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2841571 | CONDUTAS EDUCATIVAS E ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO UTILIZANDO A PROBLEMATIZAÇÃO COMO METODOLOGIA ATIVA AO PACIENTE COM HIV/AIDS | Autores: Jehnyffer Tayana Santos Lima ; Bruna dos Santos Barroso ; Lorenna dos Santos Soares ; Rosária Pereira Nogueira |
Resumo: **CONDUTAS EDUCATIVAS E ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO UTILIZANDO A PROBLEMATIZAÇÃO COMO METODOLOGIA ATIVA AO PACIENTE COM HIV/AIDS**
Bruna Dos Santos Barroso¹
Jehnyffer Tayana Santos Lima¹
_Rosária Pereira Nogueira_¹
Lorenna dos Santos Soares²
**Introdução**: A metodologia ativa (MA) é uma concepção educativa que estimula processos de ensino-aprendizagem crítico-reflexivos, no qual o educando participa e se compromete com seu aprendizado. O método propõe a elaboração de situações de ensino que promovam uma aproximação crítica do aluno com a realidade; a reflexão sobre problemas que geram curiosidade e desafio; a disponibilização de recursos para pesquisar problemas e soluções; a identificação e organização das soluções hipotéticas mais adequadas à situação e a aplicação dessas soluções. É um modelo de ensino comprometido com a educação libertadora, que valoriza o diálogo, desmistifica a realidade e estimula a transformação social por meio de uma prática conscientizadora e crítica. Neste caso, os problemas estudados precisam de um cenário real, para que a construção do conhecimento ocorra a partir da vivência de experiência significativas¹. O presente estudo abordou a utilização da problematização como metodologia ativa na disciplina de Assistência Domiciliar que foi desenvolvido com a paciente J.S.D, sexo feminino, 32 anos portadora do vírus HIV/AIDS, onde foram realizadas visitas domiciliares pelos acadêmicos do 8º período de enfermagem**. **As condutas educativas desejam orientar o cuidado e as necessidades de cada pessoa, visando seu bem-estar, segurança e autonomia para seguir com uma vida produtiva e saudável. Desse modo, a assistência do enfermeiro visa atuar de forma crítica e criativa, mediante uma prática humanizada, competente e resolutiva, que envolva ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação do paciente². **Objetivo: **Descrever a experiência dos discentes sobre as condutas educativas e assistenciais de enfermagem ao paciente com HIV/AIDS, conforme a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). **Metodologia: **Trata-se de um estudo qualitativo configurando um relato de experiência dos acadêmicos pertencentes ao 8o período do Curso de Graduação em Enfermagem do Centro Universitário do Norte – UNINORTE. A assistência se deu no âmbito domiciliar, utilizando o Método do Arco de Charles Maguerez, o qual é uma das estratégias de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento da Problematização, que consiste em cinco etapas. A primeira é a observação da realidade: a partir do tema de estudo designado pelo professor, os alunos identificam os problemas da realidade social. A segunda etapa consiste nos pontos-chave: o aluno parte de informações prévias para refletir sobre as causas e determinar os pontos essenciais do problema. Na subsequente, teorização: os alunos buscam conhecimentos científicos e informações fundamentais para compreender as manifestações empíricas e os princípios teóricos dos problemas. Na quarta fase é a formulação de hipóteses de solução: o aluno analisa a viabilidade de aplicação das soluções estudadas para os problemas identificados. A última etapa é a aplicação à realidade, na qual o aluno põe em prática as soluções mais viáveis do estudo¹. **Resultados e Discussões: **Na 1º etapa intitulada, observação da realidade, foi realizada a primeira visita técnica no bairro do coroado III na cidade de Manaus-AM, na qual observou-se as dificuldades e carências da paciente e sua família no que tange à situação de sua moradia, o que é um fator de risco diante do quadro infecioso ser delicado e sua imunidade também depender de um ambiente com saneamento básico adequado. Em seguida após a apresentação dos acadêmicos e a recepção da família iniciamos a realização de anamnese e exame físico da paciente; na 2º etapa, os pontos chave, foram identificados os seguintes achados: risco de infecção oportunista, dificuldades em ter relacionamentos e necessidade do autocuidado pessoal; na fase subsequente, teorização, utilizou-se literatura científica para o aprofundamento dos estudos e análise crítica-reflexiva, pois ao enfermeiro cabe o conhecimento científico sobre o HIV/AIDS, além de se preparar psicologicamente para dar suporte a paciente e exercer uma função importante na inserção social da mesma, promovendo a melhoria da qualidade de vida, o enfermeiro deve desenvolver uma relação de parceria e amizade para que o mesmo se sinta à vontade em aderir aos cuidados de enfermagem; na 4º etapa, hipóteses de solução, foi utilizado folder explicativo com ilustrações e informações primordiais para o cuidado pessoal, bem como para a saúde de sua família. Nesse momento foi realizada uma roda de conversa com a paciente e sua família, fato gratificante para nós acadêmicos, pois levamos informações importantes àquela família, que outrora desconheciam alguns cuidados relacionados à melhoria no estilo de vida, repassamos para a paciente todas as informações sobre a patologia enfrentada por ela, também foi esclarecido a importância do autocuidado para sua saúde, em seguida foram realizados os seguintes diagnósticos de enfermagem: (1) Risco de infecção relacionada à imunodeficiência; (2) Padrão de sexualidade ineficaz, relacionado ao relacionamento prejudicado com uma pessoa significativa, evidenciado por alteração na atividade sexual; (3) Autonegligência relacionado à escolha do estilo de vida, evidenciado pela necessidade do autocuidado pessoal4. Na 5º etapa, aplicação da realidade, realizamos a segunda vista técnica onde foram implementadas as intervenções de enfermagem, por meio das orientações a paciente para que possa ter bons cuidados com a pele, pois qualquer fissura na pele representa uma fonte de infecção secundária, orientamos a paciente sobre o sexo mais seguro sempre usar preservativos nas relações sexuais e explicamos que a paciente não deve compartilhar itens pessoal como escovas de dentes ou lâmina de depilação, visto que pode provocar sangramento, assim sendo uma fonte potencialmente de transmissão do HIV. **Considerações Finais: **A problematização como metodologia ativa no ensino de graduação, nos proporcionou um maior entendimento e desenvolvimento de raciocínio crítico-reflexivo, por meio da autonomia, pesquisa, liderança, gerenciamento, criatividade, humanização, relação interpessoal, prática das teorias de enfermagem em uma disciplina de 40hs sem estágios, tornando-nos profissionais com competência para realizar as ações de enfermagem de forma holística e em equipe. Com isso, o estudo nos levou a entender a realidade social e desenvolver possíveis soluções, enquanto futuros profissionais enfermeiros, para o problema em questão. **Contribuições para a Enfermagem: **Este trabalho mostrou que a problematização está sendo utilizada, com impacto positivo no ensino da graduação de enfermagem, pois possibilita ao acadêmico uma participação ativa no processo de ensino-aprendizagem no decorrer de suas pesquisas e projetos de melhoria, cujo objetivo é alcançar maior qualidade de vida do paciente e sua família. Contudo é primordial o interesse do acadêmico em desenvolver esse método, sendo necessário sair da zona de conforto do tradicionalismo. Desse modo, faz-se necessário maior incentivo na utilização da problematização nos cursos de graduação em enfermagem, pois desse modo, haverá formação de profissionais analíticos, capazes de transformar a realidade social na qual estão inseridos, por meio da aprendizagem significativa.
Referências: 1. Rodrigues ALL, Prata MSO, Batalha TBS, Costa CLNA, Neto IFP. Contribuições da extensão universitária na sociedade. Cadernos de Graduação - Ciências Humanas e Sociais. Aracajú. 2013 [Acesso em 2018 mar 15]. Disponível em: http://periodicos.set.edu.br/index.php/cadernohumanas/article/viewFile/494/254.
2. Farias BEM, Netto PFL, Pilletti CP, Alves ECM. A Importância dos Programas de Extensão no Ensino e Prática de Programação e Desenvolvimento de Protótipos. Simpósio Brasileiro de Informática na Educação. Mato Grosso do Sul. 2014 [Acesso em 2018 mar 15]. Disponível em: http://www.b-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/2924.
3. Carbonari MEE, Pereira AC. A extensão universitária no Brasil, do assistencialismo à sustentabilidade. Revista de Educação. Itatiba. 2007 [Acesso em 2018 mar 15]. Disponível em: http://www.pgsskroton.com.br/seer/index.php/educ/article/view/2133/2030
4. BRASIL. Lei nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional de Saúde da
Pessoa Idosa. Brasília, DF, 19 out. 2006 [Acesso em 2018 mar 15]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html |