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3056066 | TECNOLOGIA DE GESTÃO EM ENFERMAGEM: CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL | Autores: Jorge Lorenzetti ; Lara Vandresen ; Elaine Cristina Novatzki Forte ; Maria Manuela Ferreira Pereira da Silva Martins ; Denise Elvira Pires de Pires |
Resumo: **Introdução:** tecnologias de gestão para unidade de internação hospitalares são ferramentas importantes para o trabalho de enfermeiros. A utilização de tecnologias além de contribuir para gestão e assistência, favorece o processo de ensino aprendizagem uma vez que articulam “o pensar” ao “saber fazer”. O PRAXIS® constitui-se em um _software_ de gestão criado com objetivo de contribuir para a qualificação da dimensão gerencial do trabalho dos enfermeiros1 e que pode contribuir no processo ensino-aprendizagem de enfermeiros e estudantes de enfermagem, uma vez que articula a teoria à prática gerencial e contribui para qualificar a prática assistencial, beneficiando profissionais, usuários dos serviços e o desempenho institucional. Compreendendo que a gestão de unidades de internação hospitalares é um trabalho complexo, e que o software PRAXIS® integra esta complexidade articulando diversos campos da gestão de enfermagem em unidades de internação, para efeitos deste estudo definiu-se como focos de investigação: um componente completo (Planejamento Participativo da Unidade – PPU) e aspectos do componente Gestão da Qualidade (GQUALI). O desenho definido para a pesquisa se justifica por incluir o início do processo de gestão (o planejamento participativo) e os indicadores de desempenho inseridos no _software_ que tratam da avaliação da qualidade da assistência, como satisfação do usuário com relação à assistência recebida e notificação de eventos adversos. **Objetivo:** sistematizar resultados do planejamento participativo e de indicadores de avaliação da qualidade da assistência de enfermagem em unidade de internação, utilizando recursos de inovação tecnológica de gestão em enfermagem. **Descrição metodológica:** O presente estudo consiste em uma Pesquisa Convergente Assistencial (PCA)2 que é apropriada para objetivos de investigação e intervenção no contexto da prática, a partir da interação do pesquisador com determinada realidade. A PCA, quando utilizada pela enfermagem, não só relaciona-se a atividades como o ato de cuidar ou assistir, mas também à ação de descobrir realidades, resolver problemas e introduzir inovações em determinado contexto da prática assistencial. A presente pesquisa caracteriza-se por uma intervenção na gestão de unidades de internação hospitalares a partir da utilização da tecnologia de gestão PRAXIS®, a qual integra processos assistenciais e administrativos de unidades de internação e fundamenta-se na gestão participativa, melhoria contínua do desempenho e inovação tecnológica1. O itinerário metodológico seguiu as quatro fases da PCA: concepção, instrumentação, perscrutação e análise. Esta pesquisa foi desenvolvida em um hospital universitário da região sul do Brasil, no período de abril a agosto de 2016. Selecionou-se recursos disponíveis na tecnológica PRAXIS® para realizar o planejamento, utilizando a modalidade de planejamento participativo e avaliar a qualidade da assistência. **Resultados:** realizado planejamento participativo, incluindo definição da missão, princípios orientadores, plano de atividades e eleição de líderes por plano. A equipe de enfermagem da unidade de internação de clínica médica, produziu o PPU em cinco oficinas realizadas nos meses de junho até o final de agosto de 2016. A missão, os princípios orientadores e necessidades ou problemas foram eleitas por 22 profissionais que estavam presentes na primeira oficina. Definido como missão da unidade: prestar cuidados de enfermagem de excelência aos usuários do serviço; e como princípios orientadores: valorização da integralidade na assistência; respeito à singularidade dos usuários; compromisso com a qualidade profissional no cotidiano de trabalho; valorização da cooperação e da comunicação interprofissional; promoção da integração dos serviços na perspectiva de fortalecimento do SUS e cumprimento do código de ética profissional. Para a identificação das necessidades ou problemas a pesquisadora, previamente à realização das oficinas, consultou todos os funcionários da unidade acerca dos problemas ou necessidades prioritárias. Após, os problemas ou necessidades relatados foram sistematizados e apresentados na primeira oficina do PPU. Dentre os problemas apresentados, os que tiveram maior concordância entre a equipe, durante a oficina foram: carga de trabalho/ dimensionamento; qualidade de vida no trabalho; difusão dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPS) na equipe e excelência da assistência. A oficina contou com a participação de 22 profissionais dos 33 existentes na unidade. A necessidade ou problema prioritário para a equipe foi carga de trabalho/dimensionamento, tendo em vista que o cálculo de dimensionamento indica um déficit de pessoal de enfermagem nessa unidade de internação. A segunda necessidade ou problema, denominada qualidade de vida no trabalho, foi destacada pela equipe como fator condicionante para assistência com segurança e viabilização de ambientes positivos para os pacientes e para a equipe. A terceira, difusão dos POPS na equipe, foi considerada pela equipe como um fator importante para a qualidade da assistência, uma vez que a padronização dos procedimentos contribui para a redução de erros relacionados à assistência. A última necessidade ou problema, excelência da assistência, traduz o compromisso dos profissionais de prioritariamente notificar os eventos adversos ocorridos na unidade e avaliar a satisfação do usuário com relação à assistência de enfermagem recebida. Para avaliação da qualidade da assistência utilizou-se dois indicadores, dentre os oito disponíveis na tecnologia, sendo eles a satisfação dos usuários com a assistência de enfermagem e a notificação dos eventos adversos. Foram realizadas 101 entrevistas seguindo formulário disponível na tecnologia, quase todas as avaliações da assistência recebida pela equipe de enfermagem foram “ótimo ou bom”; e a notificações de eventos adversos, no período estudado, totalizou 28, predominando os relacionados a erros de medicação. **Conclusão:** inovações tecnológicas de gestão, como o software PRAXIS® facilitam a gestão em enfermagem, contribuindo para a qualificação da assistência uma vez que os recursos da tecnologia integram processos, e possibilitam armazenar dados, contribuindo para a visibilidade do trabalho da enfermagem, para o ensino da gestão em enfermagem, e para pesquisas e produção de conhecimento. **Contribuições/implicações para a enfermagem:** destaca-se quatro grandes aspectos: inovações tecnológicas como o PRAXIS® contribuem para qualificar a dimensão da gestão no trabalho da enfermagem, seja no cotidiano da prática, seja na formação de novos profissionais, os quais conseguem visualizar um modo factível, ágil e eficiente de planejar e avaliar a qualidade da assistência de enfermagem, como demonstrado neste estudo; o _software_ como ferramenta contribui para o processo de ensino aprendizagem uma vez que integra saberes teóricos da gestão e aplicação prática em unidade de internação, possibilitando o registro do trabalho realizado pelos enfermeiros nesses espaços de produção da assistência e demonstrando aos estudantes de enfermagem a relação teoria e prática; a tecnologia possibilita a utilização de indicadores para avaliação da satisfação dos usuários, o que possibilita tomar decisões com vistas a melhoria do trabalho prestado.
Referências: Cardoso G, Lamy C. Redes sociais: comunicação e mudança. JANUS.NET e-journal of International Relations. Mar 2011; Vol. 2, n.º 1 (Primavera 2011): pp. 73-96. Consultado em 19/03/2018: https://observare.ual.pt/janus.net/pt_vol2_n1_art6.
Formentin CM, Lemos M. Mídias Sociais e Educação. Anais do III Simpósio sobre Formação de Professores – SIMFOP Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, de 28 a 31 de março de 2011. Consultado em 19/03/2018: http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/eventos/simfop/artigos_iii%20sfp/Claudia%20Formentin_Maite%20Lemos.pdf
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Pesquisa nacional por amostra de domicílios: síntese de indicadores 2015. Rio de Janeiro – 2016. Consultado em 19/03/2018: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98887.pdf
Rocha CMF, Cassiani SHB. As redes de enfermagem: estratégias para o
fortalecimento da pesquisa e da extensão. Rev Gaúcha Enferm. 2015 jun;36(2):8-9. Consultado em 19/03/2018: http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v36n2/pt_1983-1447-rgenf-36-02-00010.pdf |