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SENADEn - ISSN: 2316-3216 || SINADEn - ISSN: 2318-6518 • ISSN: 2318-6518
Resumo: 3014047

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3014047

A IMPORTÂNCIA DE EXPERIÊNCIAS DE ENSINO PARA A FORMAÇÃO DE GRADUANDOS DE ENFERMAGEM.

Autores:
Maria Luiza Dutra de Oliveira ; Maria Eduarda Ferreira Goulart ; Alessandra Antunes Catarina ; Saionara Nunes de Oliveira ; Bruna Canever

Resumo:
**Introdução:** Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem, a formação deve ser generalista para a atuação dos profissionais na assistência, através da atenção à saúde, na educação profissional em enfermagem, atuando no processo de formação de recursos humanos, e na pesquisa, como participante das estruturas consultivas e colaborador na melhoria a saúde¹. Na atualidade, o profissional de enfermagem possui um leque de oportunidades de atuação, dentre as quais, destaca-se a educação em saúde, que engloba tanto as ações educativas junto à população, quanto às ações formativas, junto aos cursos de formação técnica, por exemplo. As atividades desenvolvidas pelo enfermeiro junto a população têm como  um dos objetivos prevenção de danos e promoção do conhecimento dos indivíduos quais ele assiste². Para que estes objetivos sejam alcançados, o profissional desenvolve estratégias para que seu público entenda as atividades de educação em saúde e aproveite dos benefícios propostos no planejamento. Ao desempenhar o papel de educador o enfermeiro deve conhecer, ser familiarizado as técnicas de educação e compreender a importância de seu papel como educador, para que suas metas sejam alcançadas e ocorra uma a melhoria na saúde do indivíduo². Com o aumento dos cursos profissionalizantes em enfermagem e a grande transformação do modelo tradicionalista para o de ensino por competências, visando a necessidade de qualificação nesta área os enfermeiros têm a missão de preparar esses novos profissionais técnicos de forma que consigam desempenhar suas atividades na assistência e na pesquisa³. No processo de aprendizagem o enfermeiro professor desempenha o papel de facilitador desenvolvendo habilidades, conhecimentos e responsabilidades, neste sentido aprimorar as práticas pedagógicas na universidade são de suma importância que esse profissional tenha base para poder atuar como educador ao sair da graduação³. **Objetivos:** Relatar a experiência de graduandas de enfermagem na atuação enquanto educadoras em uma atividade extracurricular desenvolvida para alunos da graduação em farmácia. **Descrição Metodológica:** Foi realizado um minicurso sobre verificação de sinais vitais e vias de administração de medicamentos para dois grupos de 20 alunos de distintas fases da graduação em farmácia que participavam da 11ª e 12ª Jornada Acadêmica de Farmácia em 2016 e 2017 respectivamente. O minicurso foi elaborado a pedido da organização do evento e contou com a participação de duas enfermeiras, professoras de enfermagem e 3 alunas da graduação em enfermagem que atuaram como monitores. O minicurso teve duração de 4 horas em cada edição e foi realizado nas dependências do laboratório de práticas de enfermagem. As alunas tiveram a oportunidade de participar de todo o processo conjuntamente com as professoras, sendo estes: o processo de planejamento, etapa onde escolheram o local, materiais necessários e a dinâmica a ser desenvolvida. Utilizaram-se materiais do laboratório e outros fornecidos pela organização do evento, testaram os simuladores e treinaram as habilidades que seriam demonstradas.  Execução: etapa que consistiu na instrução dos alunos de farmácia sobre a teoria e a técnica da verificação dos sinais vitais e da administração de medicamentos; O grupo foi dividido em 3 estações: a primeira para verificação dos sinais vitais, a segunda para aplicação de medicação intramuscular e a terceira para preparo e administração de medicação endovenosa (utilizando um simulador de baixo custo). Após uma explanação do assunto os participantes eram convidados a ficarem em duplas para realizarem com o auxílio das monitoras os procedimentos propostos, neste momento todas as dúvidas advindas da experiências eram sanadas com auxílio das docentes. Cada subgrupo iniciava em uma estação e após todos os participantes terem realizado o procedimento era orientado seguir para próxima estação. Ao final o grande grupo foi reunido e puderam fazer perguntas, falar sobre a experiência e dar um _feedback_ para as professoras e monitoras. Avaliação: etapa em que as monitoras puderam discutir com as professoras as estratégias mais exitosas e as dificuldades encontradas, analisar o _feedback_ emitido pelos participantes e pensar em outras possibilidades didáticas. **Resultados:** Pode-se perceber a importância que esta experiência teve para todos os envolvidos, seja para as professoras ao evidenciar a necessidade de incluir no currículo práticas de ensino para os graduandos seja para as acadêmicas que reconheceram a própria evolução durante a graduação e a capacidade de desenvolver e vivenciar o processo do ponto de vista de educador, além de despertar o interesse pela docência. Ao experienciar o ensino, foi possível identificar o conhecimento sobre o conteúdo trazido pelas acadêmicas corrigindo as fragilidades e aprimorando este saber profissional. Houve notório desenvolvimento em relação a autoconfiança, habilidade na articulação de palavras e desenvoltura sendo superado o medo e a tensão do momento inicial. Ao desenvolver todas as etapas do minicurso foi desenvolvido o empoderamento das acadêmicas como educadoras e futuras líderes de equipe. **Conclusão: **Ao desenvolver este tipo de atividade percebeu-se a importância de ações que oportunizem aos estudantes de graduação em enfermagem o desenvolvimento de habilidades pedagógicas, já que a educação é inerente à profissão que a executa em todos os espaços. A experiência despertou o interesse pela docência e ampliou as perspectivas de atuação profissional para este grupo. **Contribuições/Implicações para a Enfermagem:** É necessário refletir sobre as estratégias que estão sendo empregadas para proporcionar uma formação que dê conta da assistência, mas também que contemple a pesquisa e o ensino. A enfermagem precisa se apropriar dos diferentes espaços e momentos para incentivar e promover conhecimento necessário aos seus alunos no que diz respeito ao ensino, pesquisa e extensão.


Referências:
1.Fuly PSC, Leite JL, Lima SBS. Correntes de pensamentos nacionais sobre sistematização da assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm, Brasília 2008; 61(6): 883-7. 2.Truppel TC, et al. Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Rev Bras Enferm 2009; 62(2): 221-7. 3.Conselho Federal de Enfermagem (BR). Resolução n° 358/2009, Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a Implementação do Processo de Enfermagem. Disponível em http://www.portalcofen.gov.br 4.Horta WA. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.