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Resumo: 1271901

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1271901

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE VOLTADA AO SUS: UM OLHAR DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO

Autores:
Miriam Ghidolin ; Matheus Felipe Morandi Agner

Resumo:
A formação profissional em saúde, neste caso especificamente falando dos profissionais enfermeiros, é um assunto que vem sendo debatido a muito tempo, mesmo assim, não deixa de ser uma temática atual uma vez que cada vez mais são nfrentados desafios na formação de profissionais qualificados e aptos a atuar nos diversos serviços de saúde brasileiros¹. Nesse sentido, percebe-se que as muitas mudanças relacionadas a formação dos profissionais de saúde começaram a ocorrer em meados da Reforma Sanitária brasileira, esta teve inicio em meio a ditadura militar, buscando a redemocratização e a construção de um novo sistema de saúde para o país e possibilitando nesse contexto o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde. Essas mudanças no sistema de saúde do Brasil impulsionaram modificações no perfil dos profissionais da área da saúde, que passou (e continua passando) por uma transição do modelo fragmentado e intervencionista para um modelo preventor de doenças e promotor de saúde. Considerando essa mudança no perfil dos profissionais foi necessária uma reformulação das diretrizes da formação profissional, voltando essa formação ao novo sistema que se implantou. Por muitos anos, a formação em saúde reproduziu uma visão centrada nas técnicas biomédicas, e a ênfase nos procedimentos superou amplamente o pensar saúde, nesse sentido, faz-se necessário cada vez mais o deslocamento do eixo da medicalização para o da atuação interdisciplinar, intensificando o respeito aos princípios do Sistema Único de Saúde - SUS e buscando alterar os perfis profissionais para alcançar a estratégia da atenção integral à saúde, de maneira que cada cidadão se sinta acolhido, protegido e atendido integralmente em suas necessidades. A formação de recursos humanos é uma das deficiências do SUS, os profissionais recém formados encontram-se despreparados para a atuação. Esta preocupação com a formação pode ser observada nas diretrizes curriculares onde é apresentado que a formação do Enfermeiro deve atender às necessidades sociais da saúde, com ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a integralidade da atenção e a qualidade e humanização do atendimento². Considera-se então a formação de profissionais mais humanistas na área da saúde um desafio, sendo imprescindível a formação de profissionais capazes de atuar na integralidade da atenção à saúde e em equipe multiprofissional³. Para que isto seja possível é importante que os educadores sejam proliferadores de conhecimento e formadores de profissionais críticos reflexivos. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é entender através da visão de profissionais enfermeiros atuantes sobre as suas formações profissionais e a aplicação desta, observando se esta formação foi capaz de suprir as necessidades quando inseridos no mercado de trabalho. Para alcançar esse objetivo utilizou-se uma pesquisa qualitativa na forma de um estudo de caso no qual através de questionário aberto foram entrevistados cinco profissionais enfermeiros atuantes em um hospital de referência e de grande porte situado na região Oeste de Santa Catarina. Após a realização das entrevistas os dados foram reunidos e comparados e a partir destes foi possível traçar resultados e conhecer o perfil profissional e de formação de cada profissional entrevistado. Os enfermeiros participaram da entrevista de forma gratuita e espontânea, não sendo forçados a responder o questionário se não se sentissem confortáveis com isto. Os participantes assinaram um termo de compromisso liberando a utilização destas entrevistas para uso futuro. Por questões éticas não serão divulgados os nomes dos participantes e sim serão utilizados pseudônimos. Dos enfermeiros entrevistados um é de uma universidade federal, dois de uma universidade estadual e um de universidade ?articular, todas de Chapecó e o outro é de uma universidade particular do RS. Os entrevistados têm de 4 a 12 ano de formação, e o tempo de graduação variou de 4, 4 anos e meio a 5 anos dependendo da universidade. Com relação ao questionamento sobre as estratégias de inserção dos estudantes no mercado de trabalho a maior parte dos enfermeiros responderam que existem programas de extensão, estágios remunerados e programas de iniciação científica e acadêmicanas instituições e que as universidades estimulam os acadêmicos a serem pesquisadores criticos e reflexivos O enfermeiro com mais tempo de graduação respondeu que na sua época essas estratégias eram um pouco mais escassas mas que isso não dificultou sua inserção no mercado. Os entrevistados responderam que as universidades, principalmente as públicas enfatizam o Sistema Único de Saúde e a relevância do trabalho voltado a este, criando estratégias de inserção dos acdêmicos nesse meio. O enfermeiro com mais tempo de formação explicou que durante sua graduação foi falado sobre o SUS mas que a enfase na importâncioa deste não era tão grande. Todos os enfermeiros estão inseridos no mecado de trabalho e trabalham em um hospital público atendendo pacientes SUS em várias especialidades, sendo elas, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Centro Cirurgico/Sala de Recupareção Pós Anestesica (SRPA), Clinica Médica, Traumato ortopedia/Clinica de Cirurgia Geral e Neurologia. Informaram em suas respostas que a graduação foi muito importante para a formação pessoal e profissional mas que quando de suas inserções no mercado de trabalho ainda se sentiram vulneráveis e amedrontados. Nesse sentido é de suam importância a aproximação da comunidade acadêmica com o mercado de trabalho, em específico com o SUS, inserindo e ampliando os educandos acerca do sistema,uma vez que os egressos universitários majoritariamente estarão trabalhando no SUS.


Referências:
1. Salvador PTCO, Santos VEP, Barros AG, Alves KYA, Lima KYN. Ensino da sistematização da assistência de enfermagem aos técnicos de enfermagem. Esc Anna Nery [Internet]. 2015 [acesso em 23 mar 2018];19(4):557-62. 2. Araújo DS, França AF, Mendonça JKS, Bettencourt ARC, Amaral TLM et al. Construção e validação de instrumento de sistematização da assistência de enfermagem em terapia intensiva. Rev Rene. [Internet]. 2015 [acesso em 23 mar 2018];16(4):461-9. 3. Pereira AH, Diogo RCS. Análise do raciocínio clínico do graduando em Enfermagem na aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem. J Health Sci Inst. [Internet]. 2012 [acesso em 23 mar 2018];30(4):349-53.