe. A estratégia de capacitação utilizada no momento são as de grupos focados nas unidades, além de capacitações presencias fora do horário de trabalho envolvendo toda a equipe de enfermagem, para alcançar a meta estabelecida. CONCLUSÃO: O uso de indicadores de qualidade assistencial associado ao processo de enfermagem favorece a comunicação e o monitoramento de ações para minimizar riscos além de favorecer a segurança do paciente. Apesar da meta do indicador não estar sendo atingidos no momento, todos os pacientes tem medidas preventivas prescritas pela enfermeira da unidade, uma vez que o monitoramento pela Cope pressupõe alerta às enfermeiras da unidade que ainda não abriram o DE para os pacientes em risco. CONTRIBUIÇÕES PARA A ENFERMAGEM: O monitoramento dos indicadores é essencial na melhoria contínua da qualidade dos processos assistenciais. Os sistemas de Classificação de Enfermagem como a de diagnósticos da NANDA-I auxiliam na construção de indicadores, na mensuração dos resultados e na padronização de processos, permitindo uma assistência de enfermagem mais acurada às necessidades individuais do paciente. Além do mais, permite que a informação se difunda fomentando a melhoria do trabalho multidisciplinar, fortalecendo os processos de segurança do paciente. O acompanhamento desse indicador, acrescido da comunicação com os enfermeiros, repercute na qualidade do cuidado seguro e padronizado para os pacientes com risco de sangramento.


Referências:
1. Araújo, JFB.; Chatelard, DS.; Carvalho, IS.; Viana, TC. O corpo na dor: automutilação, masoquismo e pulsão. Revista Estilos da Clínica, 21(1). p. 497 – 515. 2016 [acesso em 4 ago. 2017]. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/estic/v21n2/a12v21n2.pdf. 2. Scherer, PF. Avaliação psicológica no transtorno de personalidade Bordeline: estudos brasileiros. Monografia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, março/2016 [acesso em 4 ago. 2017]. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/0183/147087/000998126.pdf?sequence=1.