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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 3238387

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3238387

RODA DE CONVERSA PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA COMUNIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores:
Jennifer Hostins ; Quézia Meldola Prado ; Niusa Bitencourt Lucas ; Gabriela Thomé da Cruz de Oliveira ; Thaís Fávero Alves

Resumo:
**Introdução:** De acordo com a lei 7.498 de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), e a Resolução Cofen nº 311 de 08 de fevereiro de 2007, são de atribuições do enfermeiro o ensino, a pesquisa e a assistência, bem como planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de Enfermagem, este resulta na promoção, prevenção, reabilitação à saúde.1-2 A dengue é infecção causada por um vírus, que apresenta quatro sorotipos diferentes, é transmitida pela picada do mosquito fêmea do Aedes aegypti quando esta está infectada. Os sintomas causados aos que contrariam a doença são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.3 Como o grande número de acontecimentos no município de Itajaí, sendo no ano de 2015 3.175 casos registrados e no ano de 2016 86 casos, em novembro de 2017 o município por meio da secretaria de saúde realizou o Dia Nacional de Combate à Dengue, tendo como resultado neste ano a eliminação de 832 focos do mosquito com apenas 1 caso confirmado no ano.4 Visto a necessidade de discutir os casos com a população, foi elaborado como proposta de atuação do estágio básico em Saúde do Adulto e Idoso (SAI) do sétimo período de graduação em Enfermagem, realizar uma educação em saúde com os usuários da uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que acolhe os acadêmicos para estágio. **Objetivos:** Relatar a experiência de uma oficina de educação em saúde realizada como parte do estágio curricular do sétimo período do curso de Enfermagem, em campo de estágio na atenção primária à saúde. **Descrição** **Metodológica:** Como parte do estágio básico, prevista na matriz curricular do sétimo período do curso de graduação em enfermagem na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), foi elaborado um projeto de educação em saúde para conversar com a população sobre boas práticas para a prevenção da proliferação do mosquito da dengue, em consonância a semana de combate à dengue realizada no município de Itajaí - SC. O projeto foi executado juntamente com as Agentes Comunitária de Saúde (ACS) e a enfermeira da equipe, sendo o público alvo adultos e idosos, moradores de um bairro da cidade já citada, usuários da UBS. Para a realização do projeto foi levantado um diagnóstico situacional, a partir da territorialização da área, bem como entrevistas com as pessoas da comunidade e profissionais de saúde, conforme etapas da estimativa rápida. Como estratégia metodológica, adotou-se a roda de conversa a fim de propiciar o diálogo entre diferentes atores componentes do coletivo envolvido na atividade. **Resultados:** A atividade foi desenvolvida com um grupo de pessoas com idades entre 30 a 70 anos, que participam do programa Itajaí ativo, realizado no bairro, a execução da ação levou em média de 40 minutos. Chegando ao local a atividade, acadêmicos, agentes comunitárias e moradores formaram uma roda na qual todos podiam se olhar, permitindo que todos pudessem escutar um ao outro e manter a dialogicidade, então os acadêmicos utilizaram questões norteadoras para levantar o conhecimento prévio da comunidade sobre o assunto e atuar como um disparador do debate, a exemplo: Como identificar o mosquito? Onde ele gosta de se proliferar? Quais os sintomas da doença? Como diferenciar de uma gripe? Qual a diferença da dengue hemorrágica para a dengue comum? foi deixado que a população falasse primeiro, enquanto os alunos ouviam atentamente para saber o conhecimento da população sobre a referida doença. Em sequência, foram complementadas as colocações, apresentado as fases pelo qual o ovo passa até se tornar pupa e definitivamente o mosquito, (este material foi obtido juntamente a Secretária de Vigilância Epidemiológica). Houve esclarecimentos das diferenças da dengue para o zyka vírus e a chikugunya e quais os sintomas que mais se apresentam em cada um dos casos e passadas informações de como cuidar de sua vizinhança e da própria casa. Ao final foram entregues para cada participante uma muda da planta citronela, pois, esta é considerada um repelente natural e instruindo para que posteriormente essas pequenas mudas fossem compartilhadas com os demais da vizinhança, minimizando assim, possíveis focos do mosquito e casos da doença estimulando assim a coletividade no território. **Conclusão:** A população bastante participativa, muitos que eram mais tímidos se encorajaram através da fala de outros participantes na roda de conversa. Vários moradores relataram o que viram em jornais, ou que ouviram falar pelo bairro, outros trouxeram os casos que ocorreram na família, ou com alguém conhecido. A preocupação com o bem comum, ou seja, o cuidado pela vizinhança e pelo bairro era perceptível na fala dos membros que ali estavam, questionando sobre meios de cuidar dos terrenos baldios, quem chamar quando tiver água parada, quando os mesmos não puderem intervir, bem como o cuidado pessoal e do próximo, compreendendo a importância da participação popular para o cuidado com a comunidade. **Implicações/Contribuições para a enfermagem: **Enquanto acadêmicos, a experiência permitiu a interdisciplinaridade a partir do resgate de conteúdos teóricos e sua relação com a prática, este se deu através do planejamento das ações, o qual é umas das atribuições do profissional enfermeiro, e também a partir do conhecimento do território trabalhado. Houve a possibilidade de acionar outros serviços de saúde e pontos de apoio da comunidade, como a Vigilância Epidemiológica e o Instituto no qual o Itajaí Ativo acontece, permitindo entender o papel do enfermeiro dentro da Rede de Atenção à Saúde, sendo este o articulador entre os serviços e a população. Além disso, a atividade foi importante para aproximar os alunos da equipe de Estratégia de Saúde da Família na execução da atividade, fortalecendo e estimulando a comunicação e trabalho em equipe. As atividades realizadas durante o período de graduação, permitem o aluno ampliar seus conceitos, quebrar paradigmas e ter um olhar crítico e reflexivo na humanidade e, formando assim um profissional qualificado para o exercício da enfermagem com rigor técnico-científico e ético, competente no assistir/cuidar de forma integral o ser humano, a família, e a coletividade, preparados para atender os usuários com um olhar holístico e humanizado.


Referências:
1-Almeida JM, Acosta LG, Pinhal MG. Conhecimento das puérperas com relação aos métodos não farmacológicos para alívio da dor do parto. REME-Revista Mineira de Enfermagem. 2015 Jul/set: 19 (03). Disponível em: . Acesso em: 22 mar 2018. 3-Pereira ALF, Bento AD. Autonomia do parto na perspectiva das mulheres atendidas na casa parto. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste-RENE. 2011 Jul-set: 12 (03). Fortaleza. Disponível em:. Acesso em: 22 mar 2018. 4-Rebert LM, HOGA, Luiza AK, Gomes ALZ. O processo de construção de material educativo para promoção da saúde da gestante. Revista Latino Americana de Enfermagem. 2012 Jan/fev: 20 (01). Disponível em: . Acesso em: 22 mar 2018.